Pílula 02: Lar doce lar

Sabe aquelas inscrições do tipo ‘lar doce lar’? Então, você já se questionou sobre o significado de um lar?

As pessoas moram juntas em suas casas, mas não conseguem construir um lar. Possuem (ou não) casa na praia, no campo, sítios, apartamentos, etc… Mas falta um lar.

Um lar está infinitamente além de uma casa. Um lar diz respeito aos vínculos que são construídos por aquele grupo de pessoas. Uma casa é só um aglomerado de materiais para abrigo.

Confundir um lar com uma casa é o mesmo que confundir família com parente.

Sobre expectativas e frustrações!

Você já se frustrou? Se decepcionou? Certamente.

E o pior é que as frustrações e as decepções parecem que vêm de quem mais amamos, não é mesmo?

Pra ser sincero, toda decepção é antecedida por uma expectativa. Quanto maior a expectativa, se não for alcançada, maior será a frustração ou decepção.

Dessa forma, uma decepção está diretamente relacionada com a expectativa criada.

Os estoicos tinham um grande segredo para lidar com a decepção. Como sou um cara legal, vou dizer pra vocês esse grande segredo: simplesmente,

Não ter expectativas.

Olha, soa meio estranho para nós, num mundo no qual vivemos e em nossa realidade, não ter expectativas. Esses caras eram bons no que faziam… Eles conseguiam viver uma vida sem nutrir expectativas e, consequentemente, as chances de qualquer decepção ou frustração eram mínimas. Eles se preocupavam com aquilo que estavam sob o controle deles, aquilo que não estava sob o poder deles de fazerem algo, não se importavam ou minimizavam.

Esperar um pedido de casamento, em um jantar romântico, e não acontecer, gera uma frustração daquele que esperava, mas não naquele que nem passava pela cabeça dele em o fazer.

Uma promoção no emprego que você luta para conseguir, mas não consegue, gera frustração desânimo, raiva, etc…

Uma resposta de uma entrevista de emprego, de um pedido de namoro, o recebimento de uma encomenda, enfim…

Mas se ao invés de gastar tanta energia com possibilidades que podem acontecer ou não, você se esforçar em viver o seu melhor naquilo que você pode assim fazer, sem nutrir expectativas de retorno, retribuição ou recompensa?

Nossos amigos estoicos viviam isso com maestria. E querendo ou não, davam uma solução para suas vidas não atingirem o patamar da frustração: não nutrir expectativas.

O que você acha?

E se hoje fosse seu último dia?

E se hoje fosse seu último dia… e todos aqueles que você conhece fossem privados da sua presença? Que lembranças teriam de você?

E se hoje fosse seu último dia… será que as coisas que fez se empenhou em fazer seu melhor ou foi medíocre?

E se hoje fosse seu último dia… será que a pessoa amanda teria ouvido um ‘eu te amo’, recebido aquele abraço apertado e teria a imagem de um sorriso refletido em seu olhar?

E se hoje fosse seu último dia… será que aquela pessoa que passou pelo seu caminho teria sido ajudado ou menosprezado por você?

E se hoje fosse seu último dia… teria sido mais um dia de correria que não teria percebido os pequenos detalhes que embelezam a vida?

E se hoje fosse seu último dia… que patrimônio espiritual deixaria para a humanidade?

Aliás, o patrimônio material se acaba com o tempo, mas o espiritual permanece naqueles em que foram plantadas as sementes de uma vida melhor.

E se hoje fosse seu último dia… seria notado pelo que você tem ou por quem você é?

E se hoje fosse seu último dia… faria as mesmas coisas de sempre do mesmo modo ou tentaria de um modo novo?

E se hoje fosse seu último dia… teria as lembranças daquela viagem dos sonhos que realizara outro dia?

E se hoje fosse seu último… gastaria tempo com seus queridos e valorizaria cada moment

E se hoje fosse seu último dia… estaria preocupado e estressado, descarggenado toda a raiva nas pessoas por conta dos prazos no trabalho?

E se hoje fosse seu último dia…

Curioso ver aqueles anúncios de promoção dizendo ser ‘o último dia’, ‘só até hoje’, e coisas assim… Mas quando se trata de promover a vida, a família, a humanidade, a felicidade, as pessoas se escusam.

Ao meu ver, porque há uma super valorização do material em detrimento do espiritual. E quando digo espiritual, não me refiro a nenhum tipo de religiosidade, mas ao que envolve o espírito humano (afetos, relacionamentos, sentimentos, pensamentos, espiritualidade, etc).

Eu não preciso estar numa igreja, por exemplo, para ser uma pessoa que faça a diferença (pra melhor, claro) na vida de outras pessoas. E tudo isso envolve um sentido que transcende essa realidade, um sentido que vai além do material, do físico. Um sentido que ultrapassa qualquer rótulo, contagem ou valor que possa ser dado àquilo que o homem produz. Sabe por quê? Esse além se trata do próprio homem.

Ao ver uma promoção (black friday, por exemplo), as pessoas correm para não perder os ‘preços baixos’ dos equipamentos que precisam. Precisam de tantos produtos, buscam tantos produtos, querem tantos produtos. Mas não percebem, que talvez (e só talvez) um gesto de amor e carinho é o que faria uma total diferença na vida delas.

Sabe aquelas promessas de fim de ano? Não as leve até o fim de sua vida.

A vida… Não é sobre o que você tem, mas sobre quem você é!

Meu Epitáfio

Já dizia Shakespeare que ‘é melhor ter um epitáfio ruim do que a maledicência durante a vida’. Sabe aquela frase que vai na lápide dos túmulos? Então… Se você fosse morrer hoje, o que escolheria como seu epitáfio? Qual seria o resumo de sua vida? Nessa breve existência na terra, como se resumiria a sua história? Como você seria marcado, lembrado pelas pessoas?

São tantas perguntas… Infelizmente, parece que vivemos com tanto medo da morte que esquecemos que ela pode vir e nos pegar de súbito! Ou nem queremos pensar nisso. Acontece que não pensar na morte pode ser o mesmo que não pensar na vida. Já dizia Cortellla: “se você morresse hoje, que falta faria?”

Ter um epitáfio que faça a diferença na vida daqueles que ficaram. Ter um epitáfio que te eternize na memória, no coração e na história daqueles que ficaram. Ter um epitáfio como uma marca registrada de sua autoria construída ao longo de sua vida. Eis uma verdadeira escrita de vida!

Da forma como está sua vida hoje, qual seria seu epitáfio? Estaria satisfeito com ele? Se sim, ótimo! Se não, talvez já esteja na hora ou já passou da hora de mudar algo. Tornar a sua vida relevante para aqueles que são coautores de sua própria história. Faça a diferença na vida delas, e a partir daí, sua vida será diferente – estará escrevendo seu epitáfio em vida, para que aplausos de alegria, de orgulho, de felicidade sejam ouvidos enquanto se fecham as cortinas de sua apresentação neste mundo.

Que o espetáculo da sua vida se torne uma inspiração para os espectadores

Inspire – ame – cultive – sinta – festeje – viva. Não perca tempo de ser diferente, de fazer diferente, de pensar diferente, de sentir diferente. Seja a diferença na vida daqueles que estão com você hoje. Amanhã… Bem, pode nem haver o amanhã.

Não perca tempo! Afinal, a vida é tão curta para ser vivida com pressa. Então, o que tem que fazer, faça hoje, viva hoje, queira o hoje. Faça a diferença hoje!

Assim, com certeza, estará escrevendo um epitáfio memorável, mas que não ficará inscrito apenas numa lápide, mas no coração e na memória de todos aqueles que ficaram.

Abraços.

Deixe o sol nascer!

Família em casa, toda reunida, aquele almoço gostoso, clima festivo, conversa em dia, risadas, todo o ambiente propício para celebrar. Crianças correndo e brincando, adultos conversando, homens de um lado, gargalhando alto, mulheres conversando baixinho…. enfim. Esse foi mais um dia em família.

No dia seguinte, rotina volta ao normal. Parece que a semana já começa pesada, sem ânimo para trabalhar, mal chegou no ambiente de trabalho, e logo no caminho, os problemas já vêm à mente. A cabeça se ocupa e tudo o mais…

Já está esgotada!

Mas a criança? Ah… A criança encara o mundo como algo novo e espontâneo. Interessante como para a criança o mundo é algo extraordinário, a vida é algo incrível. Já para os adultos, a vida é algo enfadonha, sempre mais do mesmo, se repetindo semana após semana.

E por que é assim? Caramba… se você souber a resposta, me fale agora. Eu tenho uma vaga ideia: o adulto deixa de ser criança, e vive em busca de responder as expectativas e responsabilidades. Por conta disso, esquece (não de ser criança) a novidade da vida. Fica tão atolado de compromissos que não tem mais tempo de contemplar a vida, apreciar as pequenas coisas, de imaginar, de sonhar, de perguntar, de ter curiosidade.

Parece que a vida passa a se resumir em trabalho, e trabalho, e trabalho.

Nos finais de semana, algo diferente de trabalho. E já na segunda, trabalho de novo. Meu Deus!!!!!

O fato aqui não é trabalho ou qualquer outra responsabilidade de uma vida em sociedade (o que é normal isso), mas o fato que com a idade avançando os sonhos vão diminuindo, as expectativas vão abrochando, a curiosidade da vida se esvaziando. E a vida fica triste, monótona, fria, cinzenta. A primavera infantil dá lugar a um outono camuflado de maturidade.

Ora, desde quando maturidade significa deixar de ter aquela curiosidade, aquele sonho, aquele encanto pela vida?

Conheço crianças que já são velhas, mas conheço idosos que são jovens. Não se trata de idade, mas de vitalidade. Vital!!!! Vida!!!! Ânimo!!! Desejo!!! Desejar a vida acima de tudo. Desejar-se! Encantar-se pelo mundo que está só esperando ser descoberto! E o novo, pode muitas vezes (e diria que na maioria delas) estar escondido dentro das velhas coisas, que são vistas ou vividas do mesmo modo.

O novo pode revelar-se à medida que seu olhar também muda! A vista de tudo depende qual montanha se escala!

Viva a vida. Permita que o sol venha a nascer no seu dia e na sua vida.

Onde está o teu tesouro?

A filosofia estoica nos traz o ensinamento de que a felicidade consiste no desapego da vida, ou seja, quanto mais desapegado das coisas e das pessoas, maior a felicidade: é a busca da ataraxia (termo grego que pode ser traduzido por ‘paz de espírito’)

Bem, hoje vemos pessoas tão aceleradas, correndo em busca de ter e acabam deixando de lado o ser. É como costumo dizer:

‘as pessoas são queridas pelo que elas possuem e não por quem elas são’

Ao meu ver, há um investimento que vai muito além do financeiro. Não se trata somente d eum investimento financeiro, mas outro tipo de investimento. Afinal de contas, a roda da nossa vida não consiste apenas naquilo que temos, mas em quem somos e nos vínculos que criamos.

Há uma busca frenética pelo ter: ter o carro do ano, as roupas de marca, vários imóveis, ter isso, ter aquilo… Mas há tempo de investir a sua vida no verdadeiro tesouro que é você e seus vínculos afetivos?

Se morresse hoje, que falta faria? (questionamento esse que Mário Sérgio Cortella nos traz). Será que as pessoas sentiriam falta de quem você é ou do que você pode lhes dar enquanto bens materiais?

De fato, os bens espirituais são muito mais elevados que os bens materiais!

Investir na família, nos amigos, nos vínculos afetivos, no seu bem-estar espiritual: eis um verdadeiro investimento que gera lucro!

Pense nisso! As pessoas correm atrás de possuírem inúmeras coisas, mas perdem a oportunidade de serem pessoas melhores, que deixam sua marca registrada na vida das outras pessoas, um verdadeiro legado e patrimônio espiritual que jamais será esquecido.

Desapegue-se dos bens materiais e se apegue ao que, verdadeiramente, tem valor inestimável.

Sobre expectativas e frustrações!

Você já se frustrou? Se decepcionou? Certamente.

E o pior é que as frustrações e as decepções parecem que vêm de quem mais amamos, não é mesmo?

Pra ser sincero, toda decepção é antecedida por uma expectativa. Quanto maior a expectativa, se não for alcançada, maior será a frustração ou decepção.

Dessa forma, uma decepção está diretamente relacionada com a expectativa criada.

Os estoicos tinham um grande segredo para lidar com a decepção. Como sou um cara legal, vou dizer pra vocês esse grande segredo: simplesmente,

Não ter expectativas.

Olha, soa meio estranho para nós, num mundo no qual vivemos e em nossa realidade, não ter expectativas. Esses caras eram bons no que faziam… Eles conseguiam viver uma vida sem nutrir expectativas e, consequentemente, as chances de qualquer decepção ou frustração eram mínimas. Eles se preocupavam com aquilo que estavam sob o controle deles, aquilo que não estava sob o poder deles de fazerem algo, não se importavam ou minimizavam.

Esperar um pedido de casamento, em um jantar romântico, e não acontecer, gera uma frustração daquele que esperava, mas não naquele que nem passava pela cabeça dele em o fazer.

Uma promoção no emprego que você luta para conseguir, mas não consegue, gera frustração desânimo, raiva, etc…

Uma resposta de uma entrevista de emprego, de um pedido de namoro, o recebimento de uma encomenda, enfim…

Mas se ao invés de gastar tanta energia com possibilidades que podem acontecer ou não, você se esforçar em viver o seu melhor naquilo que você pode assim fazer, sem nutrir expectativas de retorno, retribuição ou recompensa?

Nossos amigos estoicos viviam isso com maestria. E querendo ou não, davam uma solução para suas vidas não atingirem o patamar da frustração: não nutrir expectativas.

O que você acha?

E se hoje fosse seu último dia?

E se hoje fosse seu último dia… e todos aqueles que você conhece fossem privados da sua presença? Que lembranças teriam de você?

E se hoje fosse seu último dia… será que as coisas que fez se empenhou em fazer seu melhor ou foi medíocre?

E se hoje fosse seu último dia… será que a pessoa amanda teria ouvido um ‘eu te amo’, recebido aquele abraço apertado e teria a imagem de um sorriso refletido em seu olhar?

E se hoje fosse seu último dia… será que aquela pessoa que passou pelo seu caminho teria sido ajudado ou menosprezado por você?

E se hoje fosse seu último dia… teria sido mais um dia de correria que não teria percebido os pequenos detalhes que embelezam a vida?

E se hoje fosse seu último dia… que patrimônio espiritual deixaria para a humanidade?

Aliás, o patrimônio material se acaba com o tempo, mas o espiritual permanece naqueles em que foram plantadas as sementes de uma vida melhor.

E se hoje fosse seu último dia… seria notado pelo que você tem ou por quem você é?

E se hoje fosse seu último dia… faria as mesmas coisas de sempre do mesmo modo ou tentaria de um modo novo?

E se hoje fosse seu último dia… teria as lembranças daquela viagem dos sonhos que realizara outro dia?

E se hoje fosse seu último… gastaria tempo com seus queridos e valorizaria cada moment

E se hoje fosse seu último dia… estaria preocupado e estressado, descarggenado toda a raiva nas pessoas por conta dos prazos no trabalho?

E se hoje fosse seu último dia…

Curioso ver aqueles anúncios de promoção dizendo ser ‘o último dia’, ‘só até hoje’, e coisas assim… Mas quando se trata de promover a vida, a família, a humanidade, a felicidade, as pessoas se escusam.

Ao meu ver, porque há uma super valorização do material em detrimento do espiritual. E quando digo espiritual, não me refiro a nenhum tipo de religiosidade, mas ao que envolve o espírito humano (afetos, relacionamentos, sentimentos, pensamentos, espiritualidade, etc).

Eu não preciso estar numa igreja, por exemplo, para ser uma pessoa que faça a diferença (pra melhor, claro) na vida de outras pessoas. E tudo isso envolve um sentido que transcende essa realidade, um sentido que vai além do material, do físico. Um sentido que ultrapassa qualquer rótulo, contagem ou valor que possa ser dado àquilo que o homem produz. Sabe por quê? Esse além se trata do próprio homem.

Ao ver uma promoção (black friday, por exemplo), as pessoas correm para não perder os ‘preços baixos’ dos equipamentos que precisam. Precisam de tantos produtos, buscam tantos produtos, querem tantos produtos. Mas não percebem, que talvez (e só talvez) um gesto de amor e carinho é o que faria uma total diferença na vida delas.

Sabe aquelas promessas de fim de ano? Não as leve até o fim de sua vida.

A vida… Não é sobre o que você tem, mas sobre quem você é!

Meu Epitáfio

Já dizia Shakespeare que ‘é melhor ter um epitáfio ruim do que a maledicência durante a vida’. Sabe aquela frase que vai na lápide dos túmulos? Então… Se você fosse morrer hoje, o que escolheria como seu epitáfio? Qual seria o resumo de sua vida? Nessa breve existência na terra, como se resumiria a sua história? Como você seria marcado, lembrado pelas pessoas?

São tantas perguntas… Infelizmente, parece que vivemos com tanto medo da morte que esquecemos que ela pode vir e nos pegar de súbito! Ou nem queremos pensar nisso. Acontece que não pensar na morte pode ser o mesmo que não pensar na vida. Já dizia Cortellla: “se você morresse hoje, que falta faria?”

Ter um epitáfio que faça a diferença na vida daqueles que ficaram. Ter um epitáfio que te eternize na memória, no coração e na história daqueles que ficaram. Ter um epitáfio como uma marca registrada de sua autoria construída ao longo de sua vida. Eis uma verdadeira escrita de vida!

Da forma como está sua vida hoje, qual seria seu epitáfio? Estaria satisfeito com ele? Se sim, ótimo! Se não, talvez já esteja na hora ou já passou da hora de mudar algo. Tornar a sua vida relevante para aqueles que são coautores de sua própria história. Faça a diferença na vida delas, e a partir daí, sua vida será diferente – estará escrevendo seu epitáfio em vida, para que aplausos de alegria, de orgulho, de felicidade sejam ouvidos enquanto se fecham as cortinas de sua apresentação neste mundo.

Que o espetáculo da sua vida se torne uma inspiração para os espectadores

Inspire – ame – cultive – sinta – festeje – viva. Não perca tempo de ser diferente, de fazer diferente, de pensar diferente, de sentir diferente. Seja a diferença na vida daqueles que estão com você hoje. Amanhã… Bem, pode nem haver o amanhã.

Não perca tempo! Afinal, a vida é tão curta para ser vivida com pressa. Então, o que tem que fazer, faça hoje, viva hoje, queira o hoje. Faça a diferença hoje!

Assim, com certeza, estará escrevendo um epitáfio memorável, mas que não ficará inscrito apenas numa lápide, mas no coração e na memória de todos aqueles que ficaram.

Abraços.

Deixe o sol nascer!

Família em casa, toda reunida, aquele almoço gostoso, clima festivo, conversa em dia, risadas, todo o ambiente propício para celebrar. Crianças correndo e brincando, adultos conversando, homens de um lado, gargalhando alto, mulheres conversando baixinho…. enfim. Esse foi mais um dia em família.

No dia seguinte, rotina volta ao normal. Parece que a semana já começa pesada, sem ânimo para trabalhar, mal chegou no ambiente de trabalho, e logo no caminho, os problemas já vêm à mente. A cabeça se ocupa e tudo o mais…

Já está esgotada!

Mas a criança? Ah… A criança encara o mundo como algo novo e espontâneo. Interessante como para a criança o mundo é algo extraordinário, a vida é algo incrível. Já para os adultos, a vida é algo enfadonha, sempre mais do mesmo, se repetindo semana após semana.

E por que é assim? Caramba… se você souber a resposta, me fale agora. Eu tenho uma vaga ideia: o adulto deixa de ser criança, e vive em busca de responder as expectativas e responsabilidades. Por conta disso, esquece (não de ser criança) a novidade da vida. Fica tão atolado de compromissos que não tem mais tempo de contemplar a vida, apreciar as pequenas coisas, de imaginar, de sonhar, de perguntar, de ter curiosidade.

Parece que a vida passa a se resumir em trabalho, e trabalho, e trabalho.

Nos finais de semana, algo diferente de trabalho. E já na segunda, trabalho de novo. Meu Deus!!!!!

O fato aqui não é trabalho ou qualquer outra responsabilidade de uma vida em sociedade (o que é normal isso), mas o fato que com a idade avançando os sonhos vão diminuindo, as expectativas vão abrochando, a curiosidade da vida se esvaziando. E a vida fica triste, monótona, fria, cinzenta. A primavera infantil dá lugar a um outono camuflado de maturidade.

Ora, desde quando maturidade significa deixar de ter aquela curiosidade, aquele sonho, aquele encanto pela vida?

Conheço crianças que já são velhas, mas conheço idosos que são jovens. Não se trata de idade, mas de vitalidade. Vital!!!! Vida!!!! Ânimo!!! Desejo!!! Desejar a vida acima de tudo. Desejar-se! Encantar-se pelo mundo que está só esperando ser descoberto! E o novo, pode muitas vezes (e diria que na maioria delas) estar escondido dentro das velhas coisas, que são vistas ou vividas do mesmo modo.

O novo pode revelar-se à medida que seu olhar também muda! A vista de tudo depende qual montanha se escala!

Viva a vida. Permita que o sol venha a nascer no seu dia e na sua vida.