Livres ou escravos?

Você já ouviu falar em síndrome de Estocolmo?

Conhece a história da Bela e a fera?

Pois é, estão intimamente ligadas.

A relação afetiva que a princesa cria com seu ‘anfitrião’ (a fera) é justamente o que é a síndrome de Estocolmo. Em um sequestro ocorrido na cidade de Estocolmo, Suécia, no ano de 1973, a investigação percebeu que houve uma afinidade entre os sequestradores e os reféns.

A síndrome de Estocolmo é essa relação afetiva que surge entre o sequestrador e o refém. O apego, o afeto, como uma forma de proteção, de segurança, de sentido é o que caracteriza essa síndrome (claro, inconsciente).

Já assistiu a série ‘La Casa de Papel’? (diga-se de passagem: super recomendo). Há um típico exemplo disso, no relacionamento entre o personagem Denver (Jaime Lorente) e uma das reféns, que, curiosamente, se chamará Estocolmo (Esther Acebo).

Mas por que estou falando disso? Bem, olhando para as pessoas na sociedade em que vivemos não é preciso ser um ‘expert’ para ver que as pessoas vivem sequestradas. Sequestradas por si mesmas, pelas coisas, pela rotina, pelo trabalho, por pessoas que, numa relação afetiva ao invés de as fazerem ir além, as sequestram em sentimentos que a aprisionam; há ainda, um grande sequestrador chamado ‘dinheiro’.

Viver em função de qualquer pessoa ou coisa que esteja fora de nós mesmas é o mesmo que viver essa síndrome. Cria-se uma dependência daquilo ou de alguém, de tal modo que a pessoa não consegue mais imaginar sua vida sem aquilo.

É como se as outras pessoas ou coisas a possuíssem. E o pior, ela nem percebe, pois como disse, é inconsciente!

Você já se deu conta de quantas prisões você está vivendo hoje? Quais pessoas, quais coisas, quais situações têm te sequestrado hoje e feito você perder o brilho e o grande potencial que você tem?

Um grande passo a ser dado é a liberdade interior. Ser autônomo, ser livre, ser autêntico.

Em outros post’s comento sobre essas questões:

Ter algo não é o mesmo que algo te ter. Ter alguém com quem partilhar a vida, os sentimentos, não significa ser possuído por esse alguém. Ter um prego não significa que o emprego te tenha. Ter dinheiro ou fama não implica que o dinheiro ou a fama te tenha!

Gosto muito de dizer que “você só é você se você for você”. Óbvio, né? Nem tanto. Será que você tem sido, de fato, você ou aquilo que os outros querem que você seja?

Você é você ou um produto? Você se possui a si mesmo ou é possuído por pessoas, por coisas ou situações?

É livre ou vive como prisioneiro?

“Liberte-se da escravidão mental, ninguém além de nós pode libertar nossas mentes!” (Bob Marley)

Liberte-se! Apaixone-se! Viva!

Vale a reflexão!

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Um comentário em “Livres ou escravos?

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