Amor fati

Olá.

Você já ouviu falar de ‘amor fati’?

Essa expressão traduzida do latim, ‘amor ao destino’, foi cunhada pelo filósofo alemão Nietzsche (1844-1900).

Amor fati, como a expressão significa, é uma forma de vida que, segundo o filósofo, é essencial para uma vida em equilíbrio e harmonia.

Você já chorou por algo que te chocou ou machucou absurdamente? Já se arrependeu de algo que falou ou fez? Já veio aquele pensamento que se fosse possível voltar no tempo, talvez as coisas hoje estariam diferentes? Já ficou se remoendo por pensamentos e sentimentos que tiravam seu sono, sua calma, te distraíam em demasiado?

Ora, quem nunca? Felizmente, para o nosso filósofo, o amor fati é a solução para tudo isso. Quase um comercial do mais novo lançamento das ‘organizações Tabajara’ (risos).

Amar o destino seria o equivalente a amar os fatos. Amar não quer dizer que você tenha que gostar ou fazer aquela cara de besta num velório de alguém querido que acabou de falecer, por exemplo. Amar é aceitar. Vem bem a calhar aquela expressão: ‘aceita que dói menos’.

Se você aceita os fatos da vida, aquilo que te sucede como algo natural que está inserido dentro de uma enorme cadeia de eventos que não são possíveis de serem controlados, se você aceita aquilo que te aconteceu, sabendo que não pode mais ser mudado, como algo que aconteceu e pronto, os motivos de tanta culpa, remorso, arrependimento, os motivos de tanta coisa que tiram a paz de espírito não fazem mais sentido.

Pensamentos acelerados, estresse agudo, cansaço demasiado, dor no peito, angústia? Que nada. Aceite a vida como ela é, como ela decorre. Aceite-se a si mesmo como você é. Se ame como você é. Ame os acontecimentos da vida e siga em frente. Não vale a pena gastar tanta energia com aquilo que passou ou não foi de encontro com a sua expectativa. Apenas viva. Fazendo isso, certamente, será mais leve e sua qualidade de vida dará um ‘up’ absurdo.

Falta de dinheiro, falta de emprego, falta de alguém, falta de algo… falta de nada! Com certeza muitos problemas, muitas coisas, muitos ‘demônios’ te assombram. Quanto mais poder você der a eles, mais eles te dominarão. Tire o poder, tire a atenção, tire o foco. Dance a música. Não dê atenção ao que te tira a paz e foque em você daqui pra frente. Ficar se remoendo ou lamentando não vai mudar nada!

Olhe pra frente e siga. Continue! Persista! Avante!

Não que eu concorde com isso, mas cá pra nós: se você deixar de olhar pra trás e aceitar os acontecimentos da sua vida, e passar a olhar pra frente, de fato, sua vida dará um salto adiante!

Talvez já tenha passado da hora de focar o ‘e se’, e focar o ‘vida que segue’.

O que acha disso?

Não desperdice sua vida!

De repente nos vemos mais velhos, mais maduros… Nos tornamos adultos. Somos tomados pelo senso de responsabilidade e conformismo. Aos poucos vamos nos acostumando a viver uma rotina e, quando vemos, estamos acomodados nela.

Os anos continuam passando, o tempo vai nos engolindo… Então, chegamos num certo ponto da vida e nos questionamos: “o que eu fiz da minha vida?” Claro que fizemos muitas coisas, mas em todas as coisas que fizemos qual foi nosso grau de satisfação, de prazer, de identificação?

Se, num breve olhar, nos identificamos com aquilo que fazemos, a chance de haver uma identidade própria, de identificação com quem se é, é muito grande.  O que você tem feito, você pode dizer que é uma extensão de quem você é? Ou será que a obrigação lhe toma? Ou a necessidade se faz de protagonista em você?

São inúmeras as pessoas que se veem infelizes e insatisfeitas com suas vidas; acabam tomando por modelo ou padrão a vida de pessoas com grande poder aquisitivo e almejam por isso… lhes parece que enquanto não for ‘bem sucedida’ na vida, em termos de poder aquisitivo, não será feliz, pois, afinal de contas, a felicidade consiste em consumir.

Ledo engano…

Na minha opinião, a felicidade não consiste em consumir, mas em ser. Já dizia Sartre, filósofo francês do século passado, que ‘não importa o que fizeram de você, mas o que você faz com aquilo que fizeram de você’. Vivemos num mundo capitalista que cada vez mais se impõe, sugestionando que a felicidade está atrelada ao consumo. Ora, vivemos nesse mundo, mas será que devemos nos submeter a esse estilo de vida proposto? Viver uma vida de consumo não é sinônimo de viver uma vida feliz (é apenas uma vida de consumo); se assim fosse, os consultórios psiquiátricos não estariam lotados por pessoas com grande poder aquisitivo.

Vive-se uma vida de procura por aquilo que não tem, ao invés de valorizarem aquilo que já tem.

Falta amor próprio, falta identidade, falta sinceridade consigo mesmo. O sentido da vida deixou de ser a própria vida e passou a ser uma enormidade de ‘coisas’ fora da própria pessoa. Os momentos dão lugar às selfies; as pessoas cedem lugar aos smartphones; a equipe, aos funcionários; a família perdeu seu lugar; os amigos reais por seguidores virtuais; a expectativa por uma resposta pela pressa da visualização, etc.

O mundo pode ter melhorado graças à tecnologia; mas será que as pessoas melhoraram também?

A vida é uma dádiva que passa muito rápido. Ela é curta demais para vivermos de qualquer jeito… Rápida demais para vivermos com pressa.

Meu amor por mim

Os romanos tinham um dito muito significativo: “ninguém dá aquilo que não tem“.

Posso dizer uma coisa pra você? Eu concordo. Se me pedirem algo que eu não tenho, como poderei dar? Sem chance.

Com base nisso, gostaria de partilhar um pouco a minha opinião sobre relacionamentos afetivos.

Se não me amo, como poderei dar amor? Se não me cuido, como poderei cuidar do outro?

Acredito que sem esse amor próprio, a relação acaba sendo uma propriedade, uma dependência, uma superficialidade, ou qualquer outra coisa, mas não uma relação de amor.

Uma relação de amor envolve respeito, cumplicidade, diálogo, dedicação, carinho, afeto, interesse pelo outro, e tantas outras coisas… De ambas as partes. Um tem que cuidar do outro, respeitar o outro, desejar o outro, etc… Contudo, isso parte de mim, de algo que eu tenho comigo e posso compartilhar com o outro.

Em um relacionamento afetivo quando uma das pessoas envolvidas não se enxerga como alguém que merece respeito, cuidado, amor, carinho, ela passa a se ver numa prisão. Pois é, a relação que poderia leva-la ao céu, acaba a encaminhando para o inferno; o que seria um oásis se tornou uma jornada difícil de ser encarada.

Não posso aprisionar o outro, depender do outro ou fazer do outro meu bonequinho; sem esquecer de mencionar de que não podemos, também, tornar o outro meu porto seguro. O convívio afetivo entre as pessoas envolvidas é feito por pessoas e não por uma pessoa. Assim, ambos vivem um para o outro, mas sem esquecer a sua individualidade.

Não entre numa relação que te diminua; não vale o investimento ou o esforço. Invista, sim, em alguém que te valorize, que faça você alçar voo, que lhe ajuda a tirar as camadas daquilo que impede você de encontrar a melhor versão de você mesmo(a).

Tenha você como alguém de peso, alguém importante, mesmo dentro de um relacionamento. A partir do momento que você se valorizar enquanto uma pessoa, que de fato, tem valor, que é única, importante, de valor incalculável, então suas ações, seus relacionamentos, sua vida, tudo será vivenciado com aquilo que você tem de melhor, ou seja, você mesmo.

Apaixone-se por você. Repito: Apaixone-se por você.

Talvez já esteja na hora de ter uma conversa bem séria com aquela pessoa do espelho e mostrar que ela é muito melhor do que está sendo, que ela é um diamante (talvez bruto que precise ser lapidado), que ela é alguém que deve ser tido como alguém, inclusive por ela mesma.

A pergunta é: ‘Espelho, espelho meu. Existe alguém mais lindo(a) do que eu?’. Não pode perguntar se existe alguém mais horrível, mais estúpido, mais idiota, mais qualquer outra coisa que te coloque pra baixo. Entende?

Não dê tesouros para os outros enquanto você vive de migalhas. É muito melhor partilhar do tesouro que há dentro de si! Cuide de você; cuide de seu coração, e transborde o que há em você!

Faça a experiência!

Amor fati

Olá.

Você já ouviu falar de ‘amor fati’?

Essa expressão traduzida do latim, ‘amor ao destino’, foi cunhada pelo filósofo alemão Nietzsche (1844-1900).

Amor fati, como a expressão significa, é uma forma de vida que, segundo o filósofo, é essencial para uma vida em equilíbrio e harmonia.

Você já chorou por algo que te chocou ou machucou absurdamente? Já se arrependeu de algo que falou ou fez? Já veio aquele pensamento que se fosse possível voltar no tempo, talvez as coisas hoje estariam diferentes? Já ficou se remoendo por pensamentos e sentimentos que tiravam seu sono, sua calma, te distraíam em demasiado?

Ora, quem nunca? Felizmente, para o nosso filósofo, o amor fati é a solução para tudo isso. Quase um comercial do mais novo lançamento das ‘organizações Tabajara’ (risos).

Amar o destino seria o equivalente a amar os fatos. Amar não quer dizer que você tenha que gostar ou fazer aquela cara de besta num velório de alguém querido que acabou de falecer, por exemplo. Amar é aceitar. Vem bem a calhar aquela expressão: ‘aceita que dói menos’.

Se você aceita os fatos da vida, aquilo que te sucede como algo natural que está inserido dentro de uma enorme cadeia de eventos que não são possíveis de serem controlados, se você aceita aquilo que te aconteceu, sabendo que não pode mais ser mudado, como algo que aconteceu e pronto, os motivos de tanta culpa, remorso, arrependimento, os motivos de tanta coisa que tiram a paz de espírito não fazem mais sentido.

Pensamentos acelerados, estresse agudo, cansaço demasiado, dor no peito, angústia? Que nada. Aceite a vida como ela é, como ela decorre. Aceite-se a si mesmo como você é. Se ame como você é. Ame os acontecimentos da vida e siga em frente. Não vale a pena gastar tanta energia com aquilo que passou ou não foi de encontro com a sua expectativa. Apenas viva. Fazendo isso, certamente, será mais leve e sua qualidade de vida dará um ‘up’ absurdo.

Falta de dinheiro, falta de emprego, falta de alguém, falta de algo… falta de nada! Com certeza muitos problemas, muitas coisas, muitos ‘demônios’ te assombram. Quanto mais poder você der a eles, mais eles te dominarão. Tire o poder, tire a atenção, tire o foco. Dance a música. Não dê atenção ao que te tira a paz e foque em você daqui pra frente. Ficar se remoendo ou lamentando não vai mudar nada!

Olhe pra frente e siga. Continue! Persista! Avante!

Não que eu concorde com isso, mas cá pra nós: se você deixar de olhar pra trás e aceitar os acontecimentos da sua vida, e passar a olhar pra frente, de fato, sua vida dará um salto adiante!

Talvez já tenha passado da hora de focar o ‘e se’, e focar o ‘vida que segue’.

O que acha disso?

Não desperdice sua vida!

De repente nos vemos mais velhos, mais maduros… Nos tornamos adultos. Somos tomados pelo senso de responsabilidade e conformismo. Aos poucos vamos nos acostumando a viver uma rotina e, quando vemos, estamos acomodados nela.

Os anos continuam passando, o tempo vai nos engolindo… Então, chegamos num certo ponto da vida e nos questionamos: “o que eu fiz da minha vida?” Claro que fizemos muitas coisas, mas em todas as coisas que fizemos qual foi nosso grau de satisfação, de prazer, de identificação?

Se, num breve olhar, nos identificamos com aquilo que fazemos, a chance de haver uma identidade própria, de identificação com quem se é, é muito grande.  O que você tem feito, você pode dizer que é uma extensão de quem você é? Ou será que a obrigação lhe toma? Ou a necessidade se faz de protagonista em você?

São inúmeras as pessoas que se veem infelizes e insatisfeitas com suas vidas; acabam tomando por modelo ou padrão a vida de pessoas com grande poder aquisitivo e almejam por isso… lhes parece que enquanto não for ‘bem sucedida’ na vida, em termos de poder aquisitivo, não será feliz, pois, afinal de contas, a felicidade consiste em consumir.

Ledo engano…

Na minha opinião, a felicidade não consiste em consumir, mas em ser. Já dizia Sartre, filósofo francês do século passado, que ‘não importa o que fizeram de você, mas o que você faz com aquilo que fizeram de você’. Vivemos num mundo capitalista que cada vez mais se impõe, sugestionando que a felicidade está atrelada ao consumo. Ora, vivemos nesse mundo, mas será que devemos nos submeter a esse estilo de vida proposto? Viver uma vida de consumo não é sinônimo de viver uma vida feliz (é apenas uma vida de consumo); se assim fosse, os consultórios psiquiátricos não estariam lotados por pessoas com grande poder aquisitivo.

Vive-se uma vida de procura por aquilo que não tem, ao invés de valorizarem aquilo que já tem.

Falta amor próprio, falta identidade, falta sinceridade consigo mesmo. O sentido da vida deixou de ser a própria vida e passou a ser uma enormidade de ‘coisas’ fora da própria pessoa. Os momentos dão lugar às selfies; as pessoas cedem lugar aos smartphones; a equipe, aos funcionários; a família perdeu seu lugar; os amigos reais por seguidores virtuais; a expectativa por uma resposta pela pressa da visualização, etc.

O mundo pode ter melhorado graças à tecnologia; mas será que as pessoas melhoraram também?

A vida é uma dádiva que passa muito rápido. Ela é curta demais para vivermos de qualquer jeito… Rápida demais para vivermos com pressa.

Meu amor por mim

Os romanos tinham um dito muito significativo: “ninguém dá aquilo que não tem“.

Posso dizer uma coisa pra você? Eu concordo. Se me pedirem algo que eu não tenho, como poderei dar? Sem chance.

Com base nisso, gostaria de partilhar um pouco a minha opinião sobre relacionamentos afetivos.

Se não me amo, como poderei dar amor? Se não me cuido, como poderei cuidar do outro?

Acredito que sem esse amor próprio, a relação acaba sendo uma propriedade, uma dependência, uma superficialidade, ou qualquer outra coisa, mas não uma relação de amor.

Uma relação de amor envolve respeito, cumplicidade, diálogo, dedicação, carinho, afeto, interesse pelo outro, e tantas outras coisas… De ambas as partes. Um tem que cuidar do outro, respeitar o outro, desejar o outro, etc… Contudo, isso parte de mim, de algo que eu tenho comigo e posso compartilhar com o outro.

Em um relacionamento afetivo quando uma das pessoas envolvidas não se enxerga como alguém que merece respeito, cuidado, amor, carinho, ela passa a se ver numa prisão. Pois é, a relação que poderia leva-la ao céu, acaba a encaminhando para o inferno; o que seria um oásis se tornou uma jornada difícil de ser encarada.

Não posso aprisionar o outro, depender do outro ou fazer do outro meu bonequinho; sem esquecer de mencionar de que não podemos, também, tornar o outro meu porto seguro. O convívio afetivo entre as pessoas envolvidas é feito por pessoas e não por uma pessoa. Assim, ambos vivem um para o outro, mas sem esquecer a sua individualidade.

Não entre numa relação que te diminua; não vale o investimento ou o esforço. Invista, sim, em alguém que te valorize, que faça você alçar voo, que lhe ajuda a tirar as camadas daquilo que impede você de encontrar a melhor versão de você mesmo(a).

Tenha você como alguém de peso, alguém importante, mesmo dentro de um relacionamento. A partir do momento que você se valorizar enquanto uma pessoa, que de fato, tem valor, que é única, importante, de valor incalculável, então suas ações, seus relacionamentos, sua vida, tudo será vivenciado com aquilo que você tem de melhor, ou seja, você mesmo.

Apaixone-se por você. Repito: Apaixone-se por você.

Talvez já esteja na hora de ter uma conversa bem séria com aquela pessoa do espelho e mostrar que ela é muito melhor do que está sendo, que ela é um diamante (talvez bruto que precise ser lapidado), que ela é alguém que deve ser tido como alguém, inclusive por ela mesma.

A pergunta é: ‘Espelho, espelho meu. Existe alguém mais lindo(a) do que eu?’. Não pode perguntar se existe alguém mais horrível, mais estúpido, mais idiota, mais qualquer outra coisa que te coloque pra baixo. Entende?

Não dê tesouros para os outros enquanto você vive de migalhas. É muito melhor partilhar do tesouro que há dentro de si! Cuide de você; cuide de seu coração, e transborde o que há em você!

Faça a experiência!