Meu amor por mim

Os romanos tinham um dito muito significativo: “ninguém dá aquilo que não tem“.

Posso dizer uma coisa pra você? Eu concordo. Se me pedirem algo que eu não tenho, como poderei dar? Sem chance.

Com base nisso, gostaria de partilhar um pouco a minha opinião sobre relacionamentos afetivos.

Se não me amo, como poderei dar amor? Se não me cuido, como poderei cuidar do outro?

Acredito que sem esse amor próprio, a relação acaba sendo uma propriedade, uma dependência, uma superficialidade, ou qualquer outra coisa, mas não uma relação de amor.

Uma relação de amor envolve respeito, cumplicidade, diálogo, dedicação, carinho, afeto, interesse pelo outro, e tantas outras coisas… De ambas as partes. Um tem que cuidar do outro, respeitar o outro, desejar o outro, etc… Contudo, isso parte de mim, de algo que eu tenho comigo e posso compartilhar com o outro.

Em um relacionamento afetivo quando uma das pessoas envolvidas não se enxerga como alguém que merece respeito, cuidado, amor, carinho, ela passa a se ver numa prisão. Pois é, a relação que poderia leva-la ao céu, acaba a encaminhando para o inferno; o que seria um oásis se tornou uma jornada difícil de ser encarada.

Não posso aprisionar o outro, depender do outro ou fazer do outro meu bonequinho; sem esquecer de mencionar de que não podemos, também, tornar o outro meu porto seguro. O convívio afetivo entre as pessoas envolvidas é feito por pessoas e não por uma pessoa. Assim, ambos vivem um para o outro, mas sem esquecer a sua individualidade.

Não entre numa relação que te diminua; não vale o investimento ou o esforço. Invista, sim, em alguém que te valorize, que faça você alçar voo, que lhe ajuda a tirar as camadas daquilo que impede você de encontrar a melhor versão de você mesmo(a).

Tenha você como alguém de peso, alguém importante, mesmo dentro de um relacionamento. A partir do momento que você se valorizar enquanto uma pessoa, que de fato, tem valor, que é única, importante, de valor incalculável, então suas ações, seus relacionamentos, sua vida, tudo será vivenciado com aquilo que você tem de melhor, ou seja, você mesmo.

Apaixone-se por você. Repito: Apaixone-se por você.

Talvez já esteja na hora de ter uma conversa bem séria com aquela pessoa do espelho e mostrar que ela é muito melhor do que está sendo, que ela é um diamante (talvez bruto que precise ser lapidado), que ela é alguém que deve ser tido como alguém, inclusive por ela mesma.

A pergunta é: ‘Espelho, espelho meu. Existe alguém mais lindo(a) do que eu?’. Não pode perguntar se existe alguém mais horrível, mais estúpido, mais idiota, mais qualquer outra coisa que te coloque pra baixo. Entende?

Não dê tesouros para os outros enquanto você vive de migalhas. É muito melhor partilhar do tesouro que há dentro de si! Cuide de você; cuide de seu coração, e transborde o que há em você!

Faça a experiência!

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