Uma nova visão

O filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980) não concebia uma natureza humana, mas sim uma condição humana de existência, ou seja, um conjunto de limites a priori concebidos para esboçarem a situação fundamental do sujeito no universo. Segundo ele, um desses limites a priori é a liberdade, visto que é o seu exercício que move o ser humano durante a sua breve existência. É ela, a liberdade, em seu exercício, que definirá o ser humano enquanto tal.

Se para o filósofo, a liberdade é o valor constituinte da condição humana, e seu exercício é o que o definirá enquanto tal, a máxima sartreana “Não importa o que fizeram de você, mas sim o que você faz com aquilo que fizeram de você”, então as inúmeras situações que passamos por nossas vidas devem, necessariamente, passar por uma ressignificação por nós mesmos. Ou seja, se trata de dar uma interpretação autoral para cada situação que vivenciamos – não se trata de simplesmente assumir aquilo que vem de fora como sendo seu, como situações impostas pela vida e pronto. Se elaborar é justamente a ressignificação de um trauma, a partir do momento que o exercício da liberdade conduz o ser humano à refazer/modificar aquilo que fizeram com ele, a passagem de um processo de heteronomia para a autonomia fica cada vez mais evidente. Neste ponto, convergem a psicanálise freudiana e o existencialismo sartreano.

A vida do sujeito pode ser marcada por diversos eventos, mas é imprescindível que esses eventos sejam postos à mesa e ressignificados. Definitivamente, cada um de nós deve exercer o direito de opinar sobre sua própria vida, deve ter o direito de se manifestar sobre si mesmo. Tem, não só o direito, mas o dever, de sair da platéia, ou de um papel coadjuvante de sua história para exercer o papel principal.

  • Vai ficar no anonimato em sua própria vida até quando?
  • Vai permitir que os outros ditem a sua vida até quando?

“Não importa o que fizeram com você, mas sim, o que você faz com aquilo que fizeram com você”

Você pode tomar uma postura conformista, uma postura de lamentação, uma postura de abstrair e seguir em frente, uma postura de reviravolta e transformar aquilo em uma potência em sua vida.

Aquele abraço!

“É preciso sair da ilha para ver a ilha”

frase icônica de José Saramago.

Para apreciar uma paisagem, seja ela qual for, é preciso estar fora dela, do contrário, você sempre irá apreciar o seu redor. Estando numa praia paradisíaca, você aproveita o momento curtindo, mas pouco é capaz de contemplar a beleza daquele lugar estando ali, será necessário afastar pela costa para apreciar aquele paraíso. Concorda?

Você já reparou que você não consegue se ver se não for por meio de um reflexo? Seja, num espelho, uma imagem refletida na água, no vidro, uma fotografia, etc… Para se ver, você precisa de um reflexo. Caso contrário, ficará fadado a contemplar seu umbigo e a ponta do nariz (risos).

Obviamente, há um processo por trás disso que estou falando. Olhar a si mesmo por meio de uma imagem é o mesmo que sair de si. Credo! Sair de si mesmo para se ver como tal.

Deixe sua imaginação fluir no que estou dizendo: é como se a sua consciência, por um momento, saísse do seu corpo. Ali, então, você conseguiria captar a imagem de si como você realmente é, você conseguiria contemplar a si mesmo, por conta que a sua imagem está fora de você mesmo – foi projetada para fora.

Claro que não estou falando de qualquer tipo de espiritismo ou realismo surreal, ou qualquer tipo de fantasia. Só um modo de exemplificar o processo.

Assim, para se ver, de alguma forma a imagem de quem você é deve ser projetada para fora de você mesmo. Assim, você consegue ver seu corpo. Mas também pode projetar seus pensamentos, seus sentimentos, suas atitudes, a ponto de se ver em outras pessoas, pelo menos aquele ‘algo’ específico. Está entendendo?

Agora vamos supor que numa relação entre pessoas (e espero que você se socialize), ambos tenham a grande dificuldade de se projetar para fora de si. Nesse caso, estariam fadados ao fracasso nessa relação (seja uma relação amorosa, pessoal, profissional, fraterna, e assim por diante). Não haveria modo de se entenderem, pois ambos só conseguem enxergar a partir de seu ponto de vista – precisam desenvolver a habilidade de sair de si mesmo e olhar como alguém de fora – como disse acima, só conseguem olhar para seu próprio umbigo.

Pois bem, quem sou, como estou, o que faço, como faço, o que penso, como penso, o que sinto, como sinto… (ufa) requer uma autoanálise de sair de si mesmo e se enxergar com os olhos de quem vê de fora. Nesse caso, o outro me vê, me percebe, me sente de uma forma diferente da minha. Será que a forma que ele sente é a forma que eu sinto? Mas por que será que ele sente dessa forma? Por que será que ele percebe dessa forma?

O outro pode ser o outro, como também pode ser eu. A partir do momento que eu saio de mim para entender o mundo como a outra pessoa entende, para sentir como a outra pessoa sente me torno o outro, visto o papel do outro em minha vida. Posso ser o outro para mim mesmo, como posso ser o outro para o outro. Enxergar o outro do ponto de vista do outro e confrontar com o meu. Eita exercício hercúleo esse.

O nome dado a esse processo de sair de si, se soltar do seu ponto de vista e ver a partir do ponto de vista do outro é a chave para a EMPATIA.

Diga-se de passagem, como há escassez de empatia hoje em dia… sobra antipatia! Parece faltar empatia para com o outro e para consigo mesmo. Infelizmente.

Pessoas fechadas em seu mundo, em seu ponto de vista, em seu modo de ser, de pensar, de agir… Tão presas em si, que são incapazes para ‘o novo’ em suas vidas. Estão acostumadas a prisão em que se colocaram que perderam a expectativa do ‘e se?’. Perderam de vista as possibilidades, tudo porque se fecharam em seus pontos de vista e excluíram a possibilidade do outro, inclusive a possibilidade delas mesmas se verem como o outro.

Pense em como a sua vida daria um verdadeiro ‘up’ com a vivência da empatia. Pensou?

Meu motivo!

“Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como”, frase do famoso filósofo Nietzsche.

Essa frase diz respeito aos motivos. Uma pessoa motivada, você há de concordar comigo, é uma pessoa cheia de vida, entusiasmada. Já uma pessoa desmotivada é triste. O paralelo entre ânimo e desânimo é inevitável. Uma pessoa motivada é uma pessoa animada; uma pessoa desmotivada é uma pessoa desanimada. Só para esclarecer a relação aqui, a palavra ânima, do latim, significa alma, que é o equivalente de vida. Ou seja, uma pessoa com vida; uma pessoa sem vida.

Os motivos que inserimos em nossas vidas são determinantes para nossa peregrinação. A motivação como um motivo, um alvo, um objetivo, um porquê, se faz fundamental para uma vida cheia de vida. E quanto maior a motivação você tiver, maior será a sua resposta à vida.

Você já listou seus motivos? Seus porquês da vida? Aquilo que faço, por que faço? Aquilo que penso, por que penso? Aquilo que sinto, por que sinto? Aquilo que vivo, por que vivo? Quem sou, por que sou?

Liste seus motivos e motive-se a conquistar a plenitude de sua vida.

Para o filósofo grego Aristóteles, a felicidade consiste na plenitude da alma, em todos os seus âmbitos. Você pode ter algum significado diferente para felicidade. Não importa o significado que você dê para a felicidade, o que importa é se seus motivos são válidos para você e dados por você (não por alguém de fora).

Na correria do dia a dia, nos perdemos em tantas coisas, que chegando à noite, só pensamos em dormir. Fazemos, fazemos, fazemos… São tantas coisas com o verbo fazer! Todavia, se não há um motivo por detrás de cada atitude que tomamos, um motivo realmente excelente, facilmente tornamo-nos robôs. Por exemplo, trabalhar em uma função qualquer, de um empresa qualquer, desempenhando atividade qualquer, somente pelo benefício do salário, faz você se sentir frustrado 29 dias no mês, estando feliz (e olhe lá) somente no dia do pagamento. Está certo isso? Qual a coerência de vida nesse fato? Poderia citar vários outros exemplo, mas acredito que seja o suficiente para pegar o fio condutor do que estou dizendo.

Qual seu maior motivo de vida? Já pensou sobre isso?

Motivo + Ação = Motivação!

Competência nossa de cada dia!

Algo que se ouve falar bastante nos dias de hoje, seja na área profissional ou pessoal é o termo ‘competências’. Ser competente, ter competência é um grande diferencial hoje em dia.

Você sabe o que é competência?
Competência é a capacidade de coordenar, de modo eficaz, diferentes conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem um desempenho superior.

Na figura abaixo, podemos ver que uma competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes:

Ou seja, não basta só saber o que fazer, não basta só saber como fazer, não basta só fazer. Ter o conhecimento de como fazer mas não fazer, não faz de ninguém competente. Assim como saber como fazer, mas faltar o embasamento teórico também não faz de ninguém competente.

Quando você busca somente resultados, talvez saber como fazer ajude. Se tratando das coisas da vida humana, não basta só ser eficaz, é preciso ter eficiência, também.

Como existem diferentes tipos conjuntos de conhecimento, habilidades e atitudes, logo, existem diferentes tipos de competências. Ser conhecedor de uma área específica, não me faz competente naquela área – sabe aqueles tutoriais de internet? Então, eles só ensinam como fazer, não torna ninguém competente naquilo.

Em todos os aspectos da vida, buscar a excelência é buscar a competência naquilo que se faz. Ser excelente é ser competente. E isso se aplica em todas as áreas da vida humana. Estar num relacionamento, por exemplo, implica em conhecimento, habilidade e atitude. Um exemplo simples: não basta saber quem é a outra pessoa (conhecimento); assim como não basta saber como agradar a outra pessoa (habilidade); nem basta somente ter atitudes que vão de encontro com a outra pessoa (atitudes). A outra pessoa quer ser conhecida, que ser amada, quer ser respeitada e suas atitudes devem vir de encontro a tudo isso.

Agir por agir, sem sentimento, não quer dizer nada; sentir por sentir, sem se aprofundar na outra pessoa, não quer dizer nada; conhecer os gostos e desgostos da outra pessoa, não quer dizer nada. Um aspecto complementa o outro. Dessa forma, precisa haver competência num relacionamento.

Em nossa vida somos cercados por relações que, para terem sucesso, precisam ser competentes. Seja no campo da afetividade, seja no campo espiritual, profissional, pessoal, etc.

No campo das competências comportamentais, podemos citar seis:

  • Capacidade de decisão: saber ponderar prós e contras para seguir o melhor caminho
  • Empatia: colocar-se no lugar do outro e compreender seu ponto de vista
  • Liderança: capacidade de motivar e influenciar as pessoas
  • Controle emocional: reconhecer suas emoções e saber administrá-las
  • Antecipação: não ficar esperando as coisas caírem do alto; ser proativo
  • Automotivação: capacidade de manter-se motivado

Essas são apenas competências comportamentais que todos nós devemos evoluir e aprimorar. Claro que existem outras inúmeras competências. Como evoluir as competências?

Martin Seligman, em sua obra, Felicidade autêntica, elenca 6 virtudes ubíquas, ou seja, virtudes que estão presentes em quase todas as culturas e povos. Elas são fundamentais para a evolução e aprimoramento dessas competências comportamentais citadas acima, e todas as outras:

  • A sabedoria e o conhecimento: gosto pela aprendizagem;
  • A coragem: bravura, perseverança e integridade;
  • A humanidade: bondade e amor para se dispor a ajudar os outros e a si mesmo;
  • A justiça: cidadania, imparcialidade e liderança;
  • A temperança: autocontrole, prudência e humildade;
  • A Transcendência: engloba tudo aquilo que vai além do que é possível enxergar

Claro que não se trata de um manual, apenas um post. Espero, de coração, que cada um possa estimular a sua própria excelência (competência) aprimorando-a e fortalecendo-a.

Lembre-se que as competências não são fixas. Você pode exercitá-las.

Abraço.

Não sei se eu caso ou compro uma bicicleta…

Esses dias estava acompanhando uma dessas séries da Netflix. Em um diálogo dos personagens algo me chamou muito a atenção: ‘Você não pode duvidar de suas escolhas’. Se tratava de uma pessoa bastante insegura sobre suas decisões. Na mesma hora em que ouvi aquela frase me veio à mente que, realmente, não podemos duvidar de nossas decisões, pois a dúvida deve anteceder à decisão.

Se tomarmos uma decisão, seja ela qual for, não podemos ficar com dúvida da decisão tomada, não podemos ter insegurança. Precisamos ser assertivos!

É claro que não estou falando daquelas decisões que são menos importantes em nossa vida, como qual a comida iremos comer, qual filme iremos assistir, onde vamos no feriado ou qualquer coisa assim. Estou falando daquelas decisões que de alguma forma irão impactar em nossa vida e até mesmo na vida dos outros (se bem que tem um monte de gente com imensa dificuldade em tomar decisões até para essas coisas simples).

É essencial saber tomar decisões a fim de se alcançar uma vida mais próspera, seja nos âmbitos pessoal, amoroso, social, profissional, financeiro, etc.

O processo de tomada de decisões requer, em primeiro lugar, autoconhecimento. O autoconhecimento, além de mostrar os pontos fortes e fracos, é totalmente relevante para identificar o que realmente importa para si.

Como disse acima, nunca devemos questionar as decisões que já foram tomadas. Elas devem ser questionadas antes de serem tomadas. A falta de uma análise abrangente da situação, uma visão mais holística da coisa e o excesso de opções são inimigos ferozes dessa tomada assertiva. Não adianta ficar lamentando o leite derramado, como dizia minha mãe.

Você já ouviu falar em ‘assertividade’?

Uma pessoa assertiva é aquela que demonstra segurança ao agir. Ela se comporta de maneira firme e clara, demonstrando resolução e decisão em suas palavras.

Mas como chegar a esse ponto? Bem, ser assertivo nem sempre significa estar certo ou errado, mas em agir da melhor forma possível, ter a melhor postura possível, tomar as decisões da melhor forma possível. Não se trata de um manual de perfeição ou de ‘como nunca errar’, mas de percorrer o melhor caminho possível para ter tranquilidade, segurança e confiança em suas decisões e com as pessoas.

Ser uma pessoa assertiva significa ser capaz de encontrar soluções sem anular seus desejos e necessidades. Portanto, não é ser uma pessoa passiva, o ‘bobão da turma’, mas encontrar o equilíbrio entre o comportamento passivo (daquele que se anula) e o comportamento agressivo (daquele que não cede jamais). Compreender as próprias necessidades e as necessidades dos outros é de suma importância para a assertividade. Saber encontrar soluções para um conflito de maneira equilibrada, eficiente e construtiva – sabendo seus próprios limites, direitos e desejos, como os do outro.

Pessoas assertivas, em geral, são mais felizes. Sabe por quê? Pelo simples fato dessas pessoas não ficarem remoendo suas decisões, se lamentando por elas, pelo que fizeram ou pelo que não fizeram. Elas questionam-se antes da decisão tomada – procuram a melhor forma de determinarem seus objetivos, analisam as consequências, buscam o equilíbrio – por meio do autoconhecimento.

Questionar-se é um dom. Mas não questione suas decisões. Elas já foram tomadas. Se não foi a decisão mais correta, ok. O que você vai fazer? Vai ficar se lamentando? Não!!! Hora de agir de forma melhor/diferente, lembrando que insistir não é o mesmo que persistir.

Seja assertivo consigo mesmo. Seja mais feliz!

Abraço.

Meu Pôr do sol

Poucas coisas na vida são tão gratificantes quanto aquilo que não pode se comprar, mas simplesmente receber de forma espontânea e gratuita. A gratuidade de um gesto, de um abraço, de um sorriso, de um ombro amigo, de alguém para estar contigo livre de interesses, de um amor, e tantas outras coisas que poderia citar aqui (mas que com certeza, você listou em sua mente).

Quantas não são as pessoas carentes de um gesto de carinho ou de um ‘eu te amo’ verdadeiro? Pois é, eu conheço várias assim. Acredito que você também. Conheço muitas pessoas que tem várias coisas, mas lhes falta algo que preencha o interior delas, são abastadas por fora, mas miseráveis por dentro, são ricas em suas contas bancárias, mas pobres em seu interior, possuem grande poder aquisitivo, mas carentes de amor, atenção, carinho. Quantos não são os pais que provém seus filhos de todas as coisas menos de atenção? Ou os filhos que sequer reparam na presença dos pais?

Isso me leva a pensar que apreciar a vida é um exercício rotineiro que enobrece qualquer um, imputa um sentido maior para a nossa breve existência na terra. Um exemplo disso é o sol. Em muitas culturas antigas o sol era cultuado como um deus. Esse culto ao sol pode-se perceber até hoje. Muitas pessoas se aglomeram em vários pontos, seja no campo, na cidade, na praia, para apreciar o pôr do sol. Não só contemplam o seu pôr, mas o aplaudem.

Pedra do Arpoador – Rio de Janeiro

Veja os cariocas, por exemplo, se reunindo na pedra do Arpoador para o pôr do sol. Se reúnem como um ritual.

Afinal, o pôr do sol, tem algum significado?

O pôr do sol é complemento de um ciclo da terra em torno de si mesma, ou seja, o dia. É, portanto, a oportunidade de olhar para si mesmo e refletir sobre como foi seu dia, como forme de completude da vida. É a oportunidade de agradecer, num simples gesto de gratidão, por mais uma oportunidade de completar mais uma volta ao redor de si mesmo, mais uma oportunidade que foi dada por viver mais um dia.

Como seres humanos, somos capazes de fazer do pôr do sol um fenômeno muito maior que um ato da natureza. Podemos fazer dele um espetáculo, um sentido, um motivo, dar um significado. Dar um sentido além do físico requer certa admiração. O mesmo que se faz ao admirar uma música, uma apresentação, uma obra de arte, uma roupa, um gesto, etc. Esse ‘admirar’ que nos leva a ‘mirar com’, ou seja, ‘olhar com’. Quando você admira algo aquilo ganha um novo significado porque você passa a ‘olhar com outros olhos’.

Cá pra nós, uma vida vivida sem o poder da admiração, da contemplação, do significar além, se reduz meramente ao aspecto físico. Nesse sentido, um pôr do sol é só mais um pôr do sol, um dia é só mais um dia, um sorriso, um abraço, uma palavra, um gesto… são só mais daquilo, sem um significado maior.

Minha esposa tem o costume de, sempre que possível, contemplar o pôr do sol. Ela me faz um convite tão profundo de contemplar aquele pôr do sol com ela. É como se aquele pôr do sol fosse para ela, unicamente para ela. De certa forma, ela está certa. Porque aquele pôr do sol tem um significado único para ela, assim como tem um significado para mim. Tenho um motivo, uma inspiração, um agradecimento que é meu, diferentemente dela, que é o dela.

Sabe aquele pôr do sol? Então… é especialmente para você, se você assim o quiser. Se você der um significado a ele, ele terá, caso contrário, não. Assim é em toda a nossa vida. Dar um significado a toda ela: nossos relacionamentos, nossas atividades, nossos sentimentos, nossos pensamentos.

Contemplar o pôr do sol vai muito além de contemplar o pôr do sol. Diz muito de quem você é e quer ser.

Não apequene sua vida, dando um significado pequeno a ela. Olhe além, vá além, viva além.

Signifique a sua vida. Se for o caso, re-SIGNIFIQUE-a.

Foco na meta!

Com certeza você já ouviu falar em foco.

O foco é um dos grandes fatores que contribui para o aproveitamento do nosso tempo. Sempre que perdemos o foco com diversas interrupções perdemos a concentração e a inspiração (além de gastarmos tempo), e somos obrigados a gastar muita energia para retomarmos aquilo que estávamos fazendo.

Ocorre que essas ‘benditas’ interrupções podem ser ocasionadas por nós mesmos, por outras pessoas ou por fatores externos. Pode ser que essas interrupções fujam ao nosso controle, aí é importante saber lidar com a situação e não permitir que isso nos controle, caso contrário, já era.

Uma dica muito importante vem dos nossos amigos estoicos: Controle o que pode ser controlado e aceitar o que não pode ser controlado. E foco é algo que podemos controlar. Focar naquilo que deve ser feito, focar naquilo que necessita atenção, focar naquilo que marcamos como prioridade. As distrações ocorrem, e muito. Pode ser que muitas dessas distrações também estejam sob seu controle ou não.

Existem vilões para perder nosso foco:

  • Falta de concentração
  • Perfeccionismo
  • Indecisão
  • Autodistração
  • Falta de motivação
  • Medo de errar
  • Mudanças de prioridade
  • Falta de informação suficiente
  • Dificuldades para realizar tarefas

Pois é. Parece que as coisas, no geral, seguem os princípios da lei de Murphy:

  • Nada é tão simples quanto parece;
  • Tudo demora mais do que você imagina;
  • Se houver a possibilidade de algo dar errado, dará.

Aí você acorda de manhã, faz seu plano de ação, elenca as prioridades, e no decorrer do dia, por algum motivo, algo dá errado, sai do controle, ocorrem imprevistos, e lá se foi seu plano de ação. Sendo bem sincero, muito disso (não sei se é o teu caso) está relacionado com uma simples palavra: NÃO!

Dizer não é para corajosos! Saber dizer não é uma capacidade notável! Dizer não para nós, para certos hábitos, sentimentos, pensamentos; dizer não para os outros (haja coragem, vontade e autodeterminação para isso); dizer não para as distrações; dizer não para aquilo que não é relevante, para aquilo que não é prioridade. Saber dizer não para aquilo que deve ser dito não – naquele momento, naquele lugar, naquela ocasião.

Pedro Calabrez é enfático ao nos dizer que é impossível ao cérebro humano focar em várias coisas ao mesmo tempo. O que fazemos é alternar o foco. Então, toda vez que você foca algo, desfoca outro. Toda vez que você direciona sua atenção, seu humor, sua energia para algo, tira de outro. Nos deparamos com tanta informação que vivemos em uma ‘crise de atenção’. Somos bombardeados que não sabemos nem em que prestar atenção. E cada minuto há uma novidade. Por isso a importância de sermos seletivos com a nossa atenção, sermos determinados com nossos objetivos e prioridade. Dizer não!

Vale lembrar que foco não é um dom inato, cujo nascemos. Foco é uma habilidade, e, por tanto, pode ser desenvolvida. Pode ser que você esteja remando e remando e remando, mas o foco está direcionado para outro ponto. Gosto muito do exemplo da direção de um carro: se você estiver dirigindo e vir a perder o controle por conta de aquaplanagem, por exemplo, não adianta o esforço que venha a fazer, o carro está focado em algo e não irá parar até colidir com o foco (direção, seta, objetivo). Portanto, desenvolver a habilidade do foco é, como se diz, desenvolver ‘o núcleo de todas as habilidades’.

Gosto muito da relação que há entre foco, motivação e hábito. O foco revela nossos objetivos, metas, prioridades. A motivação nos impulsiona, nos leva a querer, nos faz buscar. O hábito nos disciplina, nos educa, nos faz fazer o que deve ser feito.

Como diz Augusto Cury, sonhos e disciplina devem andar lado a lado.

Faz-se necessário alinhar a disciplina, objetivos claros e uma vida organizada. Evite a procrastinação!

Abraço!

É tudo questão de prioridade!

Quais são seus objetivos? Quais são seus planos? Suas metas?

Fixar objetivos é de suma importância para racionalizar e tornar nosso tempo mais produtivo. Objetivos claros, definidos e alcançáveis. Quando se tem uma meta é mais fácil saber para onde ir. Como dizia o Gato Chesire à Alice: “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”. Saber para onde quer ir, onde quer chegar é o primeiro passo para o sucesso.

“Mantenha o foco nas suas metas para alcançar o seu objetivo, porque se não as perseguirmos serão apenas sonhos que desaparecem quando acordamos. Quanto maior o objetivo, maior a necessidade de se caminhar continuamente na sua direção.” –  Luiz Carlos Guglielmetti

Estabelecer objetivos é fundamental e deve ser visto como o primeiro passo para melhorar a utilização do tempo e, consequentemente, da sua vida. Ache tempo para as definir e depois as escreva. Ter as metas claras, bem definidas e escritas é importante porque se dá corpo a elas, não fica somente no mundo ideal, mas traz para o físico. Você dá corpo a elas.

“Sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, e disciplina sem sonhos produz pessoas autômatas, que só sabem obedecer a ordens.” – Augusto Cury

Aparentemente parece algo simples, mas não é. Para se fixar objetivos é necessário um grande esforço de reflexão, introspecção e autoconhecimento. Seja sincero consigo mesmo. Olhe para dentro de si e encontre o que você, realmente, busca para a sua vida.

Para atingir os objetivos é preciso agir de maneira prática, e o melhor caminho para isso é coloca-los no papel. Dessa forma eles tomam corpo, deixam de ser ideias e passam a ser projetos concretos. Além disso, a leitura das metas estimula os sentimentos de autoconfiança e otimismo. Daí a importância de um plano de metas.

Todavia, estabelecer a lista é o primeiro passo. O segundo passo é marcar as prioridades, definir as prioridades. Quando estipulamos uma prioridade inevitavelmente deixamos outras atividades em segundo, terceiro, quarto plano.

Priorizar é o processo para determinar o que é mais importante para você.

“Conhecer a si, conhecer meus valores, conhecer o que eu gosto, conhecer o que eu faço, conhecer o que de fato eu tenho interesse…precisamos aprender a refletir e saber nossas prioridades.” – Karnal

Infelizmente, o passo de estipular as prioridades gera muitos conflitos internos, pois priorizamos as coisas urgentes e não as importantes, muito menos as essenciais. Precisamos levar em conta as coisas básicas, fundamentais e essenciais em nossa vida. E nisso falhamos, e muito. As urgências da vida tomam nosso tempo, nosso ânimo, nossa energia. Falta, então, vida para aquilo que é importante e essencial. Daí a relevância de separar o urgente do importante. Enquanto você priorizar o urgente não terá tempo para o que é importante em sua vida. É tudo questão de prioridade!

Somente quando pudermos romper com a tirania do urgente é que resolveremos o problema da falta de tempo.

 “A crise, seja econômica, política, ou de valores, é “um bom momento para rever prioridades”. – Karnal

Jamais esqueça, porém, que tudo na vida é prioridade. E você precisa ser a sua prioridade!

Cuide-se!

Recomendado:

Viver no tempo é uma arte!

Quantas horas tem seu dia? Quantas horas você precisa que tenha seu dia?

Você há de concordar comigo que na sociedade contemporânea marcada pelo consumo, o tempo é um elemento de riqueza a serviço, unicamente, da produção de bens de consumo e do lucro. Não existe mais o tempo enquanto tempo, mas enquanto produto. Queremos o tempo ao nosso serviço, cunhamos até expressões como ‘tempo é dinheiro’, mas tempo não é dinheiro. Tempo é algo indelével, não volta. O tempo porta o álbum de nossas vidas.

O tempo não é um bem material: não pode ser visto, tocado ou apalpado; pode apenas ser sentido. Ele está sempre presente. Não pode ser interrompido, e nunca deixa de existir. O tempo é uma das poucas coisas que o homem nunca conseguiu controlar, e é por isso que ele sempre exerceu tanto fascínio sobre o ser humano.

Não fique achando que tem todo o tempo do mundo! Pode ser que ele é quem te tenha!

Nem sempre percebemos o tempo da mesma forma. Às vezes, temos a sensação de que o tempo não passa. Em outras vezes, temos a impressão de que as horas passam rápido demais. Outras ainda, parece que o tempo não foi suficiente. Tudo está relacionado no modo como o utilizamos; ressaltando: não é a quantidade de tempo, mas sim a qualidade e a forma como organizamos nosso tempo que fará toda a diferença.

Sempre há tempo suficiente para as coisas que realmente julgamos importantes. A dificuldade está em determinar o que de fato é importante, priorizando tarefas. O problema não é a falta de tempo, mas a maneira como o utilizamos.

Segundo Mário Sérgio Cortella, grande pensador da atualidade no Brasil, tempo é questão de prioridade’.

Viver no tempo é algo que deve ser aprendido. A maioria das pessoas que se sentem realizadas e felizes tem o cuidado de planejar o seu tempo para poder realizar todas as tarefas que precisam. Por outro lado, a falta de tempo gera uma espécie de frustração nas pessoas.

Viver no tempo é uma arte!

As atitudes que temos perante nossas atividades afetam o nosso desempenho frente ao uso do tempo. Podemos tomar atitudes positivas (que levam à utilização racional do tempo) e negativas (desculpas, procrastinação, desinteresse, etc.). Outra questão é o fato de, por vezes, nos atermos mais às atividades do que aos resultados, somos mais eficientes do que eficazes.

Saber como fazer uma tarefa não é suficiente. Conhecer o que deve ser feito é diferente de realmente fazer. Um é conhecimento, o outro é comportamento. Por isso a importância de se automotivar e de ter atitudes corretas em relação ao tempo. A prática assídua da automotivação é fundamental para manter o equilíbrio. Administrar o tempo é fazer as coisas de forma inteligente e não trabalhar arduamente. Já dizia Pitágoras que ‘com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito’.

O plano de ação é uma excelente ferramenta de organização pessoal em nossa gestão do tempo. No blog Digital Manager Guru, encontrei uma lista de dicas que podem nos ajudar com isso. Destaco:

  • Processos definidos;
  • Trabalhar com agenda e lista de tarefas;
  • Determinar limite de tempo para as tarefas;
  • Eliminar as distrações;
  • Delegue ou terceirize;
  • Pausas regulares

A grande chave para uma boa gestão do nosso tempo é o equilíbrio. Equilíbrio de tempo não consiste em dividí-lo em partes iguais, mas organizá-lo de modo que possa estar a seu favor e contra você.

Como diria Chorão: “Não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover…”

Persistência: tente outra vez!!!

Você já reparou no movimento da água? Reparou como ela procura qualquer brecha, qualquer saída que seja para continuar seu curso? Caso contrário, ele fica estagnada, parada, empoçada.

Os animais se comportam da mesma forma, quando acuados. Procuram qualquer saída para se livrarem daquela situação.

E quanto à borboleta? Para se tornar a belíssima borboleta que é foi preciso passar por um grande processo de transformação – passa por uma intensa metamorfose anatômica.

Pois bem, como podemos relacionar esses três eventos? Levemos essas três esferas para os homens.

Inúmeras vezes em nossa vida, ou pode ser até o momento atual de sua vida, nos sentimos encurralados, desnorteados, nos sentimos sufocados, como que se tivéssemos tomado uma porrada tão forte na vida que fomos jogados na lona…. Cansados, estressados, sem saída, desesperados, e assim por diante.

Então, veja a água: se não encontrar nenhuma saída, ela ficará empoçada, ficará parada, na mesma. Veja um animal: se não encontrar uma saída, uma rota de fuga, será preso e até morto.

De fato, encontrar uma saída num meio de turbilhão, numa tempestade interna, numa avalanche de problemas não é algo fácil, mas é essencial.

O primeiro passo é respirar fundo, acalmar as ideias, apaziguar as emoções, relaxar. Sem isso, será impossível ver a cena de fora e tentar achar uma solução, uma saída.

O segundo passo é listar os problemas. Lidar com nossos demônios, assumi-los, reconhece-los. É de suma importância saber com quem está lidando.

O terceiro passo é, após o relaxamento e a análise dos fatos, estudar as possibilidades. Possibilidades e alternativas para os pontos que foram detectados. Claro que não será fácil. Acenamos para nossa amiga borboleta. Fazer as mesmas coisas, pensar as mesmas coisas, sentir as mesmas coisas… Nada mudará – é preciso uma metamorfose no modo de ser, de viver, de agir, de pensar, de sentir.

O grande Charles Chaplin já dizia que “a persistência é o caminho do êxito”. Sendo ousado, acrescentaria a motivação e a disciplina.

Ressoa em meus ouvidos aquela linda canção da Dóris – Procurando Nemo: “continue a nadar, continue a nadar…” Isso é tão estimulante, tão motivador! As coisas podem estar horrendas: continue a nadar. Quando não se sentir motivado suficiente para tomar tal atitude: continue a nadar. Quando você se encontrar perdido, se sentido no meio de um tiroteio: continue a nadar. Não escute a voz daqueles que te mandar parar na vida, estagnar, ficar empoçado encurralado, ou permenacer uma lagarta… Continue a nadar.

Se tiver vontade de gritar, grite. Mas não pare. Continue, persista, viva. Jamais esmoreça. Continue a nadar!

Pense no Scrat, aquele esquilinho da animação “A era do gelo”. Ele agarra aquela noz e passa filme após filme atrás dela, como que obcecado. Ele não desiste, não desanima, não esmorece. Ele é persistente… Aquele sim. Pode acontecer o que acontecer, ele não desiste dos seus objetivos! Já dizia o saudoso Raul Seixas: “Tente outra vez”.

PS: há uma grande diferença entre persistir e insistir. Insistir é tentar e tentar e tentar, sempre do mesmo jeito. Persistir você tenta, tenta e tenta, sempre buscando novas alternativas.

“Desistir… eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.” (Cora Coralina).

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