Amor fati

Olá.

Você já ouviu falar de ‘amor fati’?

Essa expressão traduzida do latim, ‘amor ao destino’, foi cunhada pelo filósofo alemão Nietzsche (1844-1900).

Amor fati, como a expressão significa, é uma forma de vida que, segundo o filósofo, é essencial para uma vida em equilíbrio e harmonia.

Você já chorou por algo que te chocou ou machucou absurdamente? Já se arrependeu de algo que falou ou fez? Já veio aquele pensamento que se fosse possível voltar no tempo, talvez as coisas hoje estariam diferentes? Já ficou se remoendo por pensamentos e sentimentos que tiravam seu sono, sua calma, te distraíam em demasiado?

Ora, quem nunca? Felizmente, para o nosso filósofo, o amor fati é a solução para tudo isso. Quase um comercial do mais novo lançamento das ‘organizações Tabajara’ (risos).

Amar o destino seria o equivalente a amar os fatos. Amar não quer dizer que você tenha que gostar ou fazer aquela cara de besta num velório de alguém querido que acabou de falecer, por exemplo. Amar é aceitar. Vem bem a calhar aquela expressão: ‘aceita que dói menos’.

Se você aceita os fatos da vida, aquilo que te sucede como algo natural que está inserido dentro de uma enorme cadeia de eventos que não são possíveis de serem controlados, se você aceita aquilo que te aconteceu, sabendo que não pode mais ser mudado, como algo que aconteceu e pronto, os motivos de tanta culpa, remorso, arrependimento, os motivos de tanta coisa que tiram a paz de espírito não fazem mais sentido.

Pensamentos acelerados, estresse agudo, cansaço demasiado, dor no peito, angústia? Que nada. Aceite a vida como ela é, como ela decorre. Aceite-se a si mesmo como você é. Se ame como você é. Ame os acontecimentos da vida e siga em frente. Não vale a pena gastar tanta energia com aquilo que passou ou não foi de encontro com a sua expectativa. Apenas viva. Fazendo isso, certamente, será mais leve e sua qualidade de vida dará um ‘up’ absurdo.

Falta de dinheiro, falta de emprego, falta de alguém, falta de algo… falta de nada! Com certeza muitos problemas, muitas coisas, muitos ‘demônios’ te assombram. Quanto mais poder você der a eles, mais eles te dominarão. Tire o poder, tire a atenção, tire o foco. Dance a música. Não dê atenção ao que te tira a paz e foque em você daqui pra frente. Ficar se remoendo ou lamentando não vai mudar nada!

Olhe pra frente e siga. Continue! Persista! Avante!

Não que eu concorde com isso, mas cá pra nós: se você deixar de olhar pra trás e aceitar os acontecimentos da sua vida, e passar a olhar pra frente, de fato, sua vida dará um salto adiante!

Talvez já tenha passado da hora de focar o ‘e se’, e focar o ‘vida que segue’.

O que acha disso?

E se hoje fosse seu último dia?

E se hoje fosse seu último dia… e todos aqueles que você conhece fossem privados da sua presença? Que lembranças teriam de você?

E se hoje fosse seu último dia… será que as coisas que fez se empenhou em fazer seu melhor ou foi medíocre?

E se hoje fosse seu último dia… será que a pessoa amanda teria ouvido um ‘eu te amo’, recebido aquele abraço apertado e teria a imagem de um sorriso refletido em seu olhar?

E se hoje fosse seu último dia… será que aquela pessoa que passou pelo seu caminho teria sido ajudado ou menosprezado por você?

E se hoje fosse seu último dia… teria sido mais um dia de correria que não teria percebido os pequenos detalhes que embelezam a vida?

E se hoje fosse seu último dia… que patrimônio espiritual deixaria para a humanidade?

Aliás, o patrimônio material se acaba com o tempo, mas o espiritual permanece naqueles em que foram plantadas as sementes de uma vida melhor.

E se hoje fosse seu último dia… seria notado pelo que você tem ou por quem você é?

E se hoje fosse seu último dia… faria as mesmas coisas de sempre do mesmo modo ou tentaria de um modo novo?

E se hoje fosse seu último dia… teria as lembranças daquela viagem dos sonhos que realizara outro dia?

E se hoje fosse seu último… gastaria tempo com seus queridos e valorizaria cada moment

E se hoje fosse seu último dia… estaria preocupado e estressado, descarggenado toda a raiva nas pessoas por conta dos prazos no trabalho?

E se hoje fosse seu último dia…

Curioso ver aqueles anúncios de promoção dizendo ser ‘o último dia’, ‘só até hoje’, e coisas assim… Mas quando se trata de promover a vida, a família, a humanidade, a felicidade, as pessoas se escusam.

Ao meu ver, porque há uma super valorização do material em detrimento do espiritual. E quando digo espiritual, não me refiro a nenhum tipo de religiosidade, mas ao que envolve o espírito humano (afetos, relacionamentos, sentimentos, pensamentos, espiritualidade, etc).

Eu não preciso estar numa igreja, por exemplo, para ser uma pessoa que faça a diferença (pra melhor, claro) na vida de outras pessoas. E tudo isso envolve um sentido que transcende essa realidade, um sentido que vai além do material, do físico. Um sentido que ultrapassa qualquer rótulo, contagem ou valor que possa ser dado àquilo que o homem produz. Sabe por quê? Esse além se trata do próprio homem.

Ao ver uma promoção (black friday, por exemplo), as pessoas correm para não perder os ‘preços baixos’ dos equipamentos que precisam. Precisam de tantos produtos, buscam tantos produtos, querem tantos produtos. Mas não percebem, que talvez (e só talvez) um gesto de amor e carinho é o que faria uma total diferença na vida delas.

Sabe aquelas promessas de fim de ano? Não as leve até o fim de sua vida.

A vida… Não é sobre o que você tem, mas sobre quem você é!

I Have a Dream…

Em 1963 Martin Luther King proclamou esse emblemático discurso no Lincoln memorial diante de mais de duzentas mil pessoas exigindo igualdade entre brancos e negros. Esse era o sonho dele.

Eu tenho um sonho… Ele tinha um sonho. Hoje, óbvio que ainda há muito a ser feito, a realidade daquele discurso é outra. O sonho tem se concretizando, não foi morto ou acabou quando ele ‘acordou’. O caminho da igualdade entre etnias foi aberto e segue seu percurso. Hoje podemos sonhar em uma igualdade de gênero humano! Seja igualdade étnica, igualdade de gênero, direito humanos, direitos LGBT, e asism por diante. Há muito o que se fazer ainda, claro, mas o caminho segue trilhando seu curso.

Lutamos uma luta acirrada contra qualquer tipo de preconceito e desigualdade!

Certamente você tem um sonho. Sabe aquelas metas de começo de ano? Então, não deixam de ser sonhos. Alguns são alcançáveis outros não; Pessoas sonham dormindo, outros sonham acordados; sonhos podem ser concretizados – aqueles sonhos do seu coração.

Sonhar com o coração é uma dádiva do ser humano. Mas quando esses sonham não se concretizam viram frustrações. E aí temos um problema: sonham não realizados se tornam frustrações que acabam por definhar as pessoas que os sonharam. Um desejo do coração é algo incrível, pois nos motiva, nos anima, nos impulsiona, nos eleva a outro patamar, nos tira de uma vida monótona.

Sonhos para serem realizados precisam ser construídos; e se constrói aos poucos. A frustração está em que vislumbramos os sonhos realizados, mas ficamos tomados por uma apatia que não nos deixa arregaçar as mangas e pôr a mão na massa. Vislumbrar o sucesso é fantástico, mas nem todos querem sentir o suor ou as lágrimas necessárias para alcança-lo.

E você? Qual seu sonho? E como você tem lutado por ele?

Não deixe de sonhar, mas não deixe que seu sonho se perca no despertar da vida.

Se está difícil a concretização do sonho, concretize aquilo que for necessário para concretizar o sonho. Vá por etapas, aos poucos, com planejamento, com garra, com empenho, com esmero.

Lembre-se: alcançar um sonho exige que você dê o seu melhor e não o seu suficiente. Dar o seu melhor é a forma eficaz de alcançar o seu sonho, atingir sua meta, seu plano. Se der apenas o necessário, ficará na mediocridade, será mediano. Para o mediano, qualquer coisa está bom! Para você, qualquer coisa está bom? Se contenta em viver na mediocridade ou topa alçar um vôo mais alto?

E aí? Seu melhor ou seu suficiente?

Não seja mais um entre tantos, seja o melhor que você pode ser, faça o melhor que você pode fazer, sinta a pulsação da vida penetrando em sua alma.

Isso fará toda a diferença. Não é sobre fama, poder, riqueza. Nada disso. É sobre sua autorrealização.

Deixe o sol nascer!

Família em casa, toda reunida, aquele almoço gostoso, clima festivo, conversa em dia, risadas, todo o ambiente propício para celebrar. Crianças correndo e brincando, adultos conversando, homens de um lado, gargalhando alto, mulheres conversando baixinho…. enfim. Esse foi mais um dia em família.

No dia seguinte, rotina volta ao normal. Parece que a semana já começa pesada, sem ânimo para trabalhar, mal chegou no ambiente de trabalho, e logo no caminho, os problemas já vêm à mente. A cabeça se ocupa e tudo o mais…

Já está esgotada!

Mas a criança? Ah… A criança encara o mundo como algo novo e espontâneo. Interessante como para a criança o mundo é algo extraordinário, a vida é algo incrível. Já para os adultos, a vida é algo enfadonha, sempre mais do mesmo, se repetindo semana após semana.

E por que é assim? Caramba… se você souber a resposta, me fale agora. Eu tenho uma vaga ideia: o adulto deixa de ser criança, e vive em busca de responder as expectativas e responsabilidades. Por conta disso, esquece (não de ser criança) a novidade da vida. Fica tão atolado de compromissos que não tem mais tempo de contemplar a vida, apreciar as pequenas coisas, de imaginar, de sonhar, de perguntar, de ter curiosidade.

Parece que a vida passa a se resumir em trabalho, e trabalho, e trabalho.

Nos finais de semana, algo diferente de trabalho. E já na segunda, trabalho de novo. Meu Deus!!!!!

O fato aqui não é trabalho ou qualquer outra responsabilidade de uma vida em sociedade (o que é normal isso), mas o fato que com a idade avançando os sonhos vão diminuindo, as expectativas vão abrochando, a curiosidade da vida se esvaziando. E a vida fica triste, monótona, fria, cinzenta. A primavera infantil dá lugar a um outono camuflado de maturidade.

Ora, desde quando maturidade significa deixar de ter aquela curiosidade, aquele sonho, aquele encanto pela vida?

Conheço crianças que já são velhas, mas conheço idosos que são jovens. Não se trata de idade, mas de vitalidade. Vital!!!! Vida!!!! Ânimo!!! Desejo!!! Desejar a vida acima de tudo. Desejar-se! Encantar-se pelo mundo que está só esperando ser descoberto! E o novo, pode muitas vezes (e diria que na maioria delas) estar escondido dentro das velhas coisas, que são vistas ou vividas do mesmo modo.

O novo pode revelar-se à medida que seu olhar também muda! A vista de tudo depende qual montanha se escala!

Viva a vida. Permita que o sol venha a nascer no seu dia e na sua vida.

Medo do novo?

Estava refletindo esses dias o quão arrebatador pode ser o medo do novo. A novidade, o novo, aquilo que não se conhece é capaz de gerar medo, mas também expectativas… e grandes expectativas, por sinal.

O novo é um modo diferente do qual estamos acostumados. Nesse sentido, o novo é somente um modo de ser ou estar diferente daquele que estamos habituados. Diga-se de passagem, o ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar. Mesmo assim, o novo assusta!

Heidegger (1889-1976) foi um filósofo alemão. Sua grande obra Ser e tempo (1927) pode nos ajudar nessa reflexão.

É óbvio que você não é uma caneca ou qualquer outra coisa. No caso dessa caneca, ela será sempre uma caneca e sequer tem consciência de ser uma caneca. Você, ao contrário, é um ser humano. Mas olhe para a grande maravilha disso: um ser humano (o único ser na natureza) que tem consciência de si. Você é um ser que existe e tem consciência de sua existência. Por isso mesmo, nós somos seres humanos que vivem de modos diversos uns dos outros. Além disso, em sua própria vida, devido à sua consciência de si, já foram inúmeras as mudanças ocorridas no seu corpo físico, no seu modo de pensar, nos seus gostos, amizades, etc.

Pare agora! Caramba… você já passou por inúmeras mudanças e continuará mudando. Mas o novo assusta.

Estou te dizendo o seguinte: você é uma pessoa que tem todas as possibilidades em si, ou seja, você é um ser que vive em constante ‘vir-a-ser’. Agora o que te resta, depois de todo o exposto, conforme o pensamento de nosso amigo Heidegger, é a vivência de uma linguagem autêntica. A linguagem é uma forma de comunicação, e essa comunicação é fundamental para expressar-se com o mundo à sua volta. Assim, o tipo de linguagem que você comunica vai determinando o seu ser. Se você comunica uma linguagem autêntica, ou seja, aquilo que você é, o mundo interpreta essa linguagem como uma comunicação autêntica. Por outro lado,

se você não comunica uma linguagem autêntica, ou seja, quem você é (de fato!), que tipo de linguagem você tem comunicado?

Como sua linguagem é imprecisa, o mundo te impõe a linguagem dele; assim, você deixa de comunicar sua própria linguagem abrindo mão de todas as suas possibilidades, para comunicar a linguagem do mundo. Em outras palavras, deixa de viver a sua própria vida para viver a vida que o mundo te impõe.

É isso mesmo que você quer para você?

Uma linguagem autêntica é aquela que você, sendo você mesmo, exerce uma vivência sem o medo daquilo que os outros irão pensar, sem viver uma vida de auto represália, uma pseudo liberdade, deixando de fazer suas próprias escolhas e tomadas de decisão por conta de uma força externa a você que como te impõe a agir de determinada forma.

Voltando ao assunto… o medo de fazer o novo, de ser o novo, de pensar novo (leia-se também diferente) assusta por conta de uma insegurança, que muitas vezes, por trás dela, está o comodismo de outros dirigirem a sua vida e no momento que você precisa, de fato, tomar uma decisão por sua conta em risco, há o receio.

Uma tomada de decisão por conta própria é essencial para o processo de maturação do ser humano, e faz-se necessária para a comunicação de uma linguagem autêntica.

É como estar à mesa de um restaurante e o acompanhante perguntar a sua preferência no cardápio. E aí? Qualquer coisa serve?

Não foi à toa a imagem destacada da borboleta! É necessário passar pelas metamorfoses da vida.

Somos tão únicos!

Você já parou para pensar….

Vivemos em um planeta fascinante, com uma natureza espetacular…. São seres vivos de milhares de espécie que dividem e vivem em um único planeta: a Terra.

A Terra é o terceiro planeta daquele que chamamos de Sistema Solar, cuja estrela é o Sol. Todavia, graças a os avanços da ciência hoje sabemos que o Sol é somente uma estrela no meio de milhões de outras estrelas que, juntas, compõem o que chamamos de galáxia – a Via Láctea. Entretanto, a Via Láctea é somente uma galáxia no meio de milhões de galáxias que, juntas, formam o Universo.  Pela teoria da relatividade, hoje já não falamos mais em universo, mas em multiversos…. Nesse espaço infinito encontramos asteroides, constelações, buracos negros, nebulosas, pulsares, e tantas outras coisas.

Depois de toda essa apresentação (voltando para a Terra) perguntamo-nos quem nós somos? Incrível que um infinito acima de nossas cabeças exista e possa nos engolir a qualquer momento.

Imagem da Nebulosa de Órion. Fonte: Revista Galileu

Se já estava dramática a cena acima, imagine agora que na Terra existem cerca de alguns milhões de espécies de seres vivos. Dentre essas milhões de espécies há uma especifica que chama a atenção: o homo sapiens – a humanidade. Essa espécie ‘homo sapiens’ possui um registro de cerca de 7 bilhões de indivíduos e você é apenas um deles. Ou seja, você é um indivíduo de uma espécie de 7 bilhões de indivíduos que habita um planeta que comporta de 3 a 4 milhões de espécies conhecidas. Todas essas espécies habitam um planeta chamado Terra que é apenas o terceiro num sistema solar que é apenas um dentre milhões de tantos outros que formam uma galáxia, que por sua vez é apenas um dentre outras milhões que formam o universo.

Gerson? Oi. Me empolguei…. Cara, incrível, mas olhando sob esse espectro, não somos nada!

Por outro lado, incrível como você e eu e cada um dos indivíduos dessa espécie ‘homo sapiens’ é único. Ou seja, não há repetição. Você é único e não existe ninguém no mundo igual a você. Por mais que as combinações genéticas beirem o 100%, mesmo assim, não empata nos 100%. Meus parabéns!!! No meio de todo esse infinito vasto, você ainda é único!

Não queira ser como os outros. Seja você mesmo. Se ame como um ser singular que existe na Terra. Faça a diferença e busque a melhor versão de si mesmo. Afinal, você é único. Nunca houve e nem haverá alguém igual a você!

Todos nascemos originais e morremos cópias, dizia Carl Jung. Chegou a hora de viver a sua originalidade!

Em busca de sentido

Viktor Frankl (1905-1997) é o fundador da logoterapia – psicoterapia fundamentada na busca de sentido. Para a Logoterapia, o indivíduo deve buscar a superação de si e daquilo que o circunda por meio da busca do sentido. Nessa linha existencial, como ele mesmo retrata em seu livro “Em busca de sentido – um psicólogo no campo de concentração, a força que estava por detrás da superação dos campos nazistas era a busca do sentido de sua existência.

Não querendo me aprofundar na Logoterapia, até porque me falta gabarito para tal, mas o que percebo são pessoas alienadas vivendo em uma sociedade alienada, exercendo atividades alienadas e alienantes, porque perderam algo. Sabe aquele brilho no olhar?

É como a novidade de um encontro com a pessoa amada, ou a expectativa do primeiro dia de aula ou de trabalho…. A novidade! O Novo pode assustar, mas me parece que permanecer na mesmice é mais assustador. Não é a mesmice daquilo que se vive, mas a mesmice de encarar tudo da mesma forma…

Talvez o que te falta hoje não seja mudar a sua rotina, mas mudar o modo de encarar a sua rotina. Quem sabe? Uma rotina, seja ela qual for, não é boa nem ruim. Mas o modo como lidamos com ela é o que a torna boa ou ruim, interessante ou monótona.

Um relacionamento de tantos anos, o mesmo emprego tantos anos, a mesma casa tantos anos… Como a canção: “a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim…” Vai enxergar sempre o mesmo e viver assim, ou prefere buscar o sentido de todas essas coisas?

Mas Gerson… Não vejo sentido nisso que estou fazendo! Que tal imputar um sentido para a sua vida, então?

#ficaadica

Seja você mesmo!

Sartre foi um filósofo francês do século passado. Ele tem uma frase muito significativa:

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”

Muitas vezes vivemos nossa vida muito preocupados com a opinião das outras pessoas… Ah, o que será que vão pensar? É um fato que somos influenciados pelo meio em que vivemos: família, escola, trabalho, amigos e outros. Somos influenciados e bombardeados pelas mídias sociais. É tanta informação que mal conseguimos administrar tudo o que recebemos ao longo do dia.

É tanta influência que podemos nos perguntar: será que somos quem somos ou somos o fruto do meio em que vivemos? Volta a dizer: Toda essa influência que recebemos nos faz viver tensos preocupados com a opinião dos outros ou com aquilo que os outros vão pensar, falar, etc.

E é tanta preocupação que acabamos por deixar de viver por nós mesmos e vivemos em função dos outros.

Por isso, lanço a seguinte provocação: O que você tem feito com aquilo que as pessoas fazem de você?

Lanço essa provocação porque é essa influência que recebemos é um fato. Mas aquilo que fazemos é algo que depende exclusivamente de cada um. Pode ser que você esteja passando por uma dificuldade imensa devido uma situação específica. Enfim, essa situação é algo que está acontecendo, mas a forma como você lida com isso, depende exclusivamente de você.

Se trata de começar a ter o controle de si próprio frente aquilo que se passa fora de nós.

Você é o autor de sua história! Não deixe que os outros escrevam ela por você!

Está na hora de ter um diálogo sério com a pessoa do espelho e se decidir por você!

Meu Pôr do sol

Poucas coisas na vida são tão gratificantes quanto aquilo que não pode se comprar, mas simplesmente receber de forma espontânea e gratuita. A gratuidade de um gesto, de um abraço, de um sorriso, de um ombro amigo, de alguém para estar contigo livre de interesses, de um amor, e tantas outras coisas que poderia citar aqui (mas que com certeza, você listou em sua mente).

Quantas não são as pessoas carentes de um gesto de carinho ou de um ‘eu te amo’ verdadeiro? Pois é, eu conheço várias assim. Acredito que você também. Conheço muitas pessoas que tem várias coisas, mas lhes falta algo que preencha o interior delas, são abastadas por fora, mas miseráveis por dentro, são ricas em suas contas bancárias, mas pobres em seu interior, possuem grande poder aquisitivo, mas carentes de amor, atenção, carinho. Quantos não são os pais que provém seus filhos de todas as coisas menos de atenção? Ou os filhos que sequer reparam na presença dos pais?

Isso me leva a pensar que apreciar a vida é um exercício rotineiro que enobrece qualquer um, imputa um sentido maior para a nossa breve existência na terra. Um exemplo disso é o sol. Em muitas culturas antigas o sol era cultuado como um deus. Esse culto ao sol pode-se perceber até hoje. Muitas pessoas se aglomeram em vários pontos, seja no campo, na cidade, na praia, para apreciar o pôr do sol. Não só contemplam o seu pôr, mas o aplaudem.

Pedra do Arpoador – Rio de Janeiro

Veja os cariocas, por exemplo, se reunindo na pedra do Arpoador para o pôr do sol. Se reúnem como um ritual.

Afinal, o pôr do sol, tem algum significado?

O pôr do sol é complemento de um ciclo da terra em torno de si mesma, ou seja, o dia. É, portanto, a oportunidade de olhar para si mesmo e refletir sobre como foi seu dia, como forme de completude da vida. É a oportunidade de agradecer, num simples gesto de gratidão, por mais uma oportunidade de completar mais uma volta ao redor de si mesmo, mais uma oportunidade que foi dada por viver mais um dia.

Como seres humanos, somos capazes de fazer do pôr do sol um fenômeno muito maior que um ato da natureza. Podemos fazer dele um espetáculo, um sentido, um motivo, dar um significado. Dar um sentido além do físico requer certa admiração. O mesmo que se faz ao admirar uma música, uma apresentação, uma obra de arte, uma roupa, um gesto, etc. Esse ‘admirar’ que nos leva a ‘mirar com’, ou seja, ‘olhar com’. Quando você admira algo aquilo ganha um novo significado porque você passa a ‘olhar com outros olhos’.

Cá pra nós, uma vida vivida sem o poder da admiração, da contemplação, do significar além, se reduz meramente ao aspecto físico. Nesse sentido, um pôr do sol é só mais um pôr do sol, um dia é só mais um dia, um sorriso, um abraço, uma palavra, um gesto… são só mais daquilo, sem um significado maior.

Minha esposa tem o costume de, sempre que possível, contemplar o pôr do sol. Ela me faz um convite tão profundo de contemplar aquele pôr do sol com ela. É como se aquele pôr do sol fosse para ela, unicamente para ela. De certa forma, ela está certa. Porque aquele pôr do sol tem um significado único para ela, assim como tem um significado para mim. Tenho um motivo, uma inspiração, um agradecimento que é meu, diferentemente dela, que é o dela.

Sabe aquele pôr do sol? Então… é especialmente para você, se você assim o quiser. Se você der um significado a ele, ele terá, caso contrário, não. Assim é em toda a nossa vida. Dar um significado a toda ela: nossos relacionamentos, nossas atividades, nossos sentimentos, nossos pensamentos.

Contemplar o pôr do sol vai muito além de contemplar o pôr do sol. Diz muito de quem você é e quer ser.

Não apequene sua vida, dando um significado pequeno a ela. Olhe além, vá além, viva além.

Signifique a sua vida. Se for o caso, re-SIGNIFIQUE-a.

Livres ou escravos?

Você já ouviu falar em síndrome de Estocolmo?

Conhece a história da Bela e a fera?

Pois é, estão intimamente ligadas.

A relação afetiva que a princesa cria com seu ‘anfitrião’ (a fera) é justamente o que é a síndrome de Estocolmo. Em um sequestro ocorrido na cidade de Estocolmo, Suécia, no ano de 1973, a investigação percebeu que houve uma afinidade entre os sequestradores e os reféns.

A síndrome de Estocolmo é essa relação afetiva que surge entre o sequestrador e o refém. O apego, o afeto, como uma forma de proteção, de segurança, de sentido é o que caracteriza essa síndrome (claro, inconsciente).

Já assistiu a série ‘La Casa de Papel’? (diga-se de passagem: super recomendo). Há um típico exemplo disso, no relacionamento entre o personagem Denver (Jaime Lorente) e uma das reféns, que, curiosamente, se chamará Estocolmo (Esther Acebo).

Mas por que estou falando disso? Bem, olhando para as pessoas na sociedade em que vivemos não é preciso ser um ‘expert’ para ver que as pessoas vivem sequestradas. Sequestradas por si mesmas, pelas coisas, pela rotina, pelo trabalho, por pessoas que, numa relação afetiva ao invés de as fazerem ir além, as sequestram em sentimentos que a aprisionam; há ainda, um grande sequestrador chamado ‘dinheiro’.

Viver em função de qualquer pessoa ou coisa que esteja fora de nós mesmas é o mesmo que viver essa síndrome. Cria-se uma dependência daquilo ou de alguém, de tal modo que a pessoa não consegue mais imaginar sua vida sem aquilo.

É como se as outras pessoas ou coisas a possuíssem. E o pior, ela nem percebe, pois como disse, é inconsciente!

Você já se deu conta de quantas prisões você está vivendo hoje? Quais pessoas, quais coisas, quais situações têm te sequestrado hoje e feito você perder o brilho e o grande potencial que você tem?

Um grande passo a ser dado é a liberdade interior. Ser autônomo, ser livre, ser autêntico.

Em outros post’s comento sobre essas questões:

Ter algo não é o mesmo que algo te ter. Ter alguém com quem partilhar a vida, os sentimentos, não significa ser possuído por esse alguém. Ter um prego não significa que o emprego te tenha. Ter dinheiro ou fama não implica que o dinheiro ou a fama te tenha!

Gosto muito de dizer que “você só é você se você for você”. Óbvio, né? Nem tanto. Será que você tem sido, de fato, você ou aquilo que os outros querem que você seja?

Você é você ou um produto? Você se possui a si mesmo ou é possuído por pessoas, por coisas ou situações?

É livre ou vive como prisioneiro?

“Liberte-se da escravidão mental, ninguém além de nós pode libertar nossas mentes!” (Bob Marley)

Liberte-se! Apaixone-se! Viva!

Vale a reflexão!

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