Que tal vender coco na praia?

Estava refletindo esses dias sobre como podemos ser dominados pelo medo. Me deparei com a imagem da pirâmide de Maslow, não à toa o segundo estamento é o da segurança. Queremos segurança, seja uma segurança financeira, ou profissional, ou familiar, ou ainda uma segurança de valores, etc… Está no DNA do ser humano a busca por ‘uma certa estabilidade’.

Acontece, também, dessa tal ‘segurança’ ser um grande problema. Ops… Quer dizer, pode acontecer de alguém fixar-se tanto em uma segurança que fecha os olhos para qualquer oportunidade que venha a passar em sua frente. Pode acontecer de fechar-se para o novo, de não tolerar imprevistos, e justamente, por estar presa a uma certa segurança alcançada, não sabe lidar com eles, se sente incapaz de tomar decisões para resolução de conflitos e dilemas.

Ser ou não? Fazer ou não fazer? Ter ou não ter? Ir ou não ir? Por mais alto que seja o patamar de segurança que alguém alcançou, é inevitável que em algum momento se depare com essas questões. Pessoas fixadas em segurança ficam perdidas ao menor impacto que sentem. Dúvidas e incertezas a perseguem… Enfim, se instala a crise. Crise essa que pode evoluir para diversos aspectos de sua vida: uma crise familiar, uma crise profissional, uma crise emocional, uma crise existencial, e assim por diante.

Você já sentiu medo? Medo mesmo, medo de verdade, a ponto de ficar paralisado? O medo paralisa! Incrível como pessoas sentem medo do novo, das oportunidades, daquilo que foge ao controle, ou não está dentro do mapa de suas seguranças. Arriscar-se é uma das chaves para abrir a alma, a mente e o espírito para a felicidade. Já pensou que talvez você se sinta livre, mas suas seguranças têm te aprisionado a continuar sendo ou vivendo mais do mesmo?

Quantas oportunidades já passaram à sua frente? Quantas chances de viver o novo? Quantas não foram as ocasiões que se fosse possível voltaria no tempo e faria diferente?

Pergunto, então: Por que não olhamos pra frente e aprendemos com nosso passado? Que tal tomarmos melhores decisões para nós mesmos? Decisões que, de fato, nos libertem (até de nós mesmos)?

Acredito que já expirou o prazo de vivermos uma caricatura de nós mesmos. É preciso ousar, é preciso arriscar, é preciso audácia! Não se lamente mais pelo passado. Olhe para o futuro e permita-se!

Conheço tantas pessoas que deixaram de ousar ou assumirem seu papel; hoje, mesmo tendo certo poder aquisitivo, se deparam consigo mesmas à noite e perguntam o que estão fazendo de suas vidas.

Medo de perderem a segurança que já possuem. Quantos sonhos sufocados? Pare de se autossabotar. Para de subestimar sua capacidade. Pare de se ver como não merecedor de algo melhor ou especial.

Muitas pessoas usam do artifício de se esconder em suas seguranças por medo de exercerem sua autonomia ou independência. Uma vida plena requer riscos e responsabilidades sobre esses riscos. Para tanto, é preciso mergulhar no mais profundo de si e voltar a superfície revigorado.

Vamos vender coco na praia? Que tal?

Não se trata de vender coco ou qualquer outra coisa, nem mesmo o fato de vender. Trata-se do fato de ir. A atitude faz toda a diferença no mundo, seja no mundo dos outros, seja no nosso mundo, tanto no exterior quanto no interior.

Identifique suas potencialidades e se aproprie delas! Empodere-se! Permita-se ser feliz. Faça o seu melhor! Exerça a sua autonomia!

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