Que o amor não seja fingido…

Às vezes, a realidade dá um jeitinho de vir de fininho e dar um beliscão na tua bunda. E quando a represa estoura, a única coisa que você pode fazer é sair nadando. O mundo do fingimento é uma jaula, não um casulo. Nós só conseguimos mentir pra nós mesmos por um tempo. A gente fica cansado, com medo e negar isso não muda a verdade. Cedo ou tarde, a gente tem que deixar a negação de lado e encarar o mundo. Ande com a cabeça erguida, com vontade. O Nilo não é apenas um rio no Egito – é todo um oceano. Então como você faz para não se afogar nele?

Esse discurso está na série Grey’s Anatomy (2×04).

Esse discurso me fez pensar em como suportamos tantas coisas, tantas provas. Sufocamos tantos sonhos, tantos desejos, tantos pensamentos que, inevitavelmente, acabam represados em nossa alma. Infelizmente, à maneira da água, somos sufocados. Não aguentamos tanta pressão e nos vemos submergidos.

Desde a infância, passando pela adolescência, chegando à fase adulta e culminando na senelidade. Tantas coisas que vamos vivendo e essas lembranças não se apagam. Pois é. Elas não se apagam – mesmo que não lembremos, elas estão lá em algum lugar do nosso inconsciente.

Mentiras, ilusões, alegrias, esperanças, desejos… Quantas coisas ficam gravadas em nós. Somos aquilo que fazemos, somos aquilo que pensamos, somos aquio que sentimos. Somos também todas as nossas lembranças. Umas apontam para o nosso passado, outras para o nosso presente, outras ainda, para o nosso futuro. Mas não podemos negar quem somos.

Somos o resultado de uma grande, exuberante e formidável construção que parece não ter fim. Estamos em constante construção e re-construção. Nos reconstruímos, nos refazemos, nos modelamos todos os dias. Mas não desanimamos, pois o desânimo é um claro sinal de derrota. Pelo contrário, partimos em busca de algo que nos motiva, nos impulsiona a continuar vivendo, indo além… E esse algo é, na verdade, o reflexo da construção da melhor versão de nós mesmos.

Entre trancos e barrancos, como soldados feridos, vamos lutando na vida. Concorde comigo ou não, mas a verdade de si deve ser a base para essa luta constante que travamos com nós mesmos. A verdade deve ser o vínculo de nossas relações. Como falou nossa narradora: o fingimento é uma jaula e não um casulo – a jaula aprisiona; o casulo transforma.

Você pode não ser a melhor pessoa do mundo. Nem por isso precisa fingir que é. Não seja o que voce não é. Se assuma enquanto tal. Como diz o apóstolo Paulo, ‘que nosso amor não seja fingido’, nem pelos outros, nem por nós mesmos.

Concorda?

Não sei se eu caso ou compro uma bicicleta…

Esses dias estava acompanhando uma dessas séries da Netflix. Em um diálogo dos personagens algo me chamou muito a atenção: ‘Você não pode duvidar de suas escolhas’. Se tratava de uma pessoa bastante insegura sobre suas decisões. Na mesma hora em que ouvi aquela frase me veio à mente que, realmente, não podemos duvidar de nossas decisões, pois a dúvida deve anteceder à decisão.

Se tomarmos uma decisão, seja ela qual for, não podemos ficar com dúvida da decisão tomada, não podemos ter insegurança. Precisamos ser assertivos!

É claro que não estou falando daquelas decisões que são menos importantes em nossa vida, como qual a comida iremos comer, qual filme iremos assistir, onde vamos no feriado ou qualquer coisa assim. Estou falando daquelas decisões que de alguma forma irão impactar em nossa vida e até mesmo na vida dos outros (se bem que tem um monte de gente com imensa dificuldade em tomar decisões até para essas coisas simples).

É essencial saber tomar decisões a fim de se alcançar uma vida mais próspera, seja nos âmbitos pessoal, amoroso, social, profissional, financeiro, etc.

O processo de tomada de decisões requer, em primeiro lugar, autoconhecimento. O autoconhecimento, além de mostrar os pontos fortes e fracos, é totalmente relevante para identificar o que realmente importa para si.

Como disse acima, nunca devemos questionar as decisões que já foram tomadas. Elas devem ser questionadas antes de serem tomadas. A falta de uma análise abrangente da situação, uma visão mais holística da coisa e o excesso de opções são inimigos ferozes dessa tomada assertiva. Não adianta ficar lamentando o leite derramado, como dizia minha mãe.

Você já ouviu falar em ‘assertividade’?

Uma pessoa assertiva é aquela que demonstra segurança ao agir. Ela se comporta de maneira firme e clara, demonstrando resolução e decisão em suas palavras.

Mas como chegar a esse ponto? Bem, ser assertivo nem sempre significa estar certo ou errado, mas em agir da melhor forma possível, ter a melhor postura possível, tomar as decisões da melhor forma possível. Não se trata de um manual de perfeição ou de ‘como nunca errar’, mas de percorrer o melhor caminho possível para ter tranquilidade, segurança e confiança em suas decisões e com as pessoas.

Ser uma pessoa assertiva significa ser capaz de encontrar soluções sem anular seus desejos e necessidades. Portanto, não é ser uma pessoa passiva, o ‘bobão da turma’, mas encontrar o equilíbrio entre o comportamento passivo (daquele que se anula) e o comportamento agressivo (daquele que não cede jamais). Compreender as próprias necessidades e as necessidades dos outros é de suma importância para a assertividade. Saber encontrar soluções para um conflito de maneira equilibrada, eficiente e construtiva – sabendo seus próprios limites, direitos e desejos, como os do outro.

Pessoas assertivas, em geral, são mais felizes. Sabe por quê? Pelo simples fato dessas pessoas não ficarem remoendo suas decisões, se lamentando por elas, pelo que fizeram ou pelo que não fizeram. Elas questionam-se antes da decisão tomada – procuram a melhor forma de determinarem seus objetivos, analisam as consequências, buscam o equilíbrio – por meio do autoconhecimento.

Questionar-se é um dom. Mas não questione suas decisões. Elas já foram tomadas. Se não foi a decisão mais correta, ok. O que você vai fazer? Vai ficar se lamentando? Não!!! Hora de agir de forma melhor/diferente, lembrando que insistir não é o mesmo que persistir.

Seja assertivo consigo mesmo. Seja mais feliz!

Abraço.

O inferno são os outros?

Na obra de Jean Paul Sartre, filósofo francês, Entre Quatro Paredes’ ele narra a convivência de pessoas de uma forma bem pessimista, onde os conflitos que vivemos são causados pelos outros – os outros são os culpados pelas coisas errados – eles são o nosso inferno.

Bem, estamos falando de relações.

Boi, boi, boi… Boi da cara preta pega essa criança que tem medo de careta…

Quem nunca ouviu essa canção? Pelo menos uma vez na vida você já deve ter tido contato com ela. Costumeiramente nos deparamos com essa canção como uma daquelas de ninar, para fazer uma criança dormir. Não é verdade?

Convenhamos, que canção mais horripilante para fazer alguém dormir, não? Na base da ameaça. Dorme, menino (a), senão o boi da cara preta vem te pegar. Quantas outras canções você conhece que se enquadram nesse molde?

Vejo que isso, de certa forma, faz parte da base e educação que recebemos: o medo. Segundo Emilio Mira Y Lopez, o medo é um dos quatro gigantes da alma. O medo não só é um instinto natural, mas manipulável. Manipula-se o medo a favor do opressor contra o oprimido. Isso em diversas instâncias: na família (se não fizer isso vai ficar de castigo); na escola (se não fizer a lição e se comportar vamos convocar seus pais); no trabalho (entregue o relatório no prazo senão será demitido); e assim vai.

O medo faz parte da vida humana e serve como uma referência para a sobrevivência. Na segurança (moradia, integridade física, sua saúde, seu psicológico – daí a necessidade de tantos seguros que existem no mercado); na economia (alimentação, dinheiro, trabalho); na sociedade (contratos para todos os gêneros possíveis); na vida afetiva (relacionamentos que trazem segurança, medo de traição, ciúmes)

Percebeu como o medo está em todo lugar?

Por causa dele (o medo), os primeiros seres humanos, em busca de segurança, passaram a viver juntos como uma forma de protegerem-se contra os ataques inimigos. Infelizmente, os seres humanos não só se defendiam contra os ataques de outras espécies, mas tiveram que se defender de si próprios, contra indivíduos da sua própria espécie – o mal de Caim.

A coisa não mudou muito nesse tempo, uma vez que parece ser o próprio ser humano seu maior inimigo. Ao longo de nossa vida construímos relações de amizades e afetos, mas também relações capazes de nos destruir – tornam-se nossos inimigos (recomendo a leitura de um livro do Pe. Fábio de Melo chamado ‘Quem me roubou de mim?’). De uma maneira hipotética posso exemplificar amigos ou inimigos: pai, mãe, irmão, parentes, cônjuge, amigos, colegas de trabalho, patrão, etc… a lista se estende. Em todos esses tipos de relação podemos construir relações que edificam ou relações que destroem, podemos nos unir para nos protegermos contra os ataques de fora ou devemos nós mesmos nos protegermos contra os ataques internos.

O medo pode unir, mas afastar. Afasta quando utilizamos o medo contra o outro e nos defendemos por meio do ódio e do preconceito, da injúria, da calúnia, da inveja, da difamação, do erro, da ganância, e assim por diante. Por trás de tudo isso, na maioria das vezes, encontramos o medo: medo do outro ser melhor que eu, medo do outro me superar, medo do outro tomar meu lugar, medo do outro fazer melhor que eu. Voltamos, assim, ao início deste post: o inferno são os outros.

Fonte: Pinterest

Vivemos uma vida com medo. Contudo, o medo pode ser usado ao nosso favor, quando se criam relações que edificam (no caso dos primeiros seres humanos formando suas tribos), relações que geram segurança, proteção, respeito, partilha.

Ao encararmos o medo numa visão positiva, há união. Usa-se o medo como uma forma de construir pontes, ou seja, ligações, relacionamentos que se juntam. Ao passo que encarar o medo de forma negativa, faz com que construamos muros e barreiras, justamente porque almejamos evitar esse inferno, esse problema, esse percalço no caminho.

E aí? De que lado você prefere estar?

Newton dizia que “construímos muros demais e pontes de menos”.

Prefere construir pontes ou levantar muros?

Conhece-te a ti mesmo!

Cada vez mais se ouve as pessoas falarem em diário para registrarem seus dias, seus sentimentos, suas emoções. No campo da psicologia, muitos profissionais recorrem à escrita terapêutica, afirmando que é possível transformar a escrita numa ferramenta de superação da dor ou de um sentimento negativo. No campo da literatura, a escrita é fundamental, e quanto mais enriquecida de detalhes, mais rica será. Fato que a escrita exige imaginação, memória e raciocínio (três ferramentas básicas do nosso intelecto).

Realmente, escrever pode ser libertador, pode ser motivador, pode ser engenhoso, pode ser algo fantástico. A escrita registra o fato, mas pode registrar os sentimentos e as emoções. A escrita tem se popularizado, seja num diário, num post, num blog, em livretos, livros, etc. Porém, há um lado triste da popularização da escrita, uma vez em que é possível detectar casos em que as pessoas que a utilizam somente para serem lidos, como uma forma de espetáculo – utilizam a escrita como propaganda (no caso do meu blog, de certa forma, seria uma propaganda). Adotar a escrita como uma ferramenta de propaganda é não usufruir de todo o seu potencial (cf. Cortella, 2018, p. 119-123).

Vejamos o caso de um diário. Escrever fatos e acontecimentos, simplesmente por escrever, ou na expectativa de que alguém leia, é diminuir o poder da escrita e de seu próprio diário como benefício próprio. O mais importante da escrita de um diário não é o fato em si, mas os sentimentos e emoções por detrás de cada fato – agindo assim, o diário se torna uma ferramenta de autoconhecimento. Duvidar das certezas, levantar questionamentos sobre as atitudes, organizar experiências, identificar as emoções e sentimentos são técnicas para a escrita de um diário que leve ao autoconhecimento.

Você há de convir que ao escrevermos, revelamos algo de nós mesmos no texto. Nossas palavras podem durar mais do que uma simples caminhada, por exemplo. O texto permanece e nos representa. Apesar do tempo que se passa, nossa identidade, nossa personalidade permanece naquilo que foi escrito. Pode ser uma personalidade daquele determinado momento da vida, mas permanece.

Heráclito, filósofo grego, afirmava que tudo flui. Levando essa sentença em consideração fácil perceber que ele não estava errado. Tudo muda! Inclusive nós.

Olhar para uma foto nos faz lembrar daquele determinado momento; ler um texto nos faz imaginar e vivenciar aquilo. E percebemos que já não somos mais os mesmos. Nostalgia e/ou saudades vêm à tona com um turbilhão de sentimentos. Fazer uma retrospectiva da vida é algo essencial para nosso autoconhecimento. Quem éramos? Quem somos? Como flutuaram nossos pensamentos e sentimentos ao longo de nossa via?

Dizem que você é aquilo que você faz (Michel Franklly). Será? Por que você faz aquilo que você faz? Prefiro pensar que somos aquilo que pensamos, sentimos e fazemos (Emanuel Becker).

Por isso, convido você a escrever o seu dia, de forma a descrever a melhor forma possível de como você esteve, e não o que fez. Faça isso por uma semana e verá que seu nível de autoconhecimento dará um upgrade incrível.

Meu Pôr do sol

Poucas coisas na vida são tão gratificantes quanto aquilo que não pode se comprar, mas simplesmente receber de forma espontânea e gratuita. A gratuidade de um gesto, de um abraço, de um sorriso, de um ombro amigo, de alguém para estar contigo livre de interesses, de um amor, e tantas outras coisas que poderia citar aqui (mas que com certeza, você listou em sua mente).

Quantas não são as pessoas carentes de um gesto de carinho ou de um ‘eu te amo’ verdadeiro? Pois é, eu conheço várias assim. Acredito que você também. Conheço muitas pessoas que tem várias coisas, mas lhes falta algo que preencha o interior delas, são abastadas por fora, mas miseráveis por dentro, são ricas em suas contas bancárias, mas pobres em seu interior, possuem grande poder aquisitivo, mas carentes de amor, atenção, carinho. Quantos não são os pais que provém seus filhos de todas as coisas menos de atenção? Ou os filhos que sequer reparam na presença dos pais?

Isso me leva a pensar que apreciar a vida é um exercício rotineiro que enobrece qualquer um, imputa um sentido maior para a nossa breve existência na terra. Um exemplo disso é o sol. Em muitas culturas antigas o sol era cultuado como um deus. Esse culto ao sol pode-se perceber até hoje. Muitas pessoas se aglomeram em vários pontos, seja no campo, na cidade, na praia, para apreciar o pôr do sol. Não só contemplam o seu pôr, mas o aplaudem.

Pedra do Arpoador – Rio de Janeiro

Veja os cariocas, por exemplo, se reunindo na pedra do Arpoador para o pôr do sol. Se reúnem como um ritual.

Afinal, o pôr do sol, tem algum significado?

O pôr do sol é complemento de um ciclo da terra em torno de si mesma, ou seja, o dia. É, portanto, a oportunidade de olhar para si mesmo e refletir sobre como foi seu dia, como forme de completude da vida. É a oportunidade de agradecer, num simples gesto de gratidão, por mais uma oportunidade de completar mais uma volta ao redor de si mesmo, mais uma oportunidade que foi dada por viver mais um dia.

Como seres humanos, somos capazes de fazer do pôr do sol um fenômeno muito maior que um ato da natureza. Podemos fazer dele um espetáculo, um sentido, um motivo, dar um significado. Dar um sentido além do físico requer certa admiração. O mesmo que se faz ao admirar uma música, uma apresentação, uma obra de arte, uma roupa, um gesto, etc. Esse ‘admirar’ que nos leva a ‘mirar com’, ou seja, ‘olhar com’. Quando você admira algo aquilo ganha um novo significado porque você passa a ‘olhar com outros olhos’.

Cá pra nós, uma vida vivida sem o poder da admiração, da contemplação, do significar além, se reduz meramente ao aspecto físico. Nesse sentido, um pôr do sol é só mais um pôr do sol, um dia é só mais um dia, um sorriso, um abraço, uma palavra, um gesto… são só mais daquilo, sem um significado maior.

Minha esposa tem o costume de, sempre que possível, contemplar o pôr do sol. Ela me faz um convite tão profundo de contemplar aquele pôr do sol com ela. É como se aquele pôr do sol fosse para ela, unicamente para ela. De certa forma, ela está certa. Porque aquele pôr do sol tem um significado único para ela, assim como tem um significado para mim. Tenho um motivo, uma inspiração, um agradecimento que é meu, diferentemente dela, que é o dela.

Sabe aquele pôr do sol? Então… é especialmente para você, se você assim o quiser. Se você der um significado a ele, ele terá, caso contrário, não. Assim é em toda a nossa vida. Dar um significado a toda ela: nossos relacionamentos, nossas atividades, nossos sentimentos, nossos pensamentos.

Contemplar o pôr do sol vai muito além de contemplar o pôr do sol. Diz muito de quem você é e quer ser.

Não apequene sua vida, dando um significado pequeno a ela. Olhe além, vá além, viva além.

Signifique a sua vida. Se for o caso, re-SIGNIFIQUE-a.

Livres ou escravos?

Você já ouviu falar em síndrome de Estocolmo?

Conhece a história da Bela e a fera?

Pois é, estão intimamente ligadas.

A relação afetiva que a princesa cria com seu ‘anfitrião’ (a fera) é justamente o que é a síndrome de Estocolmo. Em um sequestro ocorrido na cidade de Estocolmo, Suécia, no ano de 1973, a investigação percebeu que houve uma afinidade entre os sequestradores e os reféns.

A síndrome de Estocolmo é essa relação afetiva que surge entre o sequestrador e o refém. O apego, o afeto, como uma forma de proteção, de segurança, de sentido é o que caracteriza essa síndrome (claro, inconsciente).

Já assistiu a série ‘La Casa de Papel’? (diga-se de passagem: super recomendo). Há um típico exemplo disso, no relacionamento entre o personagem Denver (Jaime Lorente) e uma das reféns, que, curiosamente, se chamará Estocolmo (Esther Acebo).

Mas por que estou falando disso? Bem, olhando para as pessoas na sociedade em que vivemos não é preciso ser um ‘expert’ para ver que as pessoas vivem sequestradas. Sequestradas por si mesmas, pelas coisas, pela rotina, pelo trabalho, por pessoas que, numa relação afetiva ao invés de as fazerem ir além, as sequestram em sentimentos que a aprisionam; há ainda, um grande sequestrador chamado ‘dinheiro’.

Viver em função de qualquer pessoa ou coisa que esteja fora de nós mesmas é o mesmo que viver essa síndrome. Cria-se uma dependência daquilo ou de alguém, de tal modo que a pessoa não consegue mais imaginar sua vida sem aquilo.

É como se as outras pessoas ou coisas a possuíssem. E o pior, ela nem percebe, pois como disse, é inconsciente!

Você já se deu conta de quantas prisões você está vivendo hoje? Quais pessoas, quais coisas, quais situações têm te sequestrado hoje e feito você perder o brilho e o grande potencial que você tem?

Um grande passo a ser dado é a liberdade interior. Ser autônomo, ser livre, ser autêntico.

Em outros post’s comento sobre essas questões:

Ter algo não é o mesmo que algo te ter. Ter alguém com quem partilhar a vida, os sentimentos, não significa ser possuído por esse alguém. Ter um prego não significa que o emprego te tenha. Ter dinheiro ou fama não implica que o dinheiro ou a fama te tenha!

Gosto muito de dizer que “você só é você se você for você”. Óbvio, né? Nem tanto. Será que você tem sido, de fato, você ou aquilo que os outros querem que você seja?

Você é você ou um produto? Você se possui a si mesmo ou é possuído por pessoas, por coisas ou situações?

É livre ou vive como prisioneiro?

“Liberte-se da escravidão mental, ninguém além de nós pode libertar nossas mentes!” (Bob Marley)

Liberte-se! Apaixone-se! Viva!

Vale a reflexão!

Recomendado:

Foco na meta!

Com certeza você já ouviu falar em foco.

O foco é um dos grandes fatores que contribui para o aproveitamento do nosso tempo. Sempre que perdemos o foco com diversas interrupções perdemos a concentração e a inspiração (além de gastarmos tempo), e somos obrigados a gastar muita energia para retomarmos aquilo que estávamos fazendo.

Ocorre que essas ‘benditas’ interrupções podem ser ocasionadas por nós mesmos, por outras pessoas ou por fatores externos. Pode ser que essas interrupções fujam ao nosso controle, aí é importante saber lidar com a situação e não permitir que isso nos controle, caso contrário, já era.

Uma dica muito importante vem dos nossos amigos estoicos: Controle o que pode ser controlado e aceitar o que não pode ser controlado. E foco é algo que podemos controlar. Focar naquilo que deve ser feito, focar naquilo que necessita atenção, focar naquilo que marcamos como prioridade. As distrações ocorrem, e muito. Pode ser que muitas dessas distrações também estejam sob seu controle ou não.

Existem vilões para perder nosso foco:

  • Falta de concentração
  • Perfeccionismo
  • Indecisão
  • Autodistração
  • Falta de motivação
  • Medo de errar
  • Mudanças de prioridade
  • Falta de informação suficiente
  • Dificuldades para realizar tarefas

Pois é. Parece que as coisas, no geral, seguem os princípios da lei de Murphy:

  • Nada é tão simples quanto parece;
  • Tudo demora mais do que você imagina;
  • Se houver a possibilidade de algo dar errado, dará.

Aí você acorda de manhã, faz seu plano de ação, elenca as prioridades, e no decorrer do dia, por algum motivo, algo dá errado, sai do controle, ocorrem imprevistos, e lá se foi seu plano de ação. Sendo bem sincero, muito disso (não sei se é o teu caso) está relacionado com uma simples palavra: NÃO!

Dizer não é para corajosos! Saber dizer não é uma capacidade notável! Dizer não para nós, para certos hábitos, sentimentos, pensamentos; dizer não para os outros (haja coragem, vontade e autodeterminação para isso); dizer não para as distrações; dizer não para aquilo que não é relevante, para aquilo que não é prioridade. Saber dizer não para aquilo que deve ser dito não – naquele momento, naquele lugar, naquela ocasião.

Pedro Calabrez é enfático ao nos dizer que é impossível ao cérebro humano focar em várias coisas ao mesmo tempo. O que fazemos é alternar o foco. Então, toda vez que você foca algo, desfoca outro. Toda vez que você direciona sua atenção, seu humor, sua energia para algo, tira de outro. Nos deparamos com tanta informação que vivemos em uma ‘crise de atenção’. Somos bombardeados que não sabemos nem em que prestar atenção. E cada minuto há uma novidade. Por isso a importância de sermos seletivos com a nossa atenção, sermos determinados com nossos objetivos e prioridade. Dizer não!

Vale lembrar que foco não é um dom inato, cujo nascemos. Foco é uma habilidade, e, por tanto, pode ser desenvolvida. Pode ser que você esteja remando e remando e remando, mas o foco está direcionado para outro ponto. Gosto muito do exemplo da direção de um carro: se você estiver dirigindo e vir a perder o controle por conta de aquaplanagem, por exemplo, não adianta o esforço que venha a fazer, o carro está focado em algo e não irá parar até colidir com o foco (direção, seta, objetivo). Portanto, desenvolver a habilidade do foco é, como se diz, desenvolver ‘o núcleo de todas as habilidades’.

Gosto muito da relação que há entre foco, motivação e hábito. O foco revela nossos objetivos, metas, prioridades. A motivação nos impulsiona, nos leva a querer, nos faz buscar. O hábito nos disciplina, nos educa, nos faz fazer o que deve ser feito.

Como diz Augusto Cury, sonhos e disciplina devem andar lado a lado.

Faz-se necessário alinhar a disciplina, objetivos claros e uma vida organizada. Evite a procrastinação!

Abraço!

É tudo questão de prioridade!

Quais são seus objetivos? Quais são seus planos? Suas metas?

Fixar objetivos é de suma importância para racionalizar e tornar nosso tempo mais produtivo. Objetivos claros, definidos e alcançáveis. Quando se tem uma meta é mais fácil saber para onde ir. Como dizia o Gato Chesire à Alice: “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. Saber para onde quer ir, onde quer chegar é o primeiro passo para o sucesso.

“Mantenha o foco nas suas metas para alcançar o seu objetivo, porque se não as perseguirmos serão apenas sonhos que desaparecem quando acordamos. Quanto maior o objetivo, maior a necessidade de se caminhar continuamente na sua direção.” –  Luiz Carlos Guglielmetti

Estabelecer objetivos é fundamental e deve ser visto como o primeiro passo para melhorar a utilização do tempo e, consequentemente, da sua vida. Ache tempo para as definir e depois as escreva. Ter as metas claras, bem definidas e escritas é importante porque se dá corpo a elas, não fica somente no mundo ideal, mas traz para o físico. Você dá corpo a elas.

“Sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, e disciplina sem sonhos produz pessoas autômatas, que só sabem obedecer a ordens.” – Augusto Cury

Aparentemente parece algo simples, mas não é. Para se fixar objetivos é necessário um grande esforço de reflexão, introspecção e autoconhecimento. Seja sincero consigo mesmo. Olhe para dentro de si e encontre o que você, realmente, busca para a sua vida.

Para atingir os objetivos é preciso agir de maneira prática, e o melhor caminho para isso é coloca-los no papel. Dessa forma eles tomam corpo, deixam de ser ideias e passam a ser projetos concretos. Além disso, a leitura das metas estimula os sentimentos de autoconfiança e otimismo. Daí a importância de um plano de metas.

Todavia, estabelecer a lista é o primeiro passo. O segundo passo é marcar as prioridades, definir as prioridades. Quando estipulamos uma prioridade inevitavelmente deixamos outras atividades em segundo, terceiro, quarto plano.

Priorizar é o processo para determinar o que é mais importante para você.

“Conhecer a si, conhecer meus valores, conhecer o que eu gosto, conhecer o que eu faço, conhecer o que de fato eu tenho interesse…precisamos aprender a refletir e saber nossas prioridades.” – Karnal

Infelizmente, o passo de estipular as prioridades gera muitos conflitos internos, pois priorizamos as coisas urgentes e não as importantes, muito menos as essenciais. Precisamos levar em conta as coisas básicas, fundamentais e essenciais em nossa vida. E nisso falhamos, e muito. As urgências da vida tomam nosso tempo, nosso ânimo, nossa energia. Falta, então, vida para aquilo que é importante e essencial. Daí a relevância de separar o urgente do importante. Enquanto você priorizar o urgente não terá tempo para o que é importante em sua vida. É tudo questão de prioridade!

Somente quando pudermos romper com a tirania do urgente é que resolveremos o problema da falta de tempo.

 “A crise, seja econômica, política, ou de valores, é “um bom momento para rever prioridades”. – Karnal

Jamais esqueça, porém, que tudo na vida é prioridade. E você precisa ser a sua prioridade!

Cuide-se!

Recomendado:

Viver no tempo é uma arte!

Quantas horas tem seu dia? Quantas horas você precisa que tenha seu dia?

Você há de concordar comigo que na sociedade contemporânea marcada pelo consumo, o tempo é um elemento de riqueza a serviço, unicamente, da produção de bens de consumo e do lucro. Não existe mais o tempo enquanto tempo, mas enquanto produto. Queremos o tempo ao nosso serviço, cunhamos até expressões como ‘tempo é dinheiro’, mas tempo não é dinheiro. Tempo é algo indelével, não volta. O tempo porta o álbum de nossas vidas.

O tempo não é um bem material: não pode ser visto, tocado ou apalpado; pode apenas ser sentido. Ele está sempre presente. Não pode ser interrompido, e nunca deixa de existir. O tempo é uma das poucas coisas que o homem nunca conseguiu controlar, e é por isso que ele sempre exerceu tanto fascínio sobre o ser humano.

Não fique achando que tem todo o tempo do mundo! Pode ser que ele é quem te tenha!

Nem sempre percebemos o tempo da mesma forma. Às vezes, temos a sensação de que o tempo não passa. Em outras vezes, temos a impressão de que as horas passam rápido demais. Outras ainda, parece que o tempo não foi suficiente. Tudo está relacionado no modo como o utilizamos; ressaltando: não é a quantidade de tempo, mas sim a qualidade e a forma como organizamos nosso tempo que fará toda a diferença.

Sempre há tempo suficiente para as coisas que realmente julgamos importantes. A dificuldade está em determinar o que de fato é importante, priorizando tarefas. O problema não é a falta de tempo, mas a maneira como o utilizamos.

Segundo Mário Sérgio Cortella, grande pensador da atualidade no Brasil, tempo é questão de prioridade’.

Viver no tempo é algo que deve ser aprendido. A maioria das pessoas que se sentem realizadas e felizes tem o cuidado de planejar o seu tempo para poder realizar todas as tarefas que precisam. Por outro lado, a falta de tempo gera uma espécie de frustração nas pessoas.

Viver no tempo é uma arte!

As atitudes que temos perante nossas atividades afetam o nosso desempenho frente ao uso do tempo. Podemos tomar atitudes positivas (que levam à utilização racional do tempo) e negativas (desculpas, procrastinação, desinteresse, etc.). Outra questão é o fato de, por vezes, nos atermos mais às atividades do que aos resultados, somos mais eficientes do que eficazes.

Saber como fazer uma tarefa não é suficiente. Conhecer o que deve ser feito é diferente de realmente fazer. Um é conhecimento, o outro é comportamento. Por isso a importância de se automotivar e de ter atitudes corretas em relação ao tempo. A prática assídua da automotivação é fundamental para manter o equilíbrio. Administrar o tempo é fazer as coisas de forma inteligente e não trabalhar arduamente. Já dizia Pitágoras que ‘com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito’.

O plano de ação é uma excelente ferramenta de organização pessoal em nossa gestão do tempo. No blog Digital Manager Guru, encontrei uma lista de dicas que podem nos ajudar com isso. Destaco:

  • Processos definidos;
  • Trabalhar com agenda e lista de tarefas;
  • Determinar limite de tempo para as tarefas;
  • Eliminar as distrações;
  • Delegue ou terceirize;
  • Pausas regulares

A grande chave para uma boa gestão do nosso tempo é o equilíbrio. Equilíbrio de tempo não consiste em dividí-lo em partes iguais, mas organizá-lo de modo que possa estar a seu favor e contra você.

Como diria Chorão: “Não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover…”

Persistência: tente outra vez!!!

Você já reparou no movimento da água? Reparou como ela procura qualquer brecha, qualquer saída que seja para continuar seu curso? Caso contrário, ele fica estagnada, parada, empoçada.

Os animais se comportam da mesma forma, quando acuados. Procuram qualquer saída para se livrarem daquela situação.

E quanto à borboleta? Para se tornar a belíssima borboleta que é foi preciso passar por um grande processo de transformação – passa por uma intensa metamorfose anatômica.

Pois bem, como podemos relacionar esses três eventos? Levemos essas três esferas para os homens.

Inúmeras vezes em nossa vida, ou pode ser até o momento atual de sua vida, nos sentimos encurralados, desnorteados, nos sentimos sufocados, como que se tivéssemos tomado uma porrada tão forte na vida que fomos jogados na lona…. Cansados, estressados, sem saída, desesperados, e assim por diante.

Então, veja a água: se não encontrar nenhuma saída, ela ficará empoçada, ficará parada, na mesma. Veja um animal: se não encontrar uma saída, uma rota de fuga, será preso e até morto.

De fato, encontrar uma saída num meio de turbilhão, numa tempestade interna, numa avalanche de problemas não é algo fácil, mas é essencial.

O primeiro passo é respirar fundo, acalmar as ideias, apaziguar as emoções, relaxar. Sem isso, será impossível ver a cena de fora e tentar achar uma solução, uma saída.

O segundo passo é listar os problemas. Lidar com nossos demônios, assumi-los, reconhece-los. É de suma importância saber com quem está lidando.

O terceiro passo é, após o relaxamento e a análise dos fatos, estudar as possibilidades. Possibilidades e alternativas para os pontos que foram detectados. Claro que não será fácil. Acenamos para nossa amiga borboleta. Fazer as mesmas coisas, pensar as mesmas coisas, sentir as mesmas coisas… Nada mudará – é preciso uma metamorfose no modo de ser, de viver, de agir, de pensar, de sentir.

O grande Charles Chaplin já dizia que “a persistência é o caminho do êxito”. Sendo ousado, acrescentaria a motivação e a disciplina.

Ressoa em meus ouvidos aquela linda canção da Dóris – Procurando Nemo: “continue a nadar, continue a nadar…” Isso é tão estimulante, tão motivador! As coisas podem estar horrendas: continue a nadar. Quando não se sentir motivado suficiente para tomar tal atitude: continue a nadar. Quando você se encontrar perdido, se sentido no meio de um tiroteio: continue a nadar. Não escute a voz daqueles que te mandar parar na vida, estagnar, ficar empoçado encurralado, ou permenacer uma lagarta… Continue a nadar.

Se tiver vontade de gritar, grite. Mas não pare. Continue, persista, viva. Jamais esmoreça. Continue a nadar!

Pense no Scrat, aquele esquilinho da animação “A era do gelo”. Ele agarra aquela noz e passa filme após filme atrás dela, como que obcecado. Ele não desiste, não desanima, não esmorece. Ele é persistente… Aquele sim. Pode acontecer o que acontecer, ele não desiste dos seus objetivos! Já dizia o saudoso Raul Seixas: “Tente outra vez”.

PS: há uma grande diferença entre persistir e insistir. Insistir é tentar e tentar e tentar, sempre do mesmo jeito. Persistir você tenta, tenta e tenta, sempre buscando novas alternativas.

“Desistir… eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.” (Cora Coralina).

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