Persistência: tente outra vez!!!

Destaque

Você já reparou no movimento da água? Reparou como ela procura qualquer brecha, qualquer saída que seja para continuar seu curso? Caso contrário, ele fica estagnada, parada, empoçada.

Os animais se comportam da mesma forma, quando acuados. Procuram qualquer saída para se livrarem daquela situação.

E quanto à borboleta? Para se tornar a belíssima borboleta que é foi preciso passar por um grande processo de transformação – passa por uma intensa metamorfose anatômica.

Pois bem, como podemos relacionar esses três eventos? Levemos essas três esferas para os homens.

Inúmeras vezes em nossa vida, ou pode ser até o momento atual de sua vida, nos sentimos encurralados, desnorteados, nos sentimos sufocados, como que se tivéssemos tomado uma porrada tão forte na vida que fomos jogados na lona…. Cansados, estressados, sem saída, desesperados, e assim por diante.

Então, veja a água: se não encontrar nenhuma saída, ela ficará empoçada, ficará parada, na mesma. Veja um animal: se não encontrar uma saída, uma rota de fuga, será preso e até morto.

De fato, encontrar uma saída num meio de turbilhão, numa tempestade interna, numa avalanche de problemas não é algo fácil, mas é essencial.

O primeiro passo é respirar fundo, acalmar as ideias, apaziguar as emoções, relaxar. Sem isso, será impossível ver a cena de fora e tentar achar uma solução, uma saída.

O segundo passo é listar os problemas. Lidar com nossos demônios, assumi-los, reconhece-los. É de suma importância saber com quem está lidando.

O terceiro passo é, após o relaxamento e a análise dos fatos, estudar as possibilidades. Possibilidades e alternativas para os pontos que foram detectados. Claro que não será fácil. Acenamos para nossa amiga borboleta. Fazer as mesmas coisas, pensar as mesmas coisas, sentir as mesmas coisas… Nada mudará – é preciso uma metamorfose no modo de ser, de viver, de agir, de pensar, de sentir.

O grande Charles Chaplin já dizia que “a persistência é o caminho do êxito”. Sendo ousado, acrescentaria a motivação e a disciplina.

Ressoa em meus ouvidos aquela linda canção da Dóris – Procurando Nemo: “continue a nadar, continue a nadar…” Isso é tão estimulante, tão motivador! As coisas podem estar horrendas: continue a nadar. Quando não se sentir motivado suficiente para tomar tal atitude: continue a nadar. Quando você se encontrar perdido, se sentido no meio de um tiroteio: continue a nadar. Não escute a voz daqueles que te mandar parar na vida, estagnar, ficar empoçado encurralado, ou permenacer uma lagarta… Continue a nadar.

Se tiver vontade de gritar, grite. Mas não pare. Continue, persista, viva. Jamais esmoreça. Continue a nadar!

Pense no Scrat, aquele esquilinho da animação “A era do gelo”. Ele agarra aquela noz e passa filme após filme atrás dela, como que obcecado. Ele não desiste, não desanima, não esmorece. Ele é persistente… Aquele sim. Pode acontecer o que acontecer, ele não desiste dos seus objetivos! Já dizia o saudoso Raul Seixas: “Tente outra vez”.

PS: há uma grande diferença entre persistir e insistir. Insistir é tentar e tentar e tentar, sempre do mesmo jeito. Persistir você tenta, tenta e tenta, sempre buscando novas alternativas.

“Desistir… eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.” (Cora Coralina).

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Medo do novo? (11/02/2019)

Seja você mesmo!

Sartre foi um filósofo francês do século passado. Ele tem uma frase muito significativa:

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”

Muitas vezes vivemos nossa vida muito preocupados com a opinião das outras pessoas… Ah, o que será que vão pensar? É um fato que somos influenciados pelo meio em que vivemos: família, escola, trabalho, amigos e outros. Somos influenciados e bombardeados pelas mídias sociais. É tanta informação que mal conseguimos administrar tudo o que recebemos ao longo do dia.

É tanta influência que podemos nos perguntar: será que somos quem somos ou somos o fruto do meio em que vivemos? Volta a dizer: Toda essa influência que recebemos nos faz viver tensos preocupados com a opinião dos outros ou com aquilo que os outros vão pensar, falar, etc.

E é tanta preocupação que acabamos por deixar de viver por nós mesmos e vivemos em função dos outros.

Por isso, lanço a seguinte provocação: O que você tem feito com aquilo que as pessoas fazem de você?

Lanço essa provocação porque é essa influência que recebemos é um fato. Mas aquilo que fazemos é algo que depende exclusivamente de cada um. Pode ser que você esteja passando por uma dificuldade imensa devido uma situação específica. Enfim, essa situação é algo que está acontecendo, mas a forma como você lida com isso, depende exclusivamente de você.

Se trata de começar a ter o controle de si próprio frente aquilo que se passa fora de nós.

Você é o autor de sua história! Não deixe que os outros escrevam ela por você!

Está na hora de ter um diálogo sério com a pessoa do espelho e se decidir por você!

Que tempo é agora?

 

Estava refletindo em como as pessoas andam cada vez mais alucinadas. Você já se questionou sobre isso? Ou talvez você mesmo esteja nesse estado e nem perceba… Talvez….

Pessoas alucinadas, andando de lá pra cá e de cá pra lá, tão distraídas com aquilo que está acontecendo ao seu redor, simplesmente pensando que estão atrasadas ou nas infinitas coisas que precisam fazer (e talvez nem consigam fazer).

Ao meu ver (é meu modo de entender – você é livre para discordar ou concordar), as pessoas, cada vez, têm excluído o presente de suas vidas, vivendo muito no passado ou futuro, mas não aproveitando o tempo presente.

Pensamos que o passado é um tempo que passou e não volta mais, que existe somente nas memórias daqueles que o vivenciaram ou em documentos. Você há de concordar comigo que não há como mudar o passado…. O que passou, passou! Mas quando as pessoas vivem o seu tempo presente no passado, elas deixam de experienciar o seu presente e passam a lamentar o passado, se arrependem daquilo que fizeram ou não fizeram, carregam culpas daquilo que fizeram ou não fizeram. Infelizmente, vivendo o passado no presente, perde-se a oportunidade que o tempo presente nos presenteia. Trazemos muitas experiências do passado tornando-o cada vez mais presente que chegamos a sufocar o próprio presente em nossa vida.

Por outro lado, há aquelas que enfatizam tanto o futuro que despertam uma ansiedade tão aguda, tão forte e tão feroz que estrangula o presente. Esquecem-se que o futuro, tão esperado, pode nem acontecer. Sufocam suas emoções, suas experiências, os pequenos detalhes que as circundam que não lhes resta tempo presente para as pessoas mais próximas. Esquecem que…

a beleza da vida consiste no grande potencial de cada ser humano contemplar o extraordinário no meio do ordinário.

Esquecem que a vida consiste no aqui e agora. O que você pode fazer de diferente, deve fazer agora; não no passado nem no futuro. O futuro será uma construção daquilo que fizermos no presente; o presente é o resultado daquilo que fizemos no passado. Todavia, o presente não é imutável, ele é flexível e depende totalmente da nossa percepção de vida para que o façamos.

Quantas pessoas doentes, delirantes, estressadas, amarguradas, tristes, vazias, e tantos outros sintomas, porque essas mesmas pessoas, em algum momento, perderam a percepção de seu presente e se ocuparam demasiadamente com o passado ou com o futuro. Se tornaram cheias de tantas coisas que perderam a percepção de si mesmas e consequentemente daquilo que é a vida.

Já dizia Horácio (filósofo romano): “Carpe Diem!” E aproveitar o dia é aproveitar o presente. Aproveite o presente para fazer a diferença. Aproveite o presente para se fazer diferente. Olhe para si e perscrute as vias do seu coração para extrair o que há de melhor em si! Lapide a melhor versão de si! Faça valer a pena o hoje!

Há uma preocupação excessiva com o Kronos que a figura de Kairós acaba despercebida!

Kronos, na mitologia grega, grande senhor do tempo que engole seus filhos e vai nos engolindo… Kairós, o filho de Zeus da oportunidade!

 

Competência nossa de cada dia!

Algo que se ouve falar bastante nos dias de hoje, seja na área profissional ou pessoal é o termo ‘competências’. Ser competente, ter competência é um grande diferencial hoje em dia.

Você sabe o que é competência?
Competência é a capacidade de coordenar, de modo eficaz, diferentes conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem um desempenho superior.

Na figura abaixo, podemos ver que uma competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes:

Ou seja, não basta só saber o que fazer, não basta só saber como fazer, não basta só fazer. Ter o conhecimento de como fazer mas não fazer, não faz de ninguém competente. Assim como saber como fazer, mas faltar o embasamento teórico também não faz de ninguém competente.

Quando você busca somente resultados, talvez saber como fazer ajude. Se tratando das coisas da vida humana, não basta só ser eficaz, é preciso ter eficiência, também.

Como existem diferentes tipos conjuntos de conhecimento, habilidades e atitudes, logo, existem diferentes tipos de competências. Ser conhecedor de uma área específica, não me faz competente naquela área – sabe aqueles tutoriais de internet? Então, eles só ensinam como fazer, não torna ninguém competente naquilo.

Em todos os aspectos da vida, buscar a excelência é buscar a competência naquilo que se faz. Ser excelente é ser competente. E isso se aplica em todas as áreas da vida humana. Estar num relacionamento, por exemplo, implica em conhecimento, habilidade e atitude. Um exemplo simples: não basta saber quem é a outra pessoa (conhecimento); assim como não basta saber como agradar a outra pessoa (habilidade); nem basta somente ter atitudes que vão de encontro com a outra pessoa (atitudes). A outra pessoa quer ser conhecida, que ser amada, quer ser respeitada e suas atitudes devem vir de encontro a tudo isso.

Agir por agir, sem sentimento, não quer dizer nada; sentir por sentir, sem se aprofundar na outra pessoa, não quer dizer nada; conhecer os gostos e desgostos da outra pessoa, não quer dizer nada. Um aspecto complementa o outro. Dessa forma, precisa haver competência num relacionamento.

Em nossa vida somos cercados por relações que, para terem sucesso, precisam ser competentes. Seja no campo da afetividade, seja no campo espiritual, profissional, pessoal, etc.

No campo das competências comportamentais, podemos citar seis:

  • Capacidade de decisão: saber ponderar prós e contras para seguir o melhor caminho
  • Empatia: colocar-se no lugar do outro e compreender seu ponto de vista
  • Liderança: capacidade de motivar e influenciar as pessoas
  • Controle emocional: reconhecer suas emoções e saber administrá-las
  • Antecipação: não ficar esperando as coisas caírem do alto; ser proativo
  • Automotivação: capacidade de manter-se motivado

Essas são apenas competências comportamentais que todos nós devemos evoluir e aprimorar. Claro que existem outras inúmeras competências. Como evoluir as competências?

Martin Seligman, em sua obra, Felicidade autêntica, elenca 6 virtudes ubíquas, ou seja, virtudes que estão presentes em quase todas as culturas e povos. Elas são fundamentais para a evolução e aprimoramento dessas competências comportamentais citadas acima, e todas as outras:

  • A sabedoria e o conhecimento: gosto pela aprendizagem;
  • A coragem: bravura, perseverança e integridade;
  • A humanidade: bondade e amor para se dispor a ajudar os outros e a si mesmo;
  • A justiça: cidadania, imparcialidade e liderança;
  • A temperança: autocontrole, prudência e humildade;
  • A Transcendência: engloba tudo aquilo que vai além do que é possível enxergar

Claro que não se trata de um manual, apenas um post. Espero, de coração, que cada um possa estimular a sua própria excelência (competência) aprimorando-a e fortalecendo-a.

Lembre-se que as competências não são fixas. Você pode exercitá-las.

Abraço.

Pílula 01: Sobre os ídolos

Essa noite tive um sonho que meu amigo Freud ficaria doido para ouvir e poder ter orgasmos psicanáliticos, se é que me entende.

Havia uma cidade que cultuava a borboleta. Curiosamente eu morava nessa cidade, mas na parte alta, mais afastada. O centro era a parte baixa. Certo momento estavam cultuando o ‘dia da borboleta’ e construiram um mosaico enorme, mas era enorme mesmo. Todavia, esse mosaico veio a cair e a cidade inteira pegou fogo. (acordei).

Estou pensando na quantidade de ídolos que nós mesmos criamos e que nos destroem. Destroem a nossa vida, nossa sensibilidade. Minam nossa capacidade de refletir sobre as coisas e nos cegam totalmente. Vivemos alienados por conta de ídolos.

Já parou pra pensar nisso?

Que o amor não seja fingido…

Às vezes, a realidade dá um jeitinho de vir de fininho e dar um beliscão na tua bunda. E quando a represa estoura, a única coisa que você pode fazer é sair nadando. O mundo do fingimento é uma jaula, não um casulo. Nós só conseguimos mentir pra nós mesmos por um tempo. A gente fica cansado, com medo e negar isso não muda a verdade. Cedo ou tarde, a gente tem que deixar a negação de lado e encarar o mundo. Ande com a cabeça erguida, com vontade. O Nilo não é apenas um rio no Egito – é todo um oceano. Então como você faz para não se afogar nele?

Esse discurso está na série Grey’s Anatomy (2×04).

Esse discurso me fez pensar em como suportamos tantas coisas, tantas provas. Sufocamos tantos sonhos, tantos desejos, tantos pensamentos que, inevitavelmente, acabam represados em nossa alma. Infelizmente, à maneira da água, somos sufocados. Não aguentamos tanta pressão e nos vemos submergidos.

Desde a infância, passando pela adolescência, chegando à fase adulta e culminando na senelidade. Tantas coisas que vamos vivendo e essas lembranças não se apagam. Pois é. Elas não se apagam – mesmo que não lembremos, elas estão lá em algum lugar do nosso inconsciente.

Mentiras, ilusões, alegrias, esperanças, desejos… Quantas coisas ficam gravadas em nós. Somos aquilo que fazemos, somos aquilo que pensamos, somos aquio que sentimos. Somos também todas as nossas lembranças. Umas apontam para o nosso passado, outras para o nosso presente, outras ainda, para o nosso futuro. Mas não podemos negar quem somos.

Somos o resultado de uma grande, exuberante e formidável construção que parece não ter fim. Estamos em constante construção e re-construção. Nos reconstruímos, nos refazemos, nos modelamos todos os dias. Mas não desanimamos, pois o desânimo é um claro sinal de derrota. Pelo contrário, partimos em busca de algo que nos motiva, nos impulsiona a continuar vivendo, indo além… E esse algo é, na verdade, o reflexo da construção da melhor versão de nós mesmos.

Entre trancos e barrancos, como soldados feridos, vamos lutando na vida. Concorde comigo ou não, mas a verdade de si deve ser a base para essa luta constante que travamos com nós mesmos. A verdade deve ser o vínculo de nossas relações. Como falou nossa narradora: o fingimento é uma jaula e não um casulo – a jaula aprisiona; o casulo transforma.

Você pode não ser a melhor pessoa do mundo. Nem por isso precisa fingir que é. Não seja o que voce não é. Se assuma enquanto tal. Como diz o apóstolo Paulo, ‘que nosso amor não seja fingido’, nem pelos outros, nem por nós mesmos.

Concorda?

Não sei se eu caso ou compro uma bicicleta…

Esses dias estava acompanhando uma dessas séries da Netflix. Em um diálogo dos personagens algo me chamou muito a atenção: ‘Você não pode duvidar de suas escolhas’. Se tratava de uma pessoa bastante insegura sobre suas decisões. Na mesma hora em que ouvi aquela frase me veio à mente que, realmente, não podemos duvidar de nossas decisões, pois a dúvida deve anteceder à decisão.

Se tomarmos uma decisão, seja ela qual for, não podemos ficar com dúvida da decisão tomada, não podemos ter insegurança. Precisamos ser assertivos!

É claro que não estou falando daquelas decisões que são menos importantes em nossa vida, como qual a comida iremos comer, qual filme iremos assistir, onde vamos no feriado ou qualquer coisa assim. Estou falando daquelas decisões que de alguma forma irão impactar em nossa vida e até mesmo na vida dos outros (se bem que tem um monte de gente com imensa dificuldade em tomar decisões até para essas coisas simples).

É essencial saber tomar decisões a fim de se alcançar uma vida mais próspera, seja nos âmbitos pessoal, amoroso, social, profissional, financeiro, etc.

O processo de tomada de decisões requer, em primeiro lugar, autoconhecimento. O autoconhecimento, além de mostrar os pontos fortes e fracos, é totalmente relevante para identificar o que realmente importa para si.

Como disse acima, nunca devemos questionar as decisões que já foram tomadas. Elas devem ser questionadas antes de serem tomadas. A falta de uma análise abrangente da situação, uma visão mais holística da coisa e o excesso de opções são inimigos ferozes dessa tomada assertiva. Não adianta ficar lamentando o leite derramado, como dizia minha mãe.

Você já ouviu falar em ‘assertividade’?

Uma pessoa assertiva é aquela que demonstra segurança ao agir. Ela se comporta de maneira firme e clara, demonstrando resolução e decisão em suas palavras.

Mas como chegar a esse ponto? Bem, ser assertivo nem sempre significa estar certo ou errado, mas em agir da melhor forma possível, ter a melhor postura possível, tomar as decisões da melhor forma possível. Não se trata de um manual de perfeição ou de ‘como nunca errar’, mas de percorrer o melhor caminho possível para ter tranquilidade, segurança e confiança em suas decisões e com as pessoas.

Ser uma pessoa assertiva significa ser capaz de encontrar soluções sem anular seus desejos e necessidades. Portanto, não é ser uma pessoa passiva, o ‘bobão da turma’, mas encontrar o equilíbrio entre o comportamento passivo (daquele que se anula) e o comportamento agressivo (daquele que não cede jamais). Compreender as próprias necessidades e as necessidades dos outros é de suma importância para a assertividade. Saber encontrar soluções para um conflito de maneira equilibrada, eficiente e construtiva – sabendo seus próprios limites, direitos e desejos, como os do outro.

Pessoas assertivas, em geral, são mais felizes. Sabe por quê? Pelo simples fato dessas pessoas não ficarem remoendo suas decisões, se lamentando por elas, pelo que fizeram ou pelo que não fizeram. Elas questionam-se antes da decisão tomada – procuram a melhor forma de determinarem seus objetivos, analisam as consequências, buscam o equilíbrio – por meio do autoconhecimento.

Questionar-se é um dom. Mas não questione suas decisões. Elas já foram tomadas. Se não foi a decisão mais correta, ok. O que você vai fazer? Vai ficar se lamentando? Não!!! Hora de agir de forma melhor/diferente, lembrando que insistir não é o mesmo que persistir.

Seja assertivo consigo mesmo. Seja mais feliz!

Abraço.

O inferno são os outros?

Na obra de Jean Paul Sartre, filósofo francês, Entre Quatro Paredes’ ele narra a convivência de pessoas de uma forma bem pessimista, onde os conflitos que vivemos são causados pelos outros – os outros são os culpados pelas coisas errados – eles são o nosso inferno.

Bem, estamos falando de relações.

Boi, boi, boi… Boi da cara preta pega essa criança que tem medo de careta…

Quem nunca ouviu essa canção? Pelo menos uma vez na vida você já deve ter tido contato com ela. Costumeiramente nos deparamos com essa canção como uma daquelas de ninar, para fazer uma criança dormir. Não é verdade?

Convenhamos, que canção mais horripilante para fazer alguém dormir, não? Na base da ameaça. Dorme, menino (a), senão o boi da cara preta vem te pegar. Quantas outras canções você conhece que se enquadram nesse molde?

Vejo que isso, de certa forma, faz parte da base e educação que recebemos: o medo. Segundo Emilio Mira Y Lopez, o medo é um dos quatro gigantes da alma. O medo não só é um instinto natural, mas manipulável. Manipula-se o medo a favor do opressor contra o oprimido. Isso em diversas instâncias: na família (se não fizer isso vai ficar de castigo); na escola (se não fizer a lição e se comportar vamos convocar seus pais); no trabalho (entregue o relatório no prazo senão será demitido); e assim vai.

O medo faz parte da vida humana e serve como uma referência para a sobrevivência. Na segurança (moradia, integridade física, sua saúde, seu psicológico – daí a necessidade de tantos seguros que existem no mercado); na economia (alimentação, dinheiro, trabalho); na sociedade (contratos para todos os gêneros possíveis); na vida afetiva (relacionamentos que trazem segurança, medo de traição, ciúmes)

Percebeu como o medo está em todo lugar?

Por causa dele (o medo), os primeiros seres humanos, em busca de segurança, passaram a viver juntos como uma forma de protegerem-se contra os ataques inimigos. Infelizmente, os seres humanos não só se defendiam contra os ataques de outras espécies, mas tiveram que se defender de si próprios, contra indivíduos da sua própria espécie – o mal de Caim.

A coisa não mudou muito nesse tempo, uma vez que parece ser o próprio ser humano seu maior inimigo. Ao longo de nossa vida construímos relações de amizades e afetos, mas também relações capazes de nos destruir – tornam-se nossos inimigos (recomendo a leitura de um livro do Pe. Fábio de Melo chamado ‘Quem me roubou de mim?’). De uma maneira hipotética posso exemplificar amigos ou inimigos: pai, mãe, irmão, parentes, cônjuge, amigos, colegas de trabalho, patrão, etc… a lista se estende. Em todos esses tipos de relação podemos construir relações que edificam ou relações que destroem, podemos nos unir para nos protegermos contra os ataques de fora ou devemos nós mesmos nos protegermos contra os ataques internos.

O medo pode unir, mas afastar. Afasta quando utilizamos o medo contra o outro e nos defendemos por meio do ódio e do preconceito, da injúria, da calúnia, da inveja, da difamação, do erro, da ganância, e assim por diante. Por trás de tudo isso, na maioria das vezes, encontramos o medo: medo do outro ser melhor que eu, medo do outro me superar, medo do outro tomar meu lugar, medo do outro fazer melhor que eu. Voltamos, assim, ao início deste post: o inferno são os outros.

Fonte: Pinterest

Vivemos uma vida com medo. Contudo, o medo pode ser usado ao nosso favor, quando se criam relações que edificam (no caso dos primeiros seres humanos formando suas tribos), relações que geram segurança, proteção, respeito, partilha.

Ao encararmos o medo numa visão positiva, há união. Usa-se o medo como uma forma de construir pontes, ou seja, ligações, relacionamentos que se juntam. Ao passo que encarar o medo de forma negativa, faz com que construamos muros e barreiras, justamente porque almejamos evitar esse inferno, esse problema, esse percalço no caminho.

E aí? De que lado você prefere estar?

Newton dizia que “construímos muros demais e pontes de menos”.

Prefere construir pontes ou levantar muros?

Conhece-te a ti mesmo!

Cada vez mais se ouve as pessoas falarem em diário para registrarem seus dias, seus sentimentos, suas emoções. No campo da psicologia, muitos profissionais recorrem à escrita terapêutica, afirmando que é possível transformar a escrita numa ferramenta de superação da dor ou de um sentimento negativo. No campo da literatura, a escrita é fundamental, e quanto mais enriquecida de detalhes, mais rica será. Fato que a escrita exige imaginação, memória e raciocínio (três ferramentas básicas do nosso intelecto).

Realmente, escrever pode ser libertador, pode ser motivador, pode ser engenhoso, pode ser algo fantástico. A escrita registra o fato, mas pode registrar os sentimentos e as emoções. A escrita tem se popularizado, seja num diário, num post, num blog, em livretos, livros, etc. Porém, há um lado triste da popularização da escrita, uma vez em que é possível detectar casos em que as pessoas que a utilizam somente para serem lidos, como uma forma de espetáculo – utilizam a escrita como propaganda (no caso do meu blog, de certa forma, seria uma propaganda). Adotar a escrita como uma ferramenta de propaganda é não usufruir de todo o seu potencial (cf. Cortella, 2018, p. 119-123).

Vejamos o caso de um diário. Escrever fatos e acontecimentos, simplesmente por escrever, ou na expectativa de que alguém leia, é diminuir o poder da escrita e de seu próprio diário como benefício próprio. O mais importante da escrita de um diário não é o fato em si, mas os sentimentos e emoções por detrás de cada fato – agindo assim, o diário se torna uma ferramenta de autoconhecimento. Duvidar das certezas, levantar questionamentos sobre as atitudes, organizar experiências, identificar as emoções e sentimentos são técnicas para a escrita de um diário que leve ao autoconhecimento.

Você há de convir que ao escrevermos, revelamos algo de nós mesmos no texto. Nossas palavras podem durar mais do que uma simples caminhada, por exemplo. O texto permanece e nos representa. Apesar do tempo que se passa, nossa identidade, nossa personalidade permanece naquilo que foi escrito. Pode ser uma personalidade daquele determinado momento da vida, mas permanece.

Heráclito, filósofo grego, afirmava que tudo flui. Levando essa sentença em consideração fácil perceber que ele não estava errado. Tudo muda! Inclusive nós.

Olhar para uma foto nos faz lembrar daquele determinado momento; ler um texto nos faz imaginar e vivenciar aquilo. E percebemos que já não somos mais os mesmos. Nostalgia e/ou saudades vêm à tona com um turbilhão de sentimentos. Fazer uma retrospectiva da vida é algo essencial para nosso autoconhecimento. Quem éramos? Quem somos? Como flutuaram nossos pensamentos e sentimentos ao longo de nossa via?

Dizem que você é aquilo que você faz (Michel Franklly). Será? Por que você faz aquilo que você faz? Prefiro pensar que somos aquilo que pensamos, sentimos e fazemos (Emanuel Becker).

Por isso, convido você a escrever o seu dia, de forma a descrever a melhor forma possível de como você esteve, e não o que fez. Faça isso por uma semana e verá que seu nível de autoconhecimento dará um upgrade incrível.

Meu Pôr do sol

Poucas coisas na vida são tão gratificantes quanto aquilo que não pode se comprar, mas simplesmente receber de forma espontânea e gratuita. A gratuidade de um gesto, de um abraço, de um sorriso, de um ombro amigo, de alguém para estar contigo livre de interesses, de um amor, e tantas outras coisas que poderia citar aqui (mas que com certeza, você listou em sua mente).

Quantas não são as pessoas carentes de um gesto de carinho ou de um ‘eu te amo’ verdadeiro? Pois é, eu conheço várias assim. Acredito que você também. Conheço muitas pessoas que tem várias coisas, mas lhes falta algo que preencha o interior delas, são abastadas por fora, mas miseráveis por dentro, são ricas em suas contas bancárias, mas pobres em seu interior, possuem grande poder aquisitivo, mas carentes de amor, atenção, carinho. Quantos não são os pais que provém seus filhos de todas as coisas menos de atenção? Ou os filhos que sequer reparam na presença dos pais?

Isso me leva a pensar que apreciar a vida é um exercício rotineiro que enobrece qualquer um, imputa um sentido maior para a nossa breve existência na terra. Um exemplo disso é o sol. Em muitas culturas antigas o sol era cultuado como um deus. Esse culto ao sol pode-se perceber até hoje. Muitas pessoas se aglomeram em vários pontos, seja no campo, na cidade, na praia, para apreciar o pôr do sol. Não só contemplam o seu pôr, mas o aplaudem.

Pedra do Arpoador – Rio de Janeiro

Veja os cariocas, por exemplo, se reunindo na pedra do Arpoador para o pôr do sol. Se reúnem como um ritual.

Afinal, o pôr do sol, tem algum significado?

O pôr do sol é complemento de um ciclo da terra em torno de si mesma, ou seja, o dia. É, portanto, a oportunidade de olhar para si mesmo e refletir sobre como foi seu dia, como forme de completude da vida. É a oportunidade de agradecer, num simples gesto de gratidão, por mais uma oportunidade de completar mais uma volta ao redor de si mesmo, mais uma oportunidade que foi dada por viver mais um dia.

Como seres humanos, somos capazes de fazer do pôr do sol um fenômeno muito maior que um ato da natureza. Podemos fazer dele um espetáculo, um sentido, um motivo, dar um significado. Dar um sentido além do físico requer certa admiração. O mesmo que se faz ao admirar uma música, uma apresentação, uma obra de arte, uma roupa, um gesto, etc. Esse ‘admirar’ que nos leva a ‘mirar com’, ou seja, ‘olhar com’. Quando você admira algo aquilo ganha um novo significado porque você passa a ‘olhar com outros olhos’.

Cá pra nós, uma vida vivida sem o poder da admiração, da contemplação, do significar além, se reduz meramente ao aspecto físico. Nesse sentido, um pôr do sol é só mais um pôr do sol, um dia é só mais um dia, um sorriso, um abraço, uma palavra, um gesto… são só mais daquilo, sem um significado maior.

Minha esposa tem o costume de, sempre que possível, contemplar o pôr do sol. Ela me faz um convite tão profundo de contemplar aquele pôr do sol com ela. É como se aquele pôr do sol fosse para ela, unicamente para ela. De certa forma, ela está certa. Porque aquele pôr do sol tem um significado único para ela, assim como tem um significado para mim. Tenho um motivo, uma inspiração, um agradecimento que é meu, diferentemente dela, que é o dela.

Sabe aquele pôr do sol? Então… é especialmente para você, se você assim o quiser. Se você der um significado a ele, ele terá, caso contrário, não. Assim é em toda a nossa vida. Dar um significado a toda ela: nossos relacionamentos, nossas atividades, nossos sentimentos, nossos pensamentos.

Contemplar o pôr do sol vai muito além de contemplar o pôr do sol. Diz muito de quem você é e quer ser.

Não apequene sua vida, dando um significado pequeno a ela. Olhe além, vá além, viva além.

Signifique a sua vida. Se for o caso, re-SIGNIFIQUE-a.

Livres ou escravos?

Você já ouviu falar em síndrome de Estocolmo?

Conhece a história da Bela e a fera?

Pois é, estão intimamente ligadas.

A relação afetiva que a princesa cria com seu ‘anfitrião’ (a fera) é justamente o que é a síndrome de Estocolmo. Em um sequestro ocorrido na cidade de Estocolmo, Suécia, no ano de 1973, a investigação percebeu que houve uma afinidade entre os sequestradores e os reféns.

A síndrome de Estocolmo é essa relação afetiva que surge entre o sequestrador e o refém. O apego, o afeto, como uma forma de proteção, de segurança, de sentido é o que caracteriza essa síndrome (claro, inconsciente).

Já assistiu a série ‘La Casa de Papel’? (diga-se de passagem: super recomendo). Há um típico exemplo disso, no relacionamento entre o personagem Denver (Jaime Lorente) e uma das reféns, que, curiosamente, se chamará Estocolmo (Esther Acebo).

Mas por que estou falando disso? Bem, olhando para as pessoas na sociedade em que vivemos não é preciso ser um ‘expert’ para ver que as pessoas vivem sequestradas. Sequestradas por si mesmas, pelas coisas, pela rotina, pelo trabalho, por pessoas que, numa relação afetiva ao invés de as fazerem ir além, as sequestram em sentimentos que a aprisionam; há ainda, um grande sequestrador chamado ‘dinheiro’.

Viver em função de qualquer pessoa ou coisa que esteja fora de nós mesmas é o mesmo que viver essa síndrome. Cria-se uma dependência daquilo ou de alguém, de tal modo que a pessoa não consegue mais imaginar sua vida sem aquilo.

É como se as outras pessoas ou coisas a possuíssem. E o pior, ela nem percebe, pois como disse, é inconsciente!

Você já se deu conta de quantas prisões você está vivendo hoje? Quais pessoas, quais coisas, quais situações têm te sequestrado hoje e feito você perder o brilho e o grande potencial que você tem?

Um grande passo a ser dado é a liberdade interior. Ser autônomo, ser livre, ser autêntico.

Em outros post’s comento sobre essas questões:

Ter algo não é o mesmo que algo te ter. Ter alguém com quem partilhar a vida, os sentimentos, não significa ser possuído por esse alguém. Ter um prego não significa que o emprego te tenha. Ter dinheiro ou fama não implica que o dinheiro ou a fama te tenha!

Gosto muito de dizer que “você só é você se você for você”. Óbvio, né? Nem tanto. Será que você tem sido, de fato, você ou aquilo que os outros querem que você seja?

Você é você ou um produto? Você se possui a si mesmo ou é possuído por pessoas, por coisas ou situações?

É livre ou vive como prisioneiro?

“Liberte-se da escravidão mental, ninguém além de nós pode libertar nossas mentes!” (Bob Marley)

Liberte-se! Apaixone-se! Viva!

Vale a reflexão!

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