E se hoje fosse seu último dia?

E se hoje fosse seu último dia… e todos aqueles que você conhece fossem privados da sua presença? Que lembranças teriam de você?

E se hoje fosse seu último dia… será que as coisas que fez se empenhou em fazer seu melhor ou foi medíocre?

E se hoje fosse seu último dia… será que a pessoa amanda teria ouvido um ‘eu te amo’, recebido aquele abraço apertado e teria a imagem de um sorriso refletido em seu olhar?

E se hoje fosse seu último dia… será que aquela pessoa que passou pelo seu caminho teria sido ajudado ou menosprezado por você?

E se hoje fosse seu último dia… teria sido mais um dia de correria que não teria percebido os pequenos detalhes que embelezam a vida?

E se hoje fosse seu último dia… que patrimônio espiritual deixaria para a humanidade?

Aliás, o patrimônio material se acaba com o tempo, mas o espiritual permanece naqueles em que foram plantadas as sementes de uma vida melhor.

E se hoje fosse seu último dia… seria notado pelo que você tem ou por quem você é?

E se hoje fosse seu último dia… faria as mesmas coisas de sempre do mesmo modo ou tentaria de um modo novo?

E se hoje fosse seu último dia… teria as lembranças daquela viagem dos sonhos que realizara outro dia?

E se hoje fosse seu último… gastaria tempo com seus queridos e valorizaria cada moment

E se hoje fosse seu último dia… estaria preocupado e estressado, descarggenado toda a raiva nas pessoas por conta dos prazos no trabalho?

E se hoje fosse seu último dia…

Curioso ver aqueles anúncios de promoção dizendo ser ‘o último dia’, ‘só até hoje’, e coisas assim… Mas quando se trata de promover a vida, a família, a humanidade, a felicidade, as pessoas se escusam.

Ao meu ver, porque há uma super valorização do material em detrimento do espiritual. E quando digo espiritual, não me refiro a nenhum tipo de religiosidade, mas ao que envolve o espírito humano (afetos, relacionamentos, sentimentos, pensamentos, espiritualidade, etc).

Eu não preciso estar numa igreja, por exemplo, para ser uma pessoa que faça a diferença (pra melhor, claro) na vida de outras pessoas. E tudo isso envolve um sentido que transcende essa realidade, um sentido que vai além do material, do físico. Um sentido que ultrapassa qualquer rótulo, contagem ou valor que possa ser dado àquilo que o homem produz. Sabe por quê? Esse além se trata do próprio homem.

Ao ver uma promoção (black friday, por exemplo), as pessoas correm para não perder os ‘preços baixos’ dos equipamentos que precisam. Precisam de tantos produtos, buscam tantos produtos, querem tantos produtos. Mas não percebem, que talvez (e só talvez) um gesto de amor e carinho é o que faria uma total diferença na vida delas.

Sabe aquelas promessas de fim de ano? Não as leve até o fim de sua vida.

A vida… Não é sobre o que você tem, mas sobre quem você é!

A cor mais bela é a transparência

Vivemos em um mundo de aparência.

Gerson, você não está generalizando? Sim! Acreditando que há, de fato, pessoas que sejam transparentes, mas essas, a meu ver, são aquelas que saem da curva.

Vivemos em um mundo de aparência, onde as pessoas vestem máscaras ou vivem papeis. Falta transparência, autenticidade, verdade. O mundo e as pessoas parecem mais viver uma ilusão ou fazem do mundo um conto de fantasias. Falta verdade nas pessoas. Falta assumirem seus erros, suas culpas, suas crenças, suas ideologias, seus ideais, etc.

Por que a opinião do outro parece ser tão importante?

Por que nos importamos tanto com as aparências?

Por que, de repente, as coisas ou status se tornaram mais importantes que pessoas?

Acontece que viver de aparência exige que vistamos máscaras, máscaras que ocultam nossa verdadeira face, nosso verdadeiro ‘eu’. Mundo de aparência, mundo de falsidades, mundo de incoerências e hipocrisia.

Posso estar tendo uma visão muito pessimista, mas ver uma pessoa íntegra, coerente, verdadeira, justa, honesta é algo que chama a nossa atenção, quando deveria ser o contrário – o que deveria chamar a nossa atenção seria o desonesto, o injusto, o falso, o traíra…

De certa forma, ser verdadeiro hoje requer coragem, uma coragem audaciosa que faz aquele que assim vive, ir contra a maré.

Estou cansado de viver num mundo de aparências. Vamos deixar as máscaras caírem. Temos coragem para isso? Coragem (agir com o coração) de sermos quem realmente somos? De viver segundo o nosso coração e não segundo a opinião dos outros? Temos coragem de assumirmos nosso verdadeiro eu frente a um mundo que quer ser ‘politicamente correto’?

Sabe aquela pessoa que você não gosta? Seja educado, mas não falso.

Sabe aquela pessoa que você ama? Seja honesto, carinhoso e fiel.

Sabe aquele emprego que não te traz realização? Procure outro.

Sabe aqueles sonhos que você sufocou e se perderam no nada? Corra atrás deles.

Sabe aquela viagem importante que você considera? Faça.

Sabe aquela desculpa de que não tem tempo ou vontade? Acredite em você e se programe.

Sabe aquela pessoa que te inspira? Use a inspiração, não a pessoa como modelo.

Seja você. Afinal, você só é você se você for você. Mas você tem sido você ou outro alguém? Tem-se permitido ser você ou deixado que os outros ditem a escrita da sua vida?

Seja a diferença. Faça a diferença. O mundo está repleto de iguais.

I Have a Dream…

Em 1963 Martin Luther King proclamou esse emblemático discurso no Lincoln memorial diante de mais de duzentas mil pessoas exigindo igualdade entre brancos e negros. Esse era o sonho dele.

Eu tenho um sonho… Ele tinha um sonho. Hoje, óbvio que ainda há muito a ser feito, a realidade daquele discurso é outra. O sonho tem se concretizando, não foi morto ou acabou quando ele ‘acordou’. O caminho da igualdade entre etnias foi aberto e segue seu percurso. Hoje podemos sonhar em uma igualdade de gênero humano! Seja igualdade étnica, igualdade de gênero, direito humanos, direitos LGBT, e asism por diante. Há muito o que se fazer ainda, claro, mas o caminho segue trilhando seu curso.

Lutamos uma luta acirrada contra qualquer tipo de preconceito e desigualdade!

Certamente você tem um sonho. Sabe aquelas metas de começo de ano? Então, não deixam de ser sonhos. Alguns são alcançáveis outros não; Pessoas sonham dormindo, outros sonham acordados; sonhos podem ser concretizados – aqueles sonhos do seu coração.

Sonhar com o coração é uma dádiva do ser humano. Mas quando esses sonham não se concretizam viram frustrações. E aí temos um problema: sonham não realizados se tornam frustrações que acabam por definhar as pessoas que os sonharam. Um desejo do coração é algo incrível, pois nos motiva, nos anima, nos impulsiona, nos eleva a outro patamar, nos tira de uma vida monótona.

Sonhos para serem realizados precisam ser construídos; e se constrói aos poucos. A frustração está em que vislumbramos os sonhos realizados, mas ficamos tomados por uma apatia que não nos deixa arregaçar as mangas e pôr a mão na massa. Vislumbrar o sucesso é fantástico, mas nem todos querem sentir o suor ou as lágrimas necessárias para alcança-lo.

E você? Qual seu sonho? E como você tem lutado por ele?

Não deixe de sonhar, mas não deixe que seu sonho se perca no despertar da vida.

Se está difícil a concretização do sonho, concretize aquilo que for necessário para concretizar o sonho. Vá por etapas, aos poucos, com planejamento, com garra, com empenho, com esmero.

Lembre-se: alcançar um sonho exige que você dê o seu melhor e não o seu suficiente. Dar o seu melhor é a forma eficaz de alcançar o seu sonho, atingir sua meta, seu plano. Se der apenas o necessário, ficará na mediocridade, será mediano. Para o mediano, qualquer coisa está bom! Para você, qualquer coisa está bom? Se contenta em viver na mediocridade ou topa alçar um vôo mais alto?

E aí? Seu melhor ou seu suficiente?

Não seja mais um entre tantos, seja o melhor que você pode ser, faça o melhor que você pode fazer, sinta a pulsação da vida penetrando em sua alma.

Isso fará toda a diferença. Não é sobre fama, poder, riqueza. Nada disso. É sobre sua autorrealização.

Meu amor por mim

Os romanos tinham um dito muito significativo: “ninguém dá aquilo que não tem“.

Posso dizer uma coisa pra você? Eu concordo. Se me pedirem algo que eu não tenho, como poderei dar? Sem chance.

Com base nisso, gostaria de partilhar um pouco a minha opinião sobre relacionamentos afetivos.

Se não me amo, como poderei dar amor? Se não me cuido, como poderei cuidar do outro?

Acredito que sem esse amor próprio, a relação acaba sendo uma propriedade, uma dependência, uma superficialidade, ou qualquer outra coisa, mas não uma relação de amor.

Uma relação de amor envolve respeito, cumplicidade, diálogo, dedicação, carinho, afeto, interesse pelo outro, e tantas outras coisas… De ambas as partes. Um tem que cuidar do outro, respeitar o outro, desejar o outro, etc… Contudo, isso parte de mim, de algo que eu tenho comigo e posso compartilhar com o outro.

Em um relacionamento afetivo quando uma das pessoas envolvidas não se enxerga como alguém que merece respeito, cuidado, amor, carinho, ela passa a se ver numa prisão. Pois é, a relação que poderia leva-la ao céu, acaba a encaminhando para o inferno; o que seria um oásis se tornou uma jornada difícil de ser encarada.

Não posso aprisionar o outro, depender do outro ou fazer do outro meu bonequinho; sem esquecer de mencionar de que não podemos, também, tornar o outro meu porto seguro. O convívio afetivo entre as pessoas envolvidas é feito por pessoas e não por uma pessoa. Assim, ambos vivem um para o outro, mas sem esquecer a sua individualidade.

Não entre numa relação que te diminua; não vale o investimento ou o esforço. Invista, sim, em alguém que te valorize, que faça você alçar voo, que lhe ajuda a tirar as camadas daquilo que impede você de encontrar a melhor versão de você mesmo(a).

Tenha você como alguém de peso, alguém importante, mesmo dentro de um relacionamento. A partir do momento que você se valorizar enquanto uma pessoa, que de fato, tem valor, que é única, importante, de valor incalculável, então suas ações, seus relacionamentos, sua vida, tudo será vivenciado com aquilo que você tem de melhor, ou seja, você mesmo.

Apaixone-se por você. Repito: Apaixone-se por você.

Talvez já esteja na hora de ter uma conversa bem séria com aquela pessoa do espelho e mostrar que ela é muito melhor do que está sendo, que ela é um diamante (talvez bruto que precise ser lapidado), que ela é alguém que deve ser tido como alguém, inclusive por ela mesma.

A pergunta é: ‘Espelho, espelho meu. Existe alguém mais lindo(a) do que eu?’. Não pode perguntar se existe alguém mais horrível, mais estúpido, mais idiota, mais qualquer outra coisa que te coloque pra baixo. Entende?

Não dê tesouros para os outros enquanto você vive de migalhas. É muito melhor partilhar do tesouro que há dentro de si! Cuide de você; cuide de seu coração, e transborde o que há em você!

Faça a experiência!

Meu Epitáfio

Já dizia Shakespeare que ‘é melhor ter um epitáfio ruim do que a maledicência durante a vida’. Sabe aquela frase que vai na lápide dos túmulos? Então… Se você fosse morrer hoje, o que escolheria como seu epitáfio? Qual seria o resumo de sua vida? Nessa breve existência na terra, como se resumiria a sua história? Como você seria marcado, lembrado pelas pessoas?

São tantas perguntas… Infelizmente, parece que vivemos com tanto medo da morte que esquecemos que ela pode vir e nos pegar de súbito! Ou nem queremos pensar nisso. Acontece que não pensar na morte pode ser o mesmo que não pensar na vida. Já dizia Cortellla: “se você morresse hoje, que falta faria?”

Ter um epitáfio que faça a diferença na vida daqueles que ficaram. Ter um epitáfio que te eternize na memória, no coração e na história daqueles que ficaram. Ter um epitáfio como uma marca registrada de sua autoria construída ao longo de sua vida. Eis uma verdadeira escrita de vida!

Da forma como está sua vida hoje, qual seria seu epitáfio? Estaria satisfeito com ele? Se sim, ótimo! Se não, talvez já esteja na hora ou já passou da hora de mudar algo. Tornar a sua vida relevante para aqueles que são coautores de sua própria história. Faça a diferença na vida delas, e a partir daí, sua vida será diferente – estará escrevendo seu epitáfio em vida, para que aplausos de alegria, de orgulho, de felicidade sejam ouvidos enquanto se fecham as cortinas de sua apresentação neste mundo.

Que o espetáculo da sua vida se torne uma inspiração para os espectadores

Inspire – ame – cultive – sinta – festeje – viva. Não perca tempo de ser diferente, de fazer diferente, de pensar diferente, de sentir diferente. Seja a diferença na vida daqueles que estão com você hoje. Amanhã… Bem, pode nem haver o amanhã.

Não perca tempo! Afinal, a vida é tão curta para ser vivida com pressa. Então, o que tem que fazer, faça hoje, viva hoje, queira o hoje. Faça a diferença hoje!

Assim, com certeza, estará escrevendo um epitáfio memorável, mas que não ficará inscrito apenas numa lápide, mas no coração e na memória de todos aqueles que ficaram.

Abraços.

Deixe o sol nascer!

Família em casa, toda reunida, aquele almoço gostoso, clima festivo, conversa em dia, risadas, todo o ambiente propício para celebrar. Crianças correndo e brincando, adultos conversando, homens de um lado, gargalhando alto, mulheres conversando baixinho…. enfim. Esse foi mais um dia em família.

No dia seguinte, rotina volta ao normal. Parece que a semana já começa pesada, sem ânimo para trabalhar, mal chegou no ambiente de trabalho, e logo no caminho, os problemas já vêm à mente. A cabeça se ocupa e tudo o mais…

Já está esgotada!

Mas a criança? Ah… A criança encara o mundo como algo novo e espontâneo. Interessante como para a criança o mundo é algo extraordinário, a vida é algo incrível. Já para os adultos, a vida é algo enfadonha, sempre mais do mesmo, se repetindo semana após semana.

E por que é assim? Caramba… se você souber a resposta, me fale agora. Eu tenho uma vaga ideia: o adulto deixa de ser criança, e vive em busca de responder as expectativas e responsabilidades. Por conta disso, esquece (não de ser criança) a novidade da vida. Fica tão atolado de compromissos que não tem mais tempo de contemplar a vida, apreciar as pequenas coisas, de imaginar, de sonhar, de perguntar, de ter curiosidade.

Parece que a vida passa a se resumir em trabalho, e trabalho, e trabalho.

Nos finais de semana, algo diferente de trabalho. E já na segunda, trabalho de novo. Meu Deus!!!!!

O fato aqui não é trabalho ou qualquer outra responsabilidade de uma vida em sociedade (o que é normal isso), mas o fato que com a idade avançando os sonhos vão diminuindo, as expectativas vão abrochando, a curiosidade da vida se esvaziando. E a vida fica triste, monótona, fria, cinzenta. A primavera infantil dá lugar a um outono camuflado de maturidade.

Ora, desde quando maturidade significa deixar de ter aquela curiosidade, aquele sonho, aquele encanto pela vida?

Conheço crianças que já são velhas, mas conheço idosos que são jovens. Não se trata de idade, mas de vitalidade. Vital!!!! Vida!!!! Ânimo!!! Desejo!!! Desejar a vida acima de tudo. Desejar-se! Encantar-se pelo mundo que está só esperando ser descoberto! E o novo, pode muitas vezes (e diria que na maioria delas) estar escondido dentro das velhas coisas, que são vistas ou vividas do mesmo modo.

O novo pode revelar-se à medida que seu olhar também muda! A vista de tudo depende qual montanha se escala!

Viva a vida. Permita que o sol venha a nascer no seu dia e na sua vida.

Medo do novo?

Estava refletindo esses dias o quão arrebatador pode ser o medo do novo. A novidade, o novo, aquilo que não se conhece é capaz de gerar medo, mas também expectativas… e grandes expectativas, por sinal.

O novo é um modo diferente do qual estamos acostumados. Nesse sentido, o novo é somente um modo de ser ou estar diferente daquele que estamos habituados. Diga-se de passagem, o ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar. Mesmo assim, o novo assusta!

Heidegger (1889-1976) foi um filósofo alemão. Sua grande obra Ser e tempo (1927) pode nos ajudar nessa reflexão.

É óbvio que você não é uma caneca ou qualquer outra coisa. No caso dessa caneca, ela será sempre uma caneca e sequer tem consciência de ser uma caneca. Você, ao contrário, é um ser humano. Mas olhe para a grande maravilha disso: um ser humano (o único ser na natureza) que tem consciência de si. Você é um ser que existe e tem consciência de sua existência. Por isso mesmo, nós somos seres humanos que vivem de modos diversos uns dos outros. Além disso, em sua própria vida, devido à sua consciência de si, já foram inúmeras as mudanças ocorridas no seu corpo físico, no seu modo de pensar, nos seus gostos, amizades, etc.

Pare agora! Caramba… você já passou por inúmeras mudanças e continuará mudando. Mas o novo assusta.

Estou te dizendo o seguinte: você é uma pessoa que tem todas as possibilidades em si, ou seja, você é um ser que vive em constante ‘vir-a-ser’. Agora o que te resta, depois de todo o exposto, conforme o pensamento de nosso amigo Heidegger, é a vivência de uma linguagem autêntica. A linguagem é uma forma de comunicação, e essa comunicação é fundamental para expressar-se com o mundo à sua volta. Assim, o tipo de linguagem que você comunica vai determinando o seu ser. Se você comunica uma linguagem autêntica, ou seja, aquilo que você é, o mundo interpreta essa linguagem como uma comunicação autêntica. Por outro lado,

se você não comunica uma linguagem autêntica, ou seja, quem você é (de fato!), que tipo de linguagem você tem comunicado?

Como sua linguagem é imprecisa, o mundo te impõe a linguagem dele; assim, você deixa de comunicar sua própria linguagem abrindo mão de todas as suas possibilidades, para comunicar a linguagem do mundo. Em outras palavras, deixa de viver a sua própria vida para viver a vida que o mundo te impõe.

É isso mesmo que você quer para você?

Uma linguagem autêntica é aquela que você, sendo você mesmo, exerce uma vivência sem o medo daquilo que os outros irão pensar, sem viver uma vida de auto represália, uma pseudo liberdade, deixando de fazer suas próprias escolhas e tomadas de decisão por conta de uma força externa a você que como te impõe a agir de determinada forma.

Voltando ao assunto… o medo de fazer o novo, de ser o novo, de pensar novo (leia-se também diferente) assusta por conta de uma insegurança, que muitas vezes, por trás dela, está o comodismo de outros dirigirem a sua vida e no momento que você precisa, de fato, tomar uma decisão por sua conta em risco, há o receio.

Uma tomada de decisão por conta própria é essencial para o processo de maturação do ser humano, e faz-se necessária para a comunicação de uma linguagem autêntica.

É como estar à mesa de um restaurante e o acompanhante perguntar a sua preferência no cardápio. E aí? Qualquer coisa serve?

Não foi à toa a imagem destacada da borboleta! É necessário passar pelas metamorfoses da vida.

Somos tão únicos!

Você já parou para pensar….

Vivemos em um planeta fascinante, com uma natureza espetacular…. São seres vivos de milhares de espécie que dividem e vivem em um único planeta: a Terra.

A Terra é o terceiro planeta daquele que chamamos de Sistema Solar, cuja estrela é o Sol. Todavia, graças a os avanços da ciência hoje sabemos que o Sol é somente uma estrela no meio de milhões de outras estrelas que, juntas, compõem o que chamamos de galáxia – a Via Láctea. Entretanto, a Via Láctea é somente uma galáxia no meio de milhões de galáxias que, juntas, formam o Universo.  Pela teoria da relatividade, hoje já não falamos mais em universo, mas em multiversos…. Nesse espaço infinito encontramos asteroides, constelações, buracos negros, nebulosas, pulsares, e tantas outras coisas.

Depois de toda essa apresentação (voltando para a Terra) perguntamo-nos quem nós somos? Incrível que um infinito acima de nossas cabeças exista e possa nos engolir a qualquer momento.

Imagem da Nebulosa de Órion. Fonte: Revista Galileu

Se já estava dramática a cena acima, imagine agora que na Terra existem cerca de alguns milhões de espécies de seres vivos. Dentre essas milhões de espécies há uma especifica que chama a atenção: o homo sapiens – a humanidade. Essa espécie ‘homo sapiens’ possui um registro de cerca de 7 bilhões de indivíduos e você é apenas um deles. Ou seja, você é um indivíduo de uma espécie de 7 bilhões de indivíduos que habita um planeta que comporta de 3 a 4 milhões de espécies conhecidas. Todas essas espécies habitam um planeta chamado Terra que é apenas o terceiro num sistema solar que é apenas um dentre milhões de tantos outros que formam uma galáxia, que por sua vez é apenas um dentre outras milhões que formam o universo.

Gerson? Oi. Me empolguei…. Cara, incrível, mas olhando sob esse espectro, não somos nada!

Por outro lado, incrível como você e eu e cada um dos indivíduos dessa espécie ‘homo sapiens’ é único. Ou seja, não há repetição. Você é único e não existe ninguém no mundo igual a você. Por mais que as combinações genéticas beirem o 100%, mesmo assim, não empata nos 100%. Meus parabéns!!! No meio de todo esse infinito vasto, você ainda é único!

Não queira ser como os outros. Seja você mesmo. Se ame como um ser singular que existe na Terra. Faça a diferença e busque a melhor versão de si mesmo. Afinal, você é único. Nunca houve e nem haverá alguém igual a você!

Todos nascemos originais e morremos cópias, dizia Carl Jung. Chegou a hora de viver a sua originalidade!

Em busca de sentido

Viktor Frankl (1905-1997) é o fundador da logoterapia – psicoterapia fundamentada na busca de sentido. Para a Logoterapia, o indivíduo deve buscar a superação de si e daquilo que o circunda por meio da busca do sentido. Nessa linha existencial, como ele mesmo retrata em seu livro “Em busca de sentido – um psicólogo no campo de concentração, a força que estava por detrás da superação dos campos nazistas era a busca do sentido de sua existência.

Não querendo me aprofundar na Logoterapia, até porque me falta gabarito para tal, mas o que percebo são pessoas alienadas vivendo em uma sociedade alienada, exercendo atividades alienadas e alienantes, porque perderam algo. Sabe aquele brilho no olhar?

É como a novidade de um encontro com a pessoa amada, ou a expectativa do primeiro dia de aula ou de trabalho…. A novidade! O Novo pode assustar, mas me parece que permanecer na mesmice é mais assustador. Não é a mesmice daquilo que se vive, mas a mesmice de encarar tudo da mesma forma…

Talvez o que te falta hoje não seja mudar a sua rotina, mas mudar o modo de encarar a sua rotina. Quem sabe? Uma rotina, seja ela qual for, não é boa nem ruim. Mas o modo como lidamos com ela é o que a torna boa ou ruim, interessante ou monótona.

Um relacionamento de tantos anos, o mesmo emprego tantos anos, a mesma casa tantos anos… Como a canção: “a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores e o mesmo jardim…” Vai enxergar sempre o mesmo e viver assim, ou prefere buscar o sentido de todas essas coisas?

Mas Gerson… Não vejo sentido nisso que estou fazendo! Que tal imputar um sentido para a sua vida, então?

#ficaadica

Onde está o teu tesouro?

A filosofia estoica nos traz o ensinamento de que a felicidade consiste no desapego da vida, ou seja, quanto mais desapegado das coisas e das pessoas, maior a felicidade: é a busca da ataraxia (termo grego que pode ser traduzido por ‘paz de espírito’)

Bem, hoje vemos pessoas tão aceleradas, correndo em busca de ter e acabam deixando de lado o ser. É como costumo dizer:

‘as pessoas são queridas pelo que elas possuem e não por quem elas são’

Ao meu ver, há um investimento que vai muito além do financeiro. Não se trata somente d eum investimento financeiro, mas outro tipo de investimento. Afinal de contas, a roda da nossa vida não consiste apenas naquilo que temos, mas em quem somos e nos vínculos que criamos.

Há uma busca frenética pelo ter: ter o carro do ano, as roupas de marca, vários imóveis, ter isso, ter aquilo… Mas há tempo de investir a sua vida no verdadeiro tesouro que é você e seus vínculos afetivos?

Se morresse hoje, que falta faria? (questionamento esse que Mário Sérgio Cortella nos traz). Será que as pessoas sentiriam falta de quem você é ou do que você pode lhes dar enquanto bens materiais?

De fato, os bens espirituais são muito mais elevados que os bens materiais!

Investir na família, nos amigos, nos vínculos afetivos, no seu bem-estar espiritual: eis um verdadeiro investimento que gera lucro!

Pense nisso! As pessoas correm atrás de possuírem inúmeras coisas, mas perdem a oportunidade de serem pessoas melhores, que deixam sua marca registrada na vida das outras pessoas, um verdadeiro legado e patrimônio espiritual que jamais será esquecido.

Desapegue-se dos bens materiais e se apegue ao que, verdadeiramente, tem valor inestimável.