Clichês

Então, tava aqui pensando:

Sabe aquelas cumprimentos que as pessoas usam habitualmente?

Oi. Tudo bem?

Será que as pessoas querem mesmo saber se está tudo bem com você, como anda a sua vida?

Será que aqueles que estão cumprimentando, realmente se importam com você?

Na Idade Média havia uma disputa teórica muito intensa entre os nominalistas e os realistas. Os realistas diziam que os nomes, as palavras carregam a essência das coisas, ou seja, a palavra maçã não é apenas uma maça, mas traz em si, o objeto maçã. Neste exato momento, por exemplo, você nem estava pensando em maçã, mas só o fato de eu mencionar uma maçã você já pensou nela. Por outro lado, os nominalistas diziam que a palavra maçã (seguindo o mesmo exemplo) seria apenas um nome qualquer, pois o objeto (no caso, a fruta) poderia ter qualquer outro nome, mas não deixaria de ser a fruta em si.

Meio confuso, mas vamos lá…

Quando as pessoas cumprimentam as pessoas perguntando como elas estão, será que realmente querem saber isso (realista) ou é apenas uma palavra qualquer (nominalista)?

E quando dizem: “Se você está feliz então está tudo bem”. Será que querem realmente dizer isso? Será que sua felicidade é algo tão precioso assim para aquela pessoa, a ponto de colocar sua opinião e seu ponto de vista em segundo plano?

Ou será apenas mais um clichê?

Parece que nso prendemos tanto à superficialidade, à aparência.. que hoje em dia ser honesto consigo mesmo, com o outro, ser sincero é quase um crime, visto como estranho. Estranho isso, não?

Não me parece que seja maldade. Assim não seria uma atitude hipócrita ou de falsidade. Mas simplesmente falar por falar, sem sequer prestar conta daquilo que se está falando. Falar por falar, fazer por fazer, sentir por sentir, pensar por pensar… Parece mais atitudes que entramos no automático e, infelizmente, esquecemos do real significado de cada coisa.

O que acha?

Clichês

Então, tava aqui pensando:

Sabe aquelas cumprimentos que as pessoas usam habitualmente?

Oi. Tudo bem?

Será que as pessoas querem mesmo saber se está tudo bem com você, como anda a sua vida?

Será que aqueles que estão cumprimentando, realmente se importam com você?

Na Idade Média havia uma disputa teórica muito intensa entre os nominalistas e os realistas. Os realistas diziam que os nomes, as palavras carregam a essência das coisas, ou seja, a palavra maçã não é apenas uma maça, mas traz em si, o objeto maçã. Neste exato momento, por exemplo, você nem estava pensando em maçã, mas só o fato de eu mencionar uma maçã você já pensou nela. Por outro lado, os nominalistas diziam que a palavra maçã (seguindo o mesmo exemplo) seria apenas um nome qualquer, pois o objeto (no caso, a fruta) poderia ter qualquer outro nome, mas não deixaria de ser a fruta em si.

Meio confuso, mas vamos lá…

Quando as pessoas cumprimentam as pessoas perguntando como elas estão, será que realmente querem saber isso (realista) ou é apenas uma palavra qualquer (nominalista)?

E quando dizem: “Se você está feliz então está tudo bem”. Será que querem realmente dizer isso? Será que sua felicidade é algo tão precioso assim para aquela pessoa, a ponto de colocar sua opinião e seu ponto de vista em segundo plano?

Ou será apenas mais um clichê?

Parece que nso prendemos tanto à superficialidade, à aparência.. que hoje em dia ser honesto consigo mesmo, com o outro, ser sincero é quase um crime, visto como estranho. Estranho isso, não?

Não me parece que seja maldade. Assim não seria uma atitude hipócrita ou de falsidade. Mas simplesmente falar por falar, sem sequer prestar conta daquilo que se está falando. Falar por falar, fazer por fazer, sentir por sentir, pensar por pensar… Parece mais atitudes que entramos no automático e, infelizmente, esquecemos o real significado de cada coisa.

O que acha?

Que o amor não seja fingido…

Às vezes, a realidade dá um jeitinho de vir de fininho e dar um beliscão na tua bunda. E quando a represa estoura, a única coisa que você pode fazer é sair nadando. O mundo do fingimento é uma jaula, não um casulo. Nós só conseguimos mentir pra nós mesmos por um tempo. A gente fica cansado, com medo e negar isso não muda a verdade. Cedo ou tarde, a gente tem que deixar a negação de lado e encarar o mundo. Ande com a cabeça erguida, com vontade. O Nilo não é apenas um rio no Egito – é todo um oceano. Então como você faz para não se afogar nele?

Esse discurso está na série Grey’s Anatomy (2×04).

Esse discurso me fez pensar em como suportamos tantas coisas, tantas provas. Sufocamos tantos sonhos, tantos desejos, tantos pensamentos que, inevitavelmente, acabam represados em nossa alma. Infelizmente, à maneira da água, somos sufocados. Não aguentamos tanta pressão e nos vemos submergidos.

Desde a infância, passando pela adolescência, chegando à fase adulta e culminando na senelidade. Tantas coisas que vamos vivendo e essas lembranças não se apagam. Pois é. Elas não se apagam – mesmo que não lembremos, elas estão lá em algum lugar do nosso inconsciente.

Mentiras, ilusões, alegrias, esperanças, desejos… Quantas coisas ficam gravadas em nós. Somos aquilo que fazemos, somos aquilo que pensamos, somos aquio que sentimos. Somos também todas as nossas lembranças. Umas apontam para o nosso passado, outras para o nosso presente, outras ainda, para o nosso futuro. Mas não podemos negar quem somos.

Somos o resultado de uma grande, exuberante e formidável construção que parece não ter fim. Estamos em constante construção e re-construção. Nos reconstruímos, nos refazemos, nos modelamos todos os dias. Mas não desanimamos, pois o desânimo é um claro sinal de derrota. Pelo contrário, partimos em busca de algo que nos motiva, nos impulsiona a continuar vivendo, indo além… E esse algo é, na verdade, o reflexo da construção da melhor versão de nós mesmos.

Entre trancos e barrancos, como soldados feridos, vamos lutando na vida. Concorde comigo ou não, mas a verdade de si deve ser a base para essa luta constante que travamos com nós mesmos. A verdade deve ser o vínculo de nossas relações. Como falou nossa narradora: o fingimento é uma jaula e não um casulo – a jaula aprisiona; o casulo transforma.

Você pode não ser a melhor pessoa do mundo. Nem por isso precisa fingir que é. Não seja o que voce não é. Se assuma enquanto tal. Como diz o apóstolo Paulo, ‘que nosso amor não seja fingido’, nem pelos outros, nem por nós mesmos.

Concorda?

Livres ou escravos?

Você já ouviu falar em síndrome de Estocolmo?

Conhece a história da Bela e a fera?

Pois é, estão intimamente ligadas.

A relação afetiva que a princesa cria com seu ‘anfitrião’ (a fera) é justamente o que é a síndrome de Estocolmo. Em um sequestro ocorrido na cidade de Estocolmo, Suécia, no ano de 1973, a investigação percebeu que houve uma afinidade entre os sequestradores e os reféns.

A síndrome de Estocolmo é essa relação afetiva que surge entre o sequestrador e o refém. O apego, o afeto, como uma forma de proteção, de segurança, de sentido é o que caracteriza essa síndrome (claro, inconsciente).

Já assistiu a série ‘La Casa de Papel’? (diga-se de passagem: super recomendo). Há um típico exemplo disso, no relacionamento entre o personagem Denver (Jaime Lorente) e uma das reféns, que, curiosamente, se chamará Estocolmo (Esther Acebo).

Mas por que estou falando disso? Bem, olhando para as pessoas na sociedade em que vivemos não é preciso ser um ‘expert’ para ver que as pessoas vivem sequestradas. Sequestradas por si mesmas, pelas coisas, pela rotina, pelo trabalho, por pessoas que, numa relação afetiva ao invés de as fazerem ir além, as sequestram em sentimentos que a aprisionam; há ainda, um grande sequestrador chamado ‘dinheiro’.

Viver em função de qualquer pessoa ou coisa que esteja fora de nós mesmas é o mesmo que viver essa síndrome. Cria-se uma dependência daquilo ou de alguém, de tal modo que a pessoa não consegue mais imaginar sua vida sem aquilo.

É como se as outras pessoas ou coisas a possuíssem. E o pior, ela nem percebe, pois como disse, é inconsciente!

Você já se deu conta de quantas prisões você está vivendo hoje? Quais pessoas, quais coisas, quais situações têm te sequestrado hoje e feito você perder o brilho e o grande potencial que você tem?

Um grande passo a ser dado é a liberdade interior. Ser autônomo, ser livre, ser autêntico.

Em outros post’s comento sobre essas questões:

Ter algo não é o mesmo que algo te ter. Ter alguém com quem partilhar a vida, os sentimentos, não significa ser possuído por esse alguém. Ter um prego não significa que o emprego te tenha. Ter dinheiro ou fama não implica que o dinheiro ou a fama te tenha!

Gosto muito de dizer que “você só é você se você for você”. Óbvio, né? Nem tanto. Será que você tem sido, de fato, você ou aquilo que os outros querem que você seja?

Você é você ou um produto? Você se possui a si mesmo ou é possuído por pessoas, por coisas ou situações?

É livre ou vive como prisioneiro?

“Liberte-se da escravidão mental, ninguém além de nós pode libertar nossas mentes!” (Bob Marley)

Liberte-se! Apaixone-se! Viva!

Vale a reflexão!

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