Livres de espírito!

Sartre, filósofo francês, dizia que o homem está condenando à liberdade, ou seja, não há outro motivo de viver para o homem que não seja na liberdade.

Mas afinal de contas, o que é liberdade?

Falamos tanto em liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade de pensamento, liberdade de viver, liberdade de fazer, liberdade de consumir, etc…

Qual seria o significado de liberdade pra você? O que seria ‘ser livre’?

Já encontrei muitas pessoas em minha vida que aparentavam ser livres, mas estavam acorrentados por dentro, com uma amargura, um ódio, um rancor, uma mágoa, inveja, angústia, decepções, desilusões. Livres por fora, presas por dentro. Nesse sentido, de que adiantaria uma liberdade de ir, de falar, de fazer ou qualquer outra, se a liberdade de ser você mesmo não for vivenciada?

Acredito que não exista liberdade maior senão aquela que te possibilita ser você mesmo. Veja que não importa a situação, não importa com quem, não importa onde nem quando, ser quem você, de fato é, não tem preço.

Ouvi uma frase que dizia o seguinte: todo o dinheiro do mundo não é capaz de comprar um segundo de tempo, nem o que se passou nem o que virá. Queremos tanto ser livres, temos o sonho da liberdade – e somos presos ao tempo!

Agora pare e pense um pouquinho em quantas vezes você, com seus pensamentos, foi longe a ponto de se desligar do aqui e agora. Nossa… faço isso direto. Naqueles momentos, é como se nos desconectarmos do quando e do onde, é como se não houvesse barreiras para o tempo e espaço – nos sentimos totalmente livres com relação a isso – ganhamos nossa liberdade de espírito de ir para o onde e quando, não importando as distâncias nem de tempo e nem de espaço.

Essa sim, considero a verdadeira liberdade: a de espírito. É essa liberdade de espírito que nos revela e nos mostra quem realmente somos. E aquele que tem a ousadia, a coragem, a audácia de viver esse ser a si mesmo, livre no seu espírito, esse merece meu respeito, pois não é aquilo que está fora que ferirá a sua liberdade interior – poderá passar por várias coisas, mas sua liberdade interior estará intacta.

Não são as limitações do mundo exterior que a atingem, mas aquelas postas por ela mesma em seu mundo interior.

Não se prenda. Liberte-se!

Sobre expectativas e frustrações!

Você já se frustrou? Se decepcionou? Certamente.

E o pior é que as frustrações e as decepções parecem que vêm de quem mais amamos, não é mesmo?

Pra ser sincero, toda decepção é antecedida por uma expectativa. Quanto maior a expectativa, se não for alcançada, maior será a frustração ou decepção.

Dessa forma, uma decepção está diretamente relacionada com a expectativa criada.

Os estoicos tinham um grande segredo para lidar com a decepção. Como sou um cara legal, vou dizer pra vocês esse grande segredo: simplesmente,

Não ter expectativas.

Olha, soa meio estranho para nós, num mundo no qual vivemos e em nossa realidade, não ter expectativas. Esses caras eram bons no que faziam… Eles conseguiam viver uma vida sem nutrir expectativas e, consequentemente, as chances de qualquer decepção ou frustração eram mínimas. Eles se preocupavam com aquilo que estavam sob o controle deles, aquilo que não estava sob o poder deles de fazerem algo, não se importavam ou minimizavam.

Esperar um pedido de casamento, em um jantar romântico, e não acontecer, gera uma frustração daquele que esperava, mas não naquele que nem passava pela cabeça dele em o fazer.

Uma promoção no emprego que você luta para conseguir, mas não consegue, gera frustração desânimo, raiva, etc…

Uma resposta de uma entrevista de emprego, de um pedido de namoro, o recebimento de uma encomenda, enfim…

Mas se ao invés de gastar tanta energia com possibilidades que podem acontecer ou não, você se esforçar em viver o seu melhor naquilo que você pode assim fazer, sem nutrir expectativas de retorno, retribuição ou recompensa?

Nossos amigos estoicos viviam isso com maestria. E querendo ou não, davam uma solução para suas vidas não atingirem o patamar da frustração: não nutrir expectativas.

O que você acha?

Amor fati

Olá.

Você já ouviu falar de ‘amor fati’?

Essa expressão traduzida do latim, ‘amor ao destino’, foi cunhada pelo filósofo alemão Nietzsche (1844-1900).

Amor fati, como a expressão significa, é uma forma de vida que, segundo o filósofo, é essencial para uma vida em equilíbrio e harmonia.

Você já chorou por algo que te chocou ou machucou absurdamente? Já se arrependeu de algo que falou ou fez? Já veio aquele pensamento que se fosse possível voltar no tempo, talvez as coisas hoje estariam diferentes? Já ficou se remoendo por pensamentos e sentimentos que tiravam seu sono, sua calma, te distraíam em demasiado?

Ora, quem nunca? Felizmente, para o nosso filósofo, o amor fati é a solução para tudo isso. Quase um comercial do mais novo lançamento das ‘organizações Tabajara’ (risos).

Amar o destino seria o equivalente a amar os fatos. Amar não quer dizer que você tenha que gostar ou fazer aquela cara de besta num velório de alguém querido que acabou de falecer, por exemplo. Amar é aceitar. Vem bem a calhar aquela expressão: ‘aceita que dói menos’.

Se você aceita os fatos da vida, aquilo que te sucede como algo natural que está inserido dentro de uma enorme cadeia de eventos que não são possíveis de serem controlados, se você aceita aquilo que te aconteceu, sabendo que não pode mais ser mudado, como algo que aconteceu e pronto, os motivos de tanta culpa, remorso, arrependimento, os motivos de tanta coisa que tiram a paz de espírito não fazem mais sentido.

Pensamentos acelerados, estresse agudo, cansaço demasiado, dor no peito, angústia? Que nada. Aceite a vida como ela é, como ela decorre. Aceite-se a si mesmo como você é. Se ame como você é. Ame os acontecimentos da vida e siga em frente. Não vale a pena gastar tanta energia com aquilo que passou ou não foi de encontro com a sua expectativa. Apenas viva. Fazendo isso, certamente, será mais leve e sua qualidade de vida dará um ‘up’ absurdo.

Falta de dinheiro, falta de emprego, falta de alguém, falta de algo… falta de nada! Com certeza muitos problemas, muitas coisas, muitos ‘demônios’ te assombram. Quanto mais poder você der a eles, mais eles te dominarão. Tire o poder, tire a atenção, tire o foco. Dance a música. Não dê atenção ao que te tira a paz e foque em você daqui pra frente. Ficar se remoendo ou lamentando não vai mudar nada!

Olhe pra frente e siga. Continue! Persista! Avante!

Não que eu concorde com isso, mas cá pra nós: se você deixar de olhar pra trás e aceitar os acontecimentos da sua vida, e passar a olhar pra frente, de fato, sua vida dará um salto adiante!

Talvez já tenha passado da hora de focar o ‘e se’, e focar o ‘vida que segue’.

O que acha disso?

Vale a pena?

Oi.

Você tem um sonho? Claro que tem. Que pergunta mais tola…

Mas me refiro a um sonho que trará certa realização pessoal?

Existem muitos tipos de realização: a pessoal, a profissional, a financeira, a familiar, etc…

Me refiro a uma realização pessoal! Aquele tipo de realização que fará de você uma pessoa melhor, enquanto pessoa mesmo! Sabe aquele sonho que te trará um contentamento de alma? É disso que estou falando.

Um momento de realização é um momento de liberdade, superação e êxtase.

Muitas pessoas focam tantos sonhos que se resumem ao que está longe ou fora delas. O fato é que nenhum tipo de realização será satisfatória se aquela realização não atingir o seu mais íntimo – ou seja, se a realização, seja ela qual for, não girar em torno de sua realização pessoal, mais cedo ou mais tarde, ruirá.

O inglês tem um termo que demonstra muito bem o que estou dizendo: to realize (perceber). A realização, ou seja, tornar o sonho real por meio de uma ação, só será possível mediante um pertencimento. Me refiro a um pertencimento de si mesmo, em outras palavras, empoderamento.

Perceber a si mesmo dentro de um contexto, de um mundo, de um modo de vida que satisfaça ou não.

E se há algo que não satisfaz, é porque falta algo. Mas para tanto, é preciso perceber esse algo. Dessa forma, falar de realização pessoal é então ‘perceber-se’, realizar-se enquanto pessoa, enquanto indivíduo, enquanto ser humano, enquanto alguém.

Infelizmente, acontece de, inúmeras vezes, sermos mais tratados como algo do que como alguém; valemos pelo que fazemos, pelo que temos, mas não por quem somos. Somos um número em uma lista.

Triste realidade! (carinha de desapontamento)

Perceba-se enquanto alguém importante, alguém de valor e não perca mais tempo em tornar realidade, por meio de uma ação significativa, os seus sonhos.

Realize-se! Perceba-se! Faça acontecer! Faça valer a pena.

Afinal de contas, a vida é tão curta para ser vivida de qualquer jeito, não é mesmo?

Como o velho Sócrates seguia: “Conhece-te a ti mesmo”.

I Have a Dream…

Em 1963 Martin Luther King proclamou esse emblemático discurso no Lincoln memorial diante de mais de duzentas mil pessoas exigindo igualdade entre brancos e negros. Esse era o sonho dele.

Eu tenho um sonho… Ele tinha um sonho. Hoje, óbvio que ainda há muito a ser feito, a realidade daquele discurso é outra. O sonho tem se concretizando, não foi morto ou acabou quando ele ‘acordou’. O caminho da igualdade entre etnias foi aberto e segue seu percurso. Hoje podemos sonhar em uma igualdade de gênero humano! Seja igualdade étnica, igualdade de gênero, direito humanos, direitos LGBT, e asism por diante. Há muito o que se fazer ainda, claro, mas o caminho segue trilhando seu curso.

Lutamos uma luta acirrada contra qualquer tipo de preconceito e desigualdade!

Certamente você tem um sonho. Sabe aquelas metas de começo de ano? Então, não deixam de ser sonhos. Alguns são alcançáveis outros não; Pessoas sonham dormindo, outros sonham acordados; sonhos podem ser concretizados – aqueles sonhos do seu coração.

Sonhar com o coração é uma dádiva do ser humano. Mas quando esses sonham não se concretizam viram frustrações. E aí temos um problema: sonham não realizados se tornam frustrações que acabam por definhar as pessoas que os sonharam. Um desejo do coração é algo incrível, pois nos motiva, nos anima, nos impulsiona, nos eleva a outro patamar, nos tira de uma vida monótona.

Sonhos para serem realizados precisam ser construídos; e se constrói aos poucos. A frustração está em que vislumbramos os sonhos realizados, mas ficamos tomados por uma apatia que não nos deixa arregaçar as mangas e pôr a mão na massa. Vislumbrar o sucesso é fantástico, mas nem todos querem sentir o suor ou as lágrimas necessárias para alcança-lo.

E você? Qual seu sonho? E como você tem lutado por ele?

Não deixe de sonhar, mas não deixe que seu sonho se perca no despertar da vida.

Se está difícil a concretização do sonho, concretize aquilo que for necessário para concretizar o sonho. Vá por etapas, aos poucos, com planejamento, com garra, com empenho, com esmero.

Lembre-se: alcançar um sonho exige que você dê o seu melhor e não o seu suficiente. Dar o seu melhor é a forma eficaz de alcançar o seu sonho, atingir sua meta, seu plano. Se der apenas o necessário, ficará na mediocridade, será mediano. Para o mediano, qualquer coisa está bom! Para você, qualquer coisa está bom? Se contenta em viver na mediocridade ou topa alçar um vôo mais alto?

E aí? Seu melhor ou seu suficiente?

Não seja mais um entre tantos, seja o melhor que você pode ser, faça o melhor que você pode fazer, sinta a pulsação da vida penetrando em sua alma.

Isso fará toda a diferença. Não é sobre fama, poder, riqueza. Nada disso. É sobre sua autorrealização.

Que tal vender coco na praia?

Estava refletindo esses dias sobre como podemos ser dominados pelo medo. Me deparei com a imagem da pirâmide de Maslow, não à toa o segundo estamento é o da segurança. Queremos segurança, seja uma segurança financeira, ou profissional, ou familiar, ou ainda uma segurança de valores, etc… Está no DNA do ser humano a busca por ‘uma certa estabilidade’.

Acontece, também, dessa tal ‘segurança’ ser um grande problema. Ops… Quer dizer, pode acontecer de alguém fixar-se tanto em uma segurança que fecha os olhos para qualquer oportunidade que venha a passar em sua frente. Pode acontecer de fechar-se para o novo, de não tolerar imprevistos, e justamente, por estar presa a uma certa segurança alcançada, não sabe lidar com eles, se sente incapaz de tomar decisões para resolução de conflitos e dilemas.

Ser ou não? Fazer ou não fazer? Ter ou não ter? Ir ou não ir? Por mais alto que seja o patamar de segurança que alguém alcançou, é inevitável que em algum momento se depare com essas questões. Pessoas fixadas em segurança ficam perdidas ao menor impacto que sentem. Dúvidas e incertezas a perseguem… Enfim, se instala a crise. Crise essa que pode evoluir para diversos aspectos de sua vida: uma crise familiar, uma crise profissional, uma crise emocional, uma crise existencial, e assim por diante.

Você já sentiu medo? Medo mesmo, medo de verdade, a ponto de ficar paralisado? O medo paralisa! Incrível como pessoas sentem medo do novo, das oportunidades, daquilo que foge ao controle, ou não está dentro do mapa de suas seguranças. Arriscar-se é uma das chaves para abrir a alma, a mente e o espírito para a felicidade. Já pensou que talvez você se sinta livre, mas suas seguranças têm te aprisionado a continuar sendo ou vivendo mais do mesmo?

Quantas oportunidades já passaram à sua frente? Quantas chances de viver o novo? Quantas não foram as ocasiões que se fosse possível voltaria no tempo e faria diferente?

Pergunto, então: Por que não olhamos pra frente e aprendemos com nosso passado? Que tal tomarmos melhores decisões para nós mesmos? Decisões que, de fato, nos libertem (até de nós mesmos)?

Acredito que já expirou o prazo de vivermos uma caricatura de nós mesmos. É preciso ousar, é preciso arriscar, é preciso audácia! Não se lamente mais pelo passado. Olhe para o futuro e permita-se!

Conheço tantas pessoas que deixaram de ousar ou assumirem seu papel; hoje, mesmo tendo certo poder aquisitivo, se deparam consigo mesmas à noite e perguntam o que estão fazendo de suas vidas.

Medo de perderem a segurança que já possuem. Quantos sonhos sufocados? Pare de se autossabotar. Para de subestimar sua capacidade. Pare de se ver como não merecedor de algo melhor ou especial.

Muitas pessoas usam do artifício de se esconder em suas seguranças por medo de exercerem sua autonomia ou independência. Uma vida plena requer riscos e responsabilidades sobre esses riscos. Para tanto, é preciso mergulhar no mais profundo de si e voltar a superfície revigorado.

Vamos vender coco na praia? Que tal?

Não se trata de vender coco ou qualquer outra coisa, nem mesmo o fato de vender. Trata-se do fato de ir. A atitude faz toda a diferença no mundo, seja no mundo dos outros, seja no nosso mundo, tanto no exterior quanto no interior.

Identifique suas potencialidades e se aproprie delas! Empodere-se! Permita-se ser feliz. Faça o seu melhor! Exerça a sua autonomia!

Livres de espírito!

Sartre, filósofo francês, dizia que o homem está condenando à liberdade, ou seja, não há outro motivo de viver para o homem que não seja na liberdade.

Mas afinal de contas, o que é liberdade?

Falamos tanto em liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade de pensamento, liberdade de viver, liberdade de fazer, liberdade de consumir, etc…

Qual seria o significado de liberdade pra você? O que seria ‘ser livre’?

Já encontrei muitas pessoas em minha vida que aparentavam ser livres, mas estavam acorrentados por dentro, com uma amargura, um ódio, um rancor, uma mágoa, inveja, angústia, decepções, desilusões. Livres por fora, presas por dentro. Nesse sentido, de que adiantaria uma liberdade de ir, de falar, de fazer ou qualquer outra, se a liberdade de ser você mesmo não for vivenciada?

Acredito que não exista liberdade maior senão aquela que te possibilita ser você mesmo. Veja que não importa a situação, não importa com quem, não importa onde nem quando, ser quem você, de fato é, não tem preço.

Ouvi uma frase que dizia o seguinte: todo o dinheiro do mundo não é capaz de comprar um segundo de tempo, nem o que se passou nem o que virá. Queremos tanto ser livres, temos o sonho da liberdade – e somos presos ao tempo!

Agora pare e pense um pouquinho em quantas vezes você, com seus pensamentos, foi longe a ponto de se desligar do aqui e agora. Nossa… faço isso direto. Naqueles momentos, é como se nos desconectarmos do quando e do onde, é como se não houvesse barreiras para o tempo e espaço – nos sentimos totalmente livres com relação a isso – ganhamos nossa liberdade de espírito de ir para o onde e quando, não importando as distâncias nem de tempo e nem de espaço.

Essa sim, considero a verdadeira liberdade: a de espírito. É essa liberdade de espírito que nos revela e nos mostra quem realmente somos. E aquele que tem a ousadia, a coragem, a audácia de viver esse ser a si mesmo, livre no seu espírito, esse merece meu respeito, pois não é aquilo que está fora que ferirá a sua liberdade interior – poderá passar por várias coisas, mas sua liberdade interior estará intacta.

Não são as limitações do mundo exterior que a atingem, mas aquelas postas por ela mesma em seu mundo interior.

Não se prenda. Liberte-se!

Sobre expectativas e frustrações!

Você já se frustrou? Se decepcionou? Certamente.

E o pior é que as frustrações e as decepções parecem que vêm de quem mais amamos, não é mesmo?

Pra ser sincero, toda decepção é antecedida por uma expectativa. Quanto maior a expectativa, se não for alcançada, maior será a frustração ou decepção.

Dessa forma, uma decepção está diretamente relacionada com a expectativa criada.

Os estoicos tinham um grande segredo para lidar com a decepção. Como sou um cara legal, vou dizer pra vocês esse grande segredo: simplesmente,

Não ter expectativas.

Olha, soa meio estranho para nós, num mundo no qual vivemos e em nossa realidade, não ter expectativas. Esses caras eram bons no que faziam… Eles conseguiam viver uma vida sem nutrir expectativas e, consequentemente, as chances de qualquer decepção ou frustração eram mínimas. Eles se preocupavam com aquilo que estavam sob o controle deles, aquilo que não estava sob o poder deles de fazerem algo, não se importavam ou minimizavam.

Esperar um pedido de casamento, em um jantar romântico, e não acontecer, gera uma frustração daquele que esperava, mas não naquele que nem passava pela cabeça dele em o fazer.

Uma promoção no emprego que você luta para conseguir, mas não consegue, gera frustração desânimo, raiva, etc…

Uma resposta de uma entrevista de emprego, de um pedido de namoro, o recebimento de uma encomenda, enfim…

Mas se ao invés de gastar tanta energia com possibilidades que podem acontecer ou não, você se esforçar em viver o seu melhor naquilo que você pode assim fazer, sem nutrir expectativas de retorno, retribuição ou recompensa?

Nossos amigos estoicos viviam isso com maestria. E querendo ou não, davam uma solução para suas vidas não atingirem o patamar da frustração: não nutrir expectativas.

O que você acha?

Amor fati

Olá.

Você já ouviu falar de ‘amor fati’?

Essa expressão traduzida do latim, ‘amor ao destino’, foi cunhada pelo filósofo alemão Nietzsche (1844-1900).

Amor fati, como a expressão significa, é uma forma de vida que, segundo o filósofo, é essencial para uma vida em equilíbrio e harmonia.

Você já chorou por algo que te chocou ou machucou absurdamente? Já se arrependeu de algo que falou ou fez? Já veio aquele pensamento que se fosse possível voltar no tempo, talvez as coisas hoje estariam diferentes? Já ficou se remoendo por pensamentos e sentimentos que tiravam seu sono, sua calma, te distraíam em demasiado?

Ora, quem nunca? Felizmente, para o nosso filósofo, o amor fati é a solução para tudo isso. Quase um comercial do mais novo lançamento das ‘organizações Tabajara’ (risos).

Amar o destino seria o equivalente a amar os fatos. Amar não quer dizer que você tenha que gostar ou fazer aquela cara de besta num velório de alguém querido que acabou de falecer, por exemplo. Amar é aceitar. Vem bem a calhar aquela expressão: ‘aceita que dói menos’.

Se você aceita os fatos da vida, aquilo que te sucede como algo natural que está inserido dentro de uma enorme cadeia de eventos que não são possíveis de serem controlados, se você aceita aquilo que te aconteceu, sabendo que não pode mais ser mudado, como algo que aconteceu e pronto, os motivos de tanta culpa, remorso, arrependimento, os motivos de tanta coisa que tiram a paz de espírito não fazem mais sentido.

Pensamentos acelerados, estresse agudo, cansaço demasiado, dor no peito, angústia? Que nada. Aceite a vida como ela é, como ela decorre. Aceite-se a si mesmo como você é. Se ame como você é. Ame os acontecimentos da vida e siga em frente. Não vale a pena gastar tanta energia com aquilo que passou ou não foi de encontro com a sua expectativa. Apenas viva. Fazendo isso, certamente, será mais leve e sua qualidade de vida dará um ‘up’ absurdo.

Falta de dinheiro, falta de emprego, falta de alguém, falta de algo… falta de nada! Com certeza muitos problemas, muitas coisas, muitos ‘demônios’ te assombram. Quanto mais poder você der a eles, mais eles te dominarão. Tire o poder, tire a atenção, tire o foco. Dance a música. Não dê atenção ao que te tira a paz e foque em você daqui pra frente. Ficar se remoendo ou lamentando não vai mudar nada!

Olhe pra frente e siga. Continue! Persista! Avante!

Não que eu concorde com isso, mas cá pra nós: se você deixar de olhar pra trás e aceitar os acontecimentos da sua vida, e passar a olhar pra frente, de fato, sua vida dará um salto adiante!

Talvez já tenha passado da hora de focar o ‘e se’, e focar o ‘vida que segue’.

O que acha disso?

Vale a pena?

Oi.

Você tem um sonho? Claro que tem. Que pergunta mais tola…

Mas me refiro a um sonho que trará certa realização pessoal?

Existem muitos tipos de realização: a pessoal, a profissional, a financeira, a familiar, etc…

Me refiro a uma realização pessoal! Aquele tipo de realização que fará de você uma pessoa melhor, enquanto pessoa mesmo! Sabe aquele sonho que te trará um contentamento de alma? É disso que estou falando.

Um momento de realização é um momento de liberdade, superação e êxtase.

Muitas pessoas focam tantos sonhos que se resumem ao que está longe ou fora delas. O fato é que nenhum tipo de realização será satisfatória se aquela realização não atingir o seu mais íntimo – ou seja, se a realização, seja ela qual for, não girar em torno de sua realização pessoal, mais cedo ou mais tarde, ruirá.

O inglês tem um termo que demonstra muito bem o que estou dizendo: to realize (perceber). A realização, ou seja, tornar o sonho real por meio de uma ação, só será possível mediante um pertencimento. Me refiro a um pertencimento de si mesmo, em outras palavras, empoderamento.

Perceber a si mesmo dentro de um contexto, de um mundo, de um modo de vida que satisfaça ou não.

E se há algo que não satisfaz, é porque falta algo. Mas para tanto, é preciso perceber esse algo. Dessa forma, falar de realização pessoal é então ‘perceber-se’, realizar-se enquanto pessoa, enquanto indivíduo, enquanto ser humano, enquanto alguém.

Infelizmente, acontece de, inúmeras vezes, sermos mais tratados como algo do que como alguém; valemos pelo que fazemos, pelo que temos, mas não por quem somos. Somos um número em uma lista.

Triste realidade! (carinha de desapontamento)

Perceba-se enquanto alguém importante, alguém de valor e não perca mais tempo em tornar realidade, por meio de uma ação significativa, os seus sonhos.

Realize-se! Perceba-se! Faça acontecer! Faça valer a pena.

Afinal de contas, a vida é tão curta para ser vivida de qualquer jeito, não é mesmo?

Como o velho Sócrates seguia: “Conhece-te a ti mesmo”.